Inverno de Sangue em Veneza

Inverno de Sangue em Veneza

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3.5 out of 5
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3.5
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A revista inglesa Time Out elegeu, em 2011, Inverno de Sangue em Veneza (de 1973) como o melhor filme britânico de todos os tempos, à frente de O Terceiro Homem (de 1949). Do júri fizeram parte 150 especialistas, entre eles Sam Mendes, Mike Leigh e Wes Anderson. A ideia era eleger os cem melhor filmes britânicos da história. Quem sou eu diante de nomes assim? Mas acredito que não é para tanto. É um bom suspense, que merece ser visto, mas para por aí.

É certo que a cena de abertura é arrebatadora. O casal John e Laura Baxter está em casa enquanto seus filhos brincam à beira do lago. John percebe que algo vai dar errado. E dá.

Algum tempo depois da morte trágica da filha, os Baxter passam a morar em Veneza. John está restaurando uma antiga igreja. Laura conhece duas irmãs idosas, Heather e Wendy. Heather é cega e afirma ter visto a filha morta ao lado de Laura e do marido. Está selada a amizade entre as três mulheres. Até que as irmãs avisam que John precisa sair de Veneza, pois corre risco de morrer.

As idosas estão mentindo? Paralelamente ao dia a dia delas e do casal, assassinatos começam a ocorrer em Veneza. Um serial killer está a solta. O destino está selado?

A cidade de Veneza assume muitas vezes a função de protagonista. Seus labirintos enervantes e suas pontes e prédios antigos são bem retratados, dando o clima de suspense.

Água, vidro e a cor vermelha são utilizados a todo instante pelo diretor Nicholas Roeg, bem dosados. A água, como não poderia ser diferente em Veneza, está por todos os lados. Vidros são quebrados a todo instante, podendo sempre ferir as pessoas. E o vermelho aparece em doses homeopáticas, destacando o que se deseja.

Donald Sutherland vai muito bem, em sua melhor interpretação. Julie Christie, a esposa, não decepciona. Em uma cena revolucionária para a década de 1970 (filmada em um quarto de hotel às escondidas), os dois se engalfinham na cama. Em entrevista nos extras do DVD, Sutherland acerta. Não se trata de uma cena de sexo, pura e simples. É um casal tentando reencontrar sua intimidade após haver passado por uma experiência trágica.

Se o começo é arrebatador, o desenrolar do filme fica minuto a minuto monótono. E o fim, quando poderia vir aquela sensação de “agora vai”, só mantém o ritmo.




Inverno de Sangue em Veneza / Don’t Look Now


CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO


Ficha técnica:
Duração: 111 min.
Ano: 1973
Direção: Nicholas Roeg
Roteiro: Allan Scott e Chris Bryant
Elenco: Julie Christie, Donald Sutherland, Hilary Mason, Clelia Matania, Massimo Serato e Renato Scarpa
Gênero: Suspense

Categorias: Suspense

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