
Anora venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2024 e o Oscar 2025 de Melhor Filme. Quem sou eu pra dizer que o filme não é tudo isso? Mas é por aí. É um bom filme, é importante escrever, mas está longe de ser uma obra arrebatadora.
O drama conta a história a dançarina de pole-dance e prostituta – Anora – que acredita ter achado o seu bilhete premiado para uma vida de conto de fadas quando conhece Ivan (Mark Eydelshteyn), o jovem filho de um oligarca russo que vai de cliente a marido em poucas semanas.
A melhor parte não vem do drama, vem do humor. E aí está um ponto positivo do filme: há uma mescla de gêneros. Quando a poderosa família do rapaz descobre o matrimônio, capangas passam a fazer de tudo para separar o recente casal.
Mikey Madison, a protagonista, vai bem. Porém, diga-se a verdade, não é uma interpretação das mais exigentes. Sean Baker levou como melhor diretor, roteiro e montagem – com três trofpeus, não tem nem o que dizer de sua qualidade. Yura Borisov foi indicado a melhor ator coadjuvante. Ele também merecido.
Claro que vale assistir. Entretanto, fica a imagem de um ano mais fraco na premiação do Oscar.
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Anora
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica:
Direção: Sean Baker
Elenco: Karren Karagulian, Yura Borisov, Mark Eydelshteyn e Mikey Madison
Ano: 2024
Gênero: Drama

