Posts From Danilo Vicente
O Livro de Eli
Um Mad Max dos anos 2010. Mas piorado. Bem piorado. O Livro de Eli até é opção para divertir, mas fica longe do clássico de Mel Gibson. Sob o pretexto de levar um misterioso livro para o seu destino, o oeste, Eli, um andarilho vivido por Denzel Washington, chega numa cidade dominada pelo vilão interpretado por Gary Goldman. Eli só aparenta levar uma mochila e um facão pra lá de afiado, mas, não se sabe de onde, tira pistolas e
Os Homens que Encaravam Cabras
Os Homens que Encaravam Cabras é inusitado. Seja pela história, seja pelo título, é incomum. Com um elenco de primeiro time, tem um humor refinado, crítico. Tem uma história muito bem sacada, baseada no livro de Jon Ronson, mas peca pela lerdeza em alguns momentos. O filme começa com tudo e de início promete ser ótima diversão, mas não “engata”. Perde a força e definha. Tudo começa com Bob Wilton, um jornalista que se encontra desiludido após saber que foi
Casamento Silencioso
Uma obra-prima este Casamento Silencioso. É daqueles filmes que marcam e merecem o grau “pare tudo e vá ver”. Um drama que usa a comédia e a ironia como metáfora, que diverte para valer, mesmo com um assunto tão sério. Se te lembrou “A Vida É Bela”, arrisco dizer que é melhor. E olha que eu gosto bastante do filme italiano. Casamento Silencioso conta a história de uma pequena cidade na Romênia em 1953. A alegria reina por lá, até
O Amor
Károly Makk é o diretor do húngaro O Amor. Por aqui, no Brasil, ele é praticamente um total desconhecido. Mas foi com esse filme que, após ganhar o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, entrou para a nata do cinema em seu país e ganhou o respeito da crítica mundial. A produção, de 1971, gira em torno de uma senhora convalescente, que espera seu filho “voltar da América”, e sua nora, que, ajudada pela criada, tenta esconder a
Cannibal Holocaust
“O mais controverso e polêmico filme de todos os tempos”. Esta frase me chamou a atenção ao procurar um filme neste fim de semana. Está lá, em destaque, na sinopse de Cannibal Holocaust. Pode até parecer exagero, mas que é controverso, ah, isso é. E pelo que gerou, pode, sim, ser considerado “o mais”. Cannibal Holocaust nos remete aos filmes da década de 1970 e 1980 produzidos apenas para agredir, mexer com o estômago dos espectadores. Já vi filmes chocantes,
Antes da Chuva
Uma Macedônia dilacerada pela guerra serve como pano de fundo para três narrativas no belo Antes da Chuva: Palavras, na qual um religioso iniciante se apaixona por uma garota refugiada; Rostos, em que uma fotógrafa se vê dividida entre o marido e o amante; e Imagens, que mostra o retorno do premiado fotógrafo Aleksander à sua nativa Macedônia. As três histórias, sem uma linha do tempo definida e com histórias de difícil amor entremeadas, se juntam e cruzam seus personagens.
Educação
Sabe aquele filme que você olha na prateleira da locadora e nunca leva? O título não agrada, a foto da capa da caixa é feia, a sinopse é ruim… enfim, há algo que faz você escolher qualquer outro. Pois é… cada vez mais eu aprendo que essa é a sensação errada e que este filme é a opção certa. Com o ótimo Educação foi assim. A história relata a vida de Jenny, adolescente londrina de 16 anos que tenta escapar
Um Olhar do Paraíso
Para começar o segundo semestre de 2010, um bom filme. Não é um ótimo filme, mas é um bom filme. Um Olhar do Paraíso é daquelas boas sacadas, com roteiro bacana, atores em performances legais e uma história comovente. Mas peca… peca do meio para frente, quando o sobrenatural afeta o real. A história, baseada no livro Vida Interrompida – Memórias de um Anjo Assassinado (de Alice Sebold), é assim: em dezembro de 1973 Susie Salmon voltava da escola para
Uma Casa de Pernas pro Ar
Aqui está um típico filme de Sessão da Tarde. Ou de Tela Quente, onde eu assisti, que só tem passado esta qualidade de filme. Estrelado pelo rapper Ice Cube (Deus do céu!), Uma Casa de Pernas pro Ar é até divertido. Mas não passa disso. Refilmagem de Lar, Meu Tormento (com Cary Grant), de 1948, a comédia é sobre uma família que decide deixar a cidade grande em troca de uma casa maior no campo. Mas logo os investimentos financeiros,
A Vida dos Outros
“Profundo, denso, sensível… sem palavras… talvez o melhor de toda a minha vida”. Este comentário, registrado no site melhoresfilmes.com.br, é um dos muitos relatos elogiosos que li e ouvi sobre o alemão A Vida dos Outros. E registra com exatidão o que este filme transmite. Não tenho dúvida: trata-se de uma das grandes obras do cinema. Florian Henckel von Donnersmarck, o diretor e roteirista, mostra-se um mestre ao reconstituir os últimos anos de atuação da Stasi, a polícia política do

