Últimos filmes comentados
Capitão América – Guerra Civil
Capitão América – Guerra Civil tem dois principais objetivos (além, claro, de estourar na bilheteria): levar à telona uma consagrada saga dos quadrinhos e preparar terreno para Vingadores – Guerra Infinita. Agrega um terceiro, que não obrigatoriamente faria parte do filme: destacar novos e menores personagens. Os dois primeiros objetivos são alcançados com êxito. Já o terceiro… é muita gente na tela! O filme é muito bom, deixo claro de cara, especialmente da segunda metade para frente. O problema é
Memórias Secretas
É incrível como um bom roteiro pouco precisa para virar um ótimo filme. No caso de Memórias Secretas “bastou” (como se fosse pouco) um protagonista excepcional. Christopher Plummer é hoje o artista com mais idade a ganhar um Oscar (82 anos). Pode se preparar para disputar mais um, e com ótimas chances de passar a marca para os 87 anos (hoje ele tem 86). Memórias Secretas conta a história de Zev, um sobrevivente do holocausto que, com ajuda do amigo
O Reencontro – 1983
Outro dia assisti a Grand Canyon e conheci Lawrence Kasdan, roteirista e diretor que tem seu nome em grandes filmes, como três Guerra nas Estrelas, O Guarda-Costas e Indiana Jones – Os Caçadores da Arca Perdida. Este O Reencontro é um de seus primeiros (não confundir com um mais recente, com Morgan Freeman), e ele acerta em cheio. Com a cara dos anos 1980, o longa reúne grande elenco, à época ainda iniciando carreira. Glenn Close, Jeff Goldblum, William Hurt
O Dono do Jogo
Tirar do papel um filme sobre o jogo de xadrez não deve ser fácil. Duas pessoas, um tabuleiro, muita imaginação e estudo. Quase mais nada… monótono. O Dono do Jogo tenta dar movimento e ritmo a este cenário. Consegue, mas não de maneira total. Xadrez é um jogo tão complexo que seus praticantes de alto nível precisam ser obsessivos, beirando ou entrando em loucura. Essa é a tese do filme. Bobby Fischer (Tobey Maguire) surge no comando do enredo. Ele
Sem Direito a Resgate
Sem Direito a resgate é um filme sem personalidade. Na sinopse é apresentado como comédia. Mas com o passar dos minutos demonstra enorme dificuldade em ficar na comédia ou partir para o drama. Há cenas engraçadinhas, outas sérias. A maioria, ruins. Dirigido e roteirizado por Daniel Schechter, em seu primeiro grande trabalho, o filme conta a história de Mickey Dawson (Jennifer Aniston), sequestrada por três bandidos. Seu rico marido (Tom Hobbins) está com a amante (Isla Fisher) quando recebe o
Calvário
Começou o filme, esqueça. Calvário tem uma cena inicial avassaladora, que determina todo o restante do filme. Um padre ouve no confessionário: “eu vou te matar no domingo”. É só o começo das esquisitices do lugarejo do interior da Irlanda. James é um padre tardio. Recorreu à batina já viúvo, com uma filha adulta. Tem ótimas intenções. Mas está cercado de rancor e confrontos. Como o título indica, se vê cada vez mais enredado em um martírio, como o vivido
Hector e a Procura da Felicidade
Quem não gosta de viajar? Desconheço. Quem não gosta de ser feliz? Impossível saber quem. Em Hector e a Procura da Felicidade o personagem principal resolve unir estes dois pontos: ele larga a vida na Inglaterra (carreira e namorada, inclusive) e decide percorrer o mundo em busca da tal felicidade. É um filme delicioso, leve, com elenco de primeira, que leva o espectador a refletir. O psiquiatra Hector (Simon Pegg) cansa de sua vida e dos problemas de seus pacientes.
Holocausto – O Que Ninguém Viu
É sempre importante haver filmes sobre a Segunda Guerra Mundial ou sobre o que os nazistas de Adolf Hitler causaram. No documentário Holocausto – O Que Ninguém Viu, o historiador Jeremy Hicks promete chocar com imagens encontradas na União Soviética recentemente. Não choca, pois as prometidas cenas grotescas pouco diferem do que já se conhece. Mas pelo menos lembra as atrocidades que o homem pode cometer. As passagens vistas em tela são todas do exército soviético. Hicks, que explica as
As Coisas Impossíveis do Amor
De início, As Coisas Impossíveis do Amor parece uma comédia romântica clichê. Moça se apaixona por homem casado, é pivô da separação dele e problemas conjugais (dela e dele, que se casam) começam a aparecer. Mas esqueça. Com o desenrolar das cenas, surge um filme sério, sobre diferentes formas de amor. O amor normalmente retratado no cinema é o entre duas pessoas que se conhecem em algum ponto da vida. Ou a telona mostra o amor entre pais e filhos.
Ele Está de Volta
De vez em quando nos deparamos com um filmaço sem esperar. Sensação boa, né? Geralmente acontece quando nada sabemos sobre a obra. O alemão Ele Está de Volta é assim – e eu deveria parar de escrever, para que você seja pego de surpresa. Mas, como este site não sobrevive sem textos, aí vai. O longa estreou nos cinemas da Alemanha em 2015 e agora chega ao Netflix. De uma maneira para lá de inteligente, satiriza a volta de Adolf

