O Barão Vermelho

O Barão Vermelho

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Ele é uma lenda, daqueles personagens que já ouvimos falar mas desconhecemos quem realmente foram. O Barão Vermelho é um filme-homenagem da Alemanha a um de seus poucos heróis, Manfred von Richthofen, piloto da Primeira Guerra Mundial que ganhou o apelido por ser um barão da antiga Prússia e voar em um avião totalmente vermelho.

Baseada no livro “O Barão Vermelho – A História Completa de Manfred von Richthofen”, de Joachim Castan, a produção alemã falada em inglês (todos conversam, sejam franceses, alemães, belgas, canadenses…) custou 18 milhões de euros – uma dinheirama para o cinema alemão. As cenas de batalhas impressionam e o ano de 1917 é muito bem reconstituído. Mas o pecado é deixar de mostrar a guerra como um horror, focando no dia a dia do piloto e de seus subordinados, pouco abordando as mortes e batalhas sangrentas (foram 19 milhões de mortos!). Parece até que o Barão Vermelho e seu “Circo Voador” (assim era chamada sua equipe) estão envoltos por um escudo invisível e que a guerra deles é outra, uma guerra regada a festas, amores e bebidas, não a Primeira Guerra Mundial. Nem mesmo o pioneirismo das batalhas aéreas é lembrado (jamais uma guerra tinha registrado confrontos no ar).

Já um mito quando vivo, o Barão Vermelho ficou para a história como um misto de cavalheiro honrado e assassino sangrento. Venceu 80 batalhas aéreas e matou 75 pilotos inimigos em 20 meses, recorde até hoje, ainda mais que os tempos mudaram e batalhas como as dele já não mais existem, nem em guerras. Mas o “assassino sangrento” é deixado de lado no filme. Já o “cavalheiro honrado”… sim, realmente o filme é uma homenagem a ele.

Uma pena que a obra não empolgue. Ganha pontos por mostrar mais sobre este personagem único e sobre a Primeira Guerra Mundial (os combates, judeus ao lado de alemães, os imperadores da Alemanha de então…). A história do Barão é das melhores de todos os tempos. E mesmo deixando “esquecida” sua sanguinária carreira, poderia ser um filme que “grudasse” o espectador na tela.

O Barão Vermelho / The Red Baron / Der Rote Baron

CLASSIFICAÇÃO: ATÉ VALE O INGRESSO

Ficha técnica:

Diretor: Nikolai Müllerschön
Roteiro: Nikolai Müllerschön
Música: Stefan Hansen e Dirk Reichardt
Fotografia: Klaus Merkel
Elenco: Matthias Schweighöfer, Hanno Koffler, Til Schweiger, Joseph Fiennes, Lena Headey e Vit Zavodsky
Duração: 103 min.
Gênero: Guerra

Categorias: Guerra

Sobre o Autor

Comentários

  1. Danilo Vicente
    Danilo Vicente Author 30 julho, 2011, 02:21

    Essa é nossa intenção, Bruno. Escrever com simplicidade. Obrigado.

    O Barão está no inconsciente de muitos. Bacana você gostar dele desta forma.

    Passeio pelo blog e comente. O prazer é nosso.

  2. Bruno
    Bruno 29 julho, 2011, 23:25

    Gostei do post e do blog sim, na verdade fiquei uma hora vendo as resenhas.Muito bacana o formato do blog.Não faz textos elitistas e esnobes como a maioria dos críticos de cinema mas não deixa a qualidade cair.
    Quanto a esse filme, eu realmente gosto dele.Mas reconheço seus defeitos.Acho que o admiro principalmente por ser fascinado pela história desse piloto( na verdade tenho até uma maquete de seu Fokker Dr.1 vermelho ao lado do meu computador).Gosto mais ainda do filme quando me lembro de outro filme: Flyboys, um filme tipo blockbuster cheio de frivolidades.Com batalhas legais mas sem o menor respeito histórico como todos os alemães voando aviões vermelhos, mas na realidade houve um ÚNICO avião vermelho em toda a guerra.Alem de querer mostrar os americanos salvando a pátria novamente, justamente eles que tiveram um papel pífio no combate aéreo do período.
    PS:O blog já foi para o favoritos.
    PS2:não tinha visto a opção para colocar o nome:)
    PS3: estou juntando dinheiro para comprar um e ver filmes em bluray mas a grana está curta…

  3. Danilo Vicente
    Danilo Vicente Author 29 julho, 2011, 14:11

    Por isso este blog é bacana. "Anônimo", é verdade que o filme está correto. Mas creio que fica um pouco "vazio" ao não mostrar o dia a dia dos combates, as mortes, o horror. Ou pelo menos um pouco disso.

    Realmente só há uma pequena passagem sobre isso, a da ala hospitalar. Podia haver mais.

    Que bom que gostou do post!

  4. Anônimo
    Anônimo 29 julho, 2011, 03:43

    Legal o post, eu gosto bastante de história da aviação, em especial do grande Manfred von Richthofen.Mas quanto ao filme mostrar o que parece ser outra guerra, ele está totalmente correto.Era outra guerra.Nas trincheiras lutavam os desvalidos, pobres, famintos e doentes.No ar as batalhas eram travadas pelos nobres, pela aristocracia.Não espere ver um barão passando fome numa trincheira.A verdadeira face da guerra só é vista pelo personagem quando sua amada enfermeira lhe da um choque de realidade lhe mostrando uma ala hospitalar da época.Na primeira guerra os pilotos eram como os nobres que trajavam armaduras na era medieval e lutavam ao lado dos reis.Foram os últimos cavaleiros.
    Há uma passagem no filme em que um alto oficial pede a Manfred para que ele fique vivo por que pilotos são como deuses, e que esperanças um pobre coitado pode ter numa trincheira quando um deus morre.Quanto a ser sanguinário, eu sei que ele era um piloto de combate e era muito melhor que os outros.Pelo menos foi melhor que os 80 primeiros que enfrentou…

  5. Danilo Vicente
    Danilo Vicente Author 17 março, 2011, 12:50

    Não sei de isso foi um elogio… rs

  6. Renata Santos
    Renata Santos 17 março, 2011, 01:11

    Danilo, se fiquei com preguiça de ler seu post inteiro, imagino ver o filme. Mesmo assim, admiro a sua capacidade de alimentar este blog e ver tudo o que é tipo de filme e comentar. Congrats… :-*

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