Assassinato em Mônaco
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Assassinato em Mônaco é um documentário da Netflix sobre a morte nebulosa de um dos homens mais ricos do mundo, o naturalizado brasileiro Edmond Safra, dono de quatro bancos. História cabulosa que, pelo Brasil, teve muito pouca repercussão. Agora, ao longo da hora e meia do filme, o diretor Hodges Usry mostra que onde há fumaça há fogo.
Ou não.
Isso porque Usry demonstra em seu roteiro que Ted Maher, um suposto ex-oficial dos Boinas Verdes, enfermeiro de plantão na noite da morte, seria o responsável pelo assassinato, de forma intencional ou não. Maher foi condenado pela justiça, o único. Porém, quando chega o fim… inverte tudo, para surpresa até de Usry.
É um filme muito interessante. Não responde todas as perguntas, mas mostra que tratou-se de uma situação para lá de inusitada. Um exemplo: Safra morreu em uma espécie de quarto-bunker, onde ficou por horas com uma enfermeira, Vivian Torrente, mantendo-se preso até mesmo após pedidos de bombeiros para que eles saíssem. Ele morreu asfixiado por causa de um incêndio.
Lily Safra, a brasileira esposa de Edmond, é apontada suspeita em todo o caso. A máfia russa é outra. Os bombeiros também. A lista não cessa… e tudo é muito bem organizado para o espectador.
É uma cascata de possibilidades e mentiras. Para todos os lados, entrevistados acusam outras pessoas. A definição fica para cada interessado no assunto. Mas é um bom entretenimento entender, sem resolver, o caso.
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Assassinato em Mônaco / Murder in Monaco
CLASSIFICAÇÃO: DUCA
Ficha técnica:
Diretor: Hodges Usry
Ano: 2025
Gênero: Documentário
Duração: 90 min.

