Capitalismo: Uma História de Amor

Capitalismo: Uma História de Amor

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Michael Moore diz umas verdades que incomodam. Mas infelizmente se perde a devaneios e teorias da conspiração. Mais uma vez essas características estão em um filme seu, agora em Capitalismo: Uma História de Amor.

Socialista, Moore fez este filme logo após o colapso econômico mundial em 2009. Para o diretor de Tiros em Columbine e Fahrenheit 11/9, “o capitalismo é ruim e não pode ser reformado” e o livre mercado é um sistema para roubar os trabalhadores e garantir que 1% da população dos Estados Unidos mantenha sua riqueza, enquanto 99% empobrecem.

O documentário, que tem 127 minutos (um tanto longo), acusa os bancos de Wall Street (especialmente Goldman Sachs, Citybank e Morgan Stanley) de terem organizado um verdadeiro “golpe de Estado financeiro” pouco antes das eleições presidenciais americana.

O problema é que Moore pega situações reais e ótimas de serem discutidas (que até valem o ingresso) – como o do baixo salário de pilotos em algumas companhias aéreas dos Estados Unidos e os depoimentos de economistas e executivos que quer jogar m… no ventilador – e coloca tudo na conta do sistema capitalista. Os americanos que não pagam hipoteca, por exemplo, são uns coitadinhos por serem despejados. Os bandidos de colarinho branco não são golpitas, são sim uma ferramenta do capitalismo. E aí não cola!

Ainda tem outros pontos: alguém precisa convidar o Michael Moore para sair dos Estados Unidos rumo a um país pobre. Não precisa ir longe, basta descer para o Brasil! Talvez aí ele deixe de classificar americanos com enormes casas e boa condição de vida como pobres e até miseráveis.

A gota d’água é o fim do filme, no qual Moore pede para todos se juntarem à sua “cruzada” e salvarem o mundo, ou pelo menos os Estados Unidos. Ele virou o Sassá Mutema, o Salvador da Pátria (lembra da novela?). Se liga, Moore!

Capitalismo: Uma História de Amor / Capitalism: A Love Story

CLASSIFICAÇÃO: ATÉ VALE O INGRESSO

Ficha técnica:

Direção: Michael Moore
Roteiro: Michael Moore
Duração: 127 min.
Gênero: Documentário
Ano: 2009
Edição: Jessica Brunetto, Alex Meillier, Tanya Meillier, Connor O’Neill, Pablo Proenza, Todd Woody Richman e John W. Walter

Categorias: Documentário

Sobre o Autor

Comentários

  1. Renata Rogatto
    Renata Rogatto 10 maio, 2012, 19:32

    Apesar do atraso em ter visto o filme só agora – foi lançado em 2009 – valeu o esforço. Isso mesmo, esforço, para assistir a mais um documentário de Michael Moore. A obra é longa e cansativa, porém intrigante e necessária, sobretudo em tempos de turbulências das grandes economias. Não bastasse o fato de ser muito extensa (duas horas de duração), Moore fica a maior parte do tempo batendo na mesma tecla: o capitalismo é o grande mal de tudo!É uma visão meio utópica, maluca, típica da cabeça do diretor. Ele já deixou essas mesmas impressões em Fahrenheit 11 de setembro e Tiros em Columbine. Será que ele aceitaria viver em Cuba? E na China? Não quero ficar defendendo sistema A ou B. Aliás, deixemos a perfumaria de lado e vamos ao que interessa.O filme em si retrata muito bem o drama de famílias que refinanciaram seus imóveis atraídos pela onda de lucros da supervalorização de bens. Aqui uma outra proeza de Moore. A forma didática da abordagem permite que os menos versados em economia entendam a mensagem. Mas nem tudo são flores. Moore se mostra ácido ao entrevistar deputados democratas que atacam sem dó o governo de George Walker Bush.
    É um filme necessário para reflexão, desafiador e, ao mesmo tempo, pretensioso ao tentar mostrar o lado perverso do capitalismo. Embora seja um tema árido, consegue arrancar boas risadas com as sacadas de Moore, como ao dirigir um carro forte de banco em banco atrás do dinheiro do povo.
    Viva o McDonald´s, o shopping center e o cartão de crédito! (Cleber Mata)

  2. Ma Sampaio
    Ma Sampaio 25 março, 2011, 15:24

    Concordo com vcs, acho que ele sempre tem fontes boas, materiais bons de pesquisa e é inteligente, mas ele cansa um pouco mesmo, faz mt mais do mesmo.
    Vou assistir tb.

  3. Angélica Vilela
    Angélica Vilela 24 março, 2011, 03:32

    Bom, Michael Moore é Michael Moore. Ele tem boas informações e, no caso deste filme específico, exagera na crítica. Primeiro porque cansa: é o tempo todo a mesma coisa, segundo, porque exagera, como foi dito no comentário do Danilo.
    Mas, ainda assim, vale ver para aproveitar a parte boa. Melhor, para conhecer a parte ruim dos EUA.

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