Lightyear
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Durante anos, muitos fãs imaginaram que um filme solo de Buzz Lightyear seria a oportunidade perfeita para conhecer melhor um dos personagens mais carismáticos da franquia Toy Story. Mas Lightyear consegue ir por outro caminho, um caminho pior.
O longa não conta a história do boneco Buzz Lightyear que aprendemos a amar nos filmes da Pixar. Em vez disso, apresenta a história do patrulheiro espacial fictício que, dentro do universo de Toy Story, teria servido de inspiração para a criação do brinquedo. É uma ideia curiosa, mas que cria uma barreira emocional difícil de superar. O espectador passa boa parte do tempo esperando encontrar o Buzz que conhece, mas se depara com outro personagem, de personalidade e contexto completamente diferentes.
A escolha compromete o envolvimento com a narrativa. Em vez de aprofundar o brinquedo que marcou gerações, o filme constrói uma aventura de ficção científica relativamente genérica, que poderia ter qualquer outro protagonista. A ligação com Toy Story acaba parecendo mais uma estratégia de marketing do que uma necessidade criativa.
Sobra apenas uma boa revelação sobre o vilão Zorg, ainda que fictícia demais.
Nem a boa qualidade técnica da Pixar consegue compensar o distanciamento entre tela e espectador. Falta emoção. O roteiro não encontra o equilíbrio entre aventura, humor e coração que sempre caracterizou a franquia.
Há também uma sensação de oportunidade desperdiçada. Seria muito mais interessante
No fim, Lightyear troca a força da nostalgia por uma ideia conceitual que nunca justifica plenamente sua existência.
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Lightyear
CLASSIFICAÇÃO: ESPERE A SESSÃO DA TARDE
Ficha técnica:
Ano: 2022
Direção: Angus MacLane
Roteiro: Angus MacLane e Jason Headley
Elenco (vozes): Chris Evans, Keke Palmer, Dale Soules, Taika Waititi, Peter Sohn, Uzo Aduba e James Brolin
Duração: 105 min.
Gênero: Animação

