Nosso Lar

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Não sou espírita, nunca li um livro de Chico Xavier (pretendo ler), não tenho a mínima ideia de como o “céu” é descrito pelo médium. Mas, curioso, decidi ver Nosso Lar, já que Chico Xavier – O Filme me agradou muito. Fiquei um tanto decepcionado.

Nosso Lar aborda a morte de André Luiz, médico e escritor póstumo. Ele foi um dos principais parceiros, senão o principal, de Xavier em sua mediunidade, o que propiciou 14 livros da dupla (Xavier como meio para os livros serem escritos pelo espírito). No filme, “Nosso Lar” é uma espécie de cidade invisível aos vivos, acima do planeta Terra, onde os espíritos são recebidos após a morte do corpo – ou depois da passagem pelo purgatório aos suicídas.

É difícil comentar sobre uma suposta cidade que pode ter tudo – já que nunca a vimos (será?) e as possibilidades são todas (Deus, segundo a história, é quem a fez). Mas me pareceu uma mistureba sem nexo. Wagner de Assis, o diretor e roteirista, utilizou desenhos do médium Heigorina Cunha, produzidos em março de 1979 por um suposto espírito chamado Lucius. Estes desenhos foram atestados por Chico Xavier, que confirmou serem da cidade “Nosso Lar”. Mas até aí, o público fica em uma baita dúvida: tem tecnologia, tem muro que desaparece, tem uma “tela” protetora que queima quem deseja sair, tem hospital da idade média… tudo junto e misturado (obrigado, Bruno Mazzeo).

Outro ponto que difere Chico Xavier – O Filme de Nosso Lar: os atores. Nossa, cada interpretação é pior que a outra. Com raras exceções, são como os efeitos visuais: mambembes.

Nosso Lar

CLASSIFICAÇÃO: ESPERE A SESSÃO DA TARDE

Ficha técnica:

Direção: Wagner de Assis
Roteiro: Wagner de Assis
Elenco: Renato Prieto, Fernando Alves Pinto, Othon Bastos e Paulo Goulart
Duração: 102 min.
Gênero: Drama

Categorias: Drama
Tags: Nosso Lar

Sobre o Autor

Comentários

  1. Renata Santos
    Renata Santos 17 março, 2011, 01:19

    Difícil dizer pq sou espiritualizada – aqui não é site de religião não vou entrar no mérito. Gostei bastante do Nosso Lar (concordo com as péssimas atuações). Achei que ficou bem caracterizado e discordo do Ricky, não vi este abismo entre o filme e o livro. Enfim chorei e tudo, mas penso que quem esperava um filme como o Chico Xavier, Danilo, tenha se decepcionado, a Dani foi precisa em seu comentário, fossem as atuações melhores o filme teria dado mais certo.

  2. Danilo Vicente
    Danilo Vicente Author 14 março, 2011, 19:25

    Olha o Ricky nos dando a honra de comentar no blog! Agora vai…

  3. Ricky
    Ricky 13 março, 2011, 07:14

    Eu achei horroroso. Há um abismo entre o livro e o filme. As interpretações são sofríveis. Uma pena.

  4. Danilo Vicente
    Danilo Vicente Author 10 março, 2011, 03:48

    E eu fui com toda a boa vontade, de verdade. Por isso me decepcionou.

  5. Dani Sampaio
    Dani Sampaio 10 março, 2011, 01:26

    Olha… eu sei que uma empresa ginga foi contratada para cuidar do visual do filme, a Intelligent Cratures, responsável pela criação de cenários para os filmes A Fonte da Vida e Anjos da Noite a Rebelião. Mas sabe Danilo, talvez seja tudo culpa das atuações mesmo. Se elas fossem fantásticas, o cenário seria apenas o cenário.

  6. Danilo Vicente
    Danilo Vicente Author 9 março, 2011, 21:17

    Tem toda razão, Dani. É um ponto positivo do filme mesmo: ele não é doutrinário. Aliás, fica longe de dizer que tem a verdade absoluta… e isto é muito bom.

    A cidade é bonita, realmente. Mas o que me impressionou, de maneira negativa, foi a mistura de coisas e a artificialidade. Pareceu-me uma beleza artificial… e ainda longe dos efeitos visuais de Holywood, É tudo azul (tudo bem, é o céu). Por mais dinheiro que tenha sido gasto, para mim ficou evidente que eram efeitos de Chroma Key.

  7. Dani Sampaio
    Dani Sampaio 9 março, 2011, 20:51

    Deve ser bem complicado resenhar um filme que fale de futebol, religião ou política. Concordo com você em alguns aspectos; as interpretações são fraquíssimas, e esse mesmo Wagner de Assis dirigiu o pior filme (entre nacionais e internacionais) que já vi na vida, um verdadeiro trauma: A Cartomante. Quando li que ele estava envolvido no projeto, tive até um calafrio. Acredito que o maior mérito do filme (que foi o mais caro da história do cinema nacional) é a "caracterização" da cidade etérea. Tudo muito lindo. Ou vai dizer que não?
    Bom, eu sou espírita, e daí também fica difícil analisar como se não fosse, mas o que achei legal é que não é um filme doutrinário. Talvez "os entendidos" do assunto se envolvam mais com o filme. Mas em momento nenhum ele levanta a bandeira do espiritismo, e diz que é detentor da verdade absoluta. O que, aliás, fez com que eu me apaixonasse por essa religião.

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