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Animação

As Bicicletas de Belleville

Quem gosta de animações precisa assistir ao francês As Bicicletas de Belleville. É, digamos, concorrente de Persépolis, tanto na qualidade do roteiro quanto nos traços. E isso significa ser uma ótima pedida. Com linhas estereotipadas, sempre caricaturando os personagens, e bem poucas falas, a obra conta a história de Souza, uma senhora que faz tudo por seu neto, Champion. Desde a meninice, Champion é triste. Nem com um cachorrinho ele consegue dar um sorriso. Até que a avó o presenteia

Drama

72 Horas

Paul Haggis assinou os roteiros dos ótimos Crash – No Limite e Menina de Ouro, em 2004 e 2005, respectivamente. São logo no início de sua carreira cinematográfica, após a estreia em Red Hot. Depois ele caiu, mas manteve boa categoria. Escreveu dois 007 – Quantum of Solace e Cassino Royale -, Cartas de Iwo Jima e A Conquista da Honra. Seu penúltimo roteiro foi de O Exterminador do Futuro: A Salvação, que não vi. E agora roteirizou e dirigiu

Drama

Burlesque

Um filme com Cristina Aguilera, produzido por ela, para que ela apareça. Burlesque é, em resumo, uma tacada da cantora para que volte à cena. Com Cher nos créditos como protagonista, a obra é um musical em ritmo acelerado, que sonha em ser um Chicago ou Nine, todo para Aguilera. Mas fica longe do pretendido. Cher até aparece, mas cantar mesmo só em duas músicas. As outras todas são da colega, que deveria ser creditada como protagonista, e de mais

Comédia

O Grande Lebowski

Sabe o filme que você adora sem haver um motivo aparente? Aquele que deixa a impressão de um filmaço logo depois do término? Aquele que fica na memória? O Grande Lebowski é assim. Bem… pelo menos foi comigo. A surreal história se passa no início dos anos 1990. Jeffrey Lebowski (Jeff Bridges) é um desempregado convicto, que vive ociosamente em Venice (Califórnia), com atitude de hippie anacrônico. Ele chama a si mesmo de “The Dude” (algo como “O Cara” em

Faroeste

Bravura Indômita

É raro entrar um faroeste aqui. Só Butch Cassidy está nos arquivos. Isso, claro, porque hoje em dia é um gênero um tanto esquecido. Quase ninguém quer saber de duelos, tiros e poeira. Não os irmãos Joel e Ethan Coen, que fizeram Bravura Indômita, um remake do lançado em 1969. Eles, de Um Homem Sério e o estupendo O Grande Lebowski, que ganharam fama por ótimas obras que apostam no cinismo e em personagens sem rumo, acertaram na intenção de

Drama

O Discurso do Rei

O Discurso do Rei foi o maior filme de 2010. Pelo menos saiu com este troféu do Oscar 2011, ganhando os prêmios de Filme, Ator, Roteiro Original e Direção, depois de indicações para 12 categorias. É realmente um filmaço. O melhor do ano? Sim, pode ser (ainda tenho de assistir alguns), especialmente pelas interpretações de Colin Firth e Geoffrey Rush. Mas briga cabeça a cabeça com A Rede Social, que levou para casa Roteiro Adaptado, Trilha Original e Edição, e

Ficção

A Origem

Por Velma Gregório (enviada especial à locadora) Preciso começar dizendo que este filme ainda é uma ficção científica, mas manda muito bem na possibilidade de invadir a mente humana por meio dos sonhos e desvendar segredos. Trata-se da história de um extrator de informações sigilosas da mente das pessoas que recebe a missão inversa de colocar uma ideia na cabeça de um homem de negócios. Dessa missão passa-se à descrição da estratégia de como fazer isso, que é DUCA. Invadindo

Comédia

Ano Um

Quando vi a sinopse, pensei: “Nossa, Jack Black AND Michael Cera no mesmo filme, deve ser muito legal”. Meus dois atores queridinhos aqui interpretam Zed e Oh, homens da caverna que deixam sua tribo para trás em busca de aventuras. Conforme avançam na sua jornada, vão se deparando com figuras esquisitas e sempre terminam encrencados. O filme começou muito bem, com paródias bíblicas, mas aí caiu para o escatológico (em uma cena Zed come cocô. Sem mais.) e comecei a

Drama

Saudações / Quem Está Cantando Nossas Mulheres

É o primeiro filme de Brian de Palma (sem contar os curtas-metragens e os documentários amadores). Também é a largada de Roberto de Niro como protagonista (nem tanto protagonista, pois tem outro ator que aparece mais). Saudações me chamou atenção por estes dois começos. Acreditei, e me dei mal. De 1968, o filme é sobre… sobre… sobre… não sei. Eis a sinopse: “sátira sobre um jovem realizador de filmes amadores, sobre amor livre, o assassinato de Kennedy e a Guerra

Drama

Com Mérito

Clichê. Com Mérito é um filme clichê. Pode até ter uma lição por trás das cenas, mas é aquela típica história em que tudo coincide e a lição de moral é certa. Monty Kessler é um estudante de Harvard prestes a se formar. Quando seu computador quebra, ele fica apenas com uma cópia impressa de seu trabalho de graduação e, na madrugada, corre pra tirar outra cópia (clichê 1). Mas tropeça e o calhamaço cai no porão de um prédio