O Açougueiro
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Filme da década de 1970 me fascina. Ainda mais suspense. O Açougueiro tem as duas características. É um bom filme. Médio.
O açougueiro Popaul conhece a professora e diretora da escola Helene em um casamento. Ambos tem ums vida pacata, em uma pequena cidade rural na França, e se tornam amigos. Até que mulheres são assassinadas na região e Helene descobre na cena do crime o isqueiro que havia dado a Popaul.
O Acougueiro é considerado pela crítica o melhor filme do diretor Claude Chabrol, que lançou a Nouvelle Vague, movimento artístico do cinema francês que se insere na contestação dos anos 1970. O filme é o primeiro deste tipo porque a professora, interpretada por Stéphane Audran, esposa e musa do diretor, é moderna para a época: não quer namorar, é independente, se veste bem em qualquer momento.
Chega até a ser engraçado hoje em dia: há uma passagem em que o açougueiro pergunta para ela se realmente iria fora de quatro paredes. “Fumar na rua é estranho”, diz ele.
O problema do filme é que demora a entrar no suspense. As mortes começam a acontecer do meio para o fim. Em grande parte o filme é só a aproximação entre os dois personagens.
Fora que ainda há algumas falhas, como a escola cheia de crianças tocada praticamente só pela personagem principal, com leve auxilio do noivo da cena inicial (onde o açougueiro e a professora se encontram).
O Açougueiro / Le Boucher
CLASSIFICAÇÃO: ATÉ VALE O INGRESSO
Ficha técnica:
Ano: 1970
Duração: 93 min.
Direção: Claude Chabrol
Roteiro: Claude Chabrol
Elenco: Stéphane Audran, Jean Yanne, Antonio Passalia, Pascal Ferone, Mario Beccara, William Guérault e Roger Rudel
Gênero: Suspense


