Documentário
Voyeur
Gay Talese é um dos maiores jornalistas da história americana. Do jornal The New York Times e da revista Esquire, passou para os livros, no estilo de Jornalismo Romântico, movimento que incorpora ao jornalismo características da literatura. Voyeur é um filme sobre o seu mais polêmico livro, The Voyeur’s Hotel, e mostra a relação entre o escritor e o personagem-tema. Sim, Voyeur se refere a uma pessoa. Ou duas. Gerald Foos foi o dono de um hotel no Colorado por
Cidade 40
Uma cidade secreta, oculta em mapas, cercada, com postos de controle. Os moradores são proibidos de falar sobre ela. Parece filme de ficção científica. Mas trata-se de um documentário, Cidade 40, que conta a história de Ozyorsk, na Rússia. Criada ao redor de Mayak, a primeira fábrica para enriquecimento de urânio (atrás de uma bomba atômica) da União Soviética, logo após a Segunda Guerra Mundial, Ozyorsk cresceu e chegou a 100 mil habitantes. Eles jamais foram proibidos de sair, desde
The Propaganda Game
Este é um ótimo documentário para entender a Coreia do Norte, que tanto tem aparecido no noticiário mundial nos últimos anos. The Propaganda Game é de 2015, mas mostra-se atualíssimo. Dirigido pelo espanhol Álvaro Longoria, o filme é “inevitavelmente intrigante por causa de seu assunto”, conforme foi descrito pelo site The Hollywood Reporter. Longoria conseguiu o que ninguém havia alcançado: filmar em alta-qualidade dentro do país. Sua visita foi facilitada e monitorada por seu conterrâneo Alejandro Cao de Benós, um
Jerry Before Seinfeld
Jerry Seinfeld está de volta. Não em seriado, é verdade, mas em um filme produzido pela Netflix. O formato é de standup comedy, no qual ele iniciou a carreira até ser entrevistado no programa de Jimmy Carson, de onde partiu para o estrelato na televisão. Nesta mistura de documentário e standup, Seinfeld volta ao The Comic Strip, palco que o recebeu no início de carreira. Em meio às piadas, imagens externas acompanham o comediante pela cidade de Nova York, visitando
What the Health
Este é para meus amigos veganos ou até vegetarianos. What the Health é o maior apoiador da ideologia vegana que já apareceu no cinema. Aí está seu acerto, mas também seu equívoco. O filme não se assume como apoiador do veganismo até a parte final. Portanto, até lá o espectador é apresentado a um documentário que explora a conexão entre doenças, o consumo de produtos de origem animal e a indústria farmacêutica. Algo imparcial. São colocados em evidência dados que
I Am Bolt
Usain Bolt é um fenômeno da natureza. É verdade. Mas nem por isso ele facilmente virou o mais veloz humano da história. O documentário I Am Bolt acompanha sua rotina no Campeonato Mundial de Atletismo de Pequim e nos Jogos Olímpicos de Londres e do Rio – e passa rapidamente por sua juventude. O filme é correto, não inventa. Alguma visão crítica ao atleta… nem pensar. A emoção fica na conta dos momentos decisivos, que tanto correram o mundo, mas
Koyaanisqatsi
Difícil dar uma opinião sobre Koyaanisqatsi. O filme de 1982, do diretor Godfrey Reggio, é diferente. E neste “diferente” geralmente cabe tudo, né? Porém, neste caso, não consigo encontrar outro adjetivo. É bom? Não gostei. É ruim? Sim e não. Vou tentar explicar. O longa tem cenas incríveis, de embasbacar. Não há diálogo. A conclusão é toda deixada para o espectador. Seus 87 minutos são de uma cena atrás da outra, com uma música incrível de Philip Glass, um dos
Os Capacetes Brancos
Oscar de melhor documentário em curta-metragem, Os Capacetes Brancos conta em 40 minutos a saga de um grupo de voluntários que, na guerra da Síria, se dispõe a tirar dos escombros vítimas de bombardeios aéreos. O filme não inventa: persegue os voluntários e mescla entrevistas. Obviamente, não se trata de uma tarefa fácil. Os heróis em cena têm trabalho (muito) a todo momento. O roteiro tenta não tirar partido de um dos lados, mas acaba apoiando a oposição a
Quem Matou Eloá?
Eloá Cristina Pimentel, lembra-se dela? Pode ser que agora não. Mas você certamente acompanhou sua vida por dias. Ela é aquela estudante que, aos 15 anos de idade, foi sequestrada pelo namorado, de 22. Ao fim de cinco dias Eloá foi assassinada. Quem matou Eloá é um documentário de 24 minutos que reconta a história do sequestro. Mas o enfoque é a cobertura absurda da imprensa, especialmente os canais de televisão. Especialistas criticam a espetacularização da violência e a abordagem

