Tão Forte e Tão Perto
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Uma história de amor, perdas e recomeços. E antes que você erroneamente faça uso desses termos para qualificar Tão Forte e Tão Perto como um “água com açúcar” para um domingo chuvoso, antecipo que água e açúcar, no meu caso, deveriam estar tão somente diluídos em um copo, sobre o encosto do sofá. Chorei. Muito.
Li algumas críticas antes de vir aqui dividir com vocês meus sabores e dissabores e discordo de quem categoriza o filme como mais um enlatado dramático sobre o atentado às Torres Gêmeas. A crítica norte-americana, por exemplo, o reputou como um relato de mau gosto sobre a tragédia e o filme acabou, lá na gringa, não indo bem de bilheteria. Mais um motivo pra gente adorar, né? (Depois não entende porque tem o visto negado)
O episódio compõe sim um elemento importante na narrativa, já que reforça a dor, o inconformismo e a falta de sentido inerente de episódios dramáticos de perda, mortes. Mas só. Tão Forte e Tão Perto trata de buscas, daquelas que a gente passa a vida empreendendo mesmo sem ao certo saber aonde quer chegar. Isso, sob os olhares de uma criança fofa, sensível e assustadoramente inteligente ganha brilho e sabor. Com a diferença de que Oskar Schell (Thomas Horn) sabe muito bem aonde quer chegar.
O menino brilhante, que destoa das crianças da sua idade, desenvolve além de medos e fobias, invenções e um intelecto admirável. Suas maiores paixões, o pai e as jornadas propostas por ele, são, no entanto, o que dão sentido a sua vida. Thomas (Tom Hanks) apresenta ao filho um universo lúdico de desafios por meio dos quais pretende fazer com que o menino supere, em especial, sua dificuldade de se socializar.
É com a morte do pai – que estava no World Trade Center no 11 de setembro – que ele realiza suas maiores e mais incríveis descobertas. Com as torres, desabam também o mundo de Oskar e de sua mãe, Linda (Sandra Bullock). Para lidar com a dor da morte, o garoto decide realizar sua última jornada com o pai, acreditando ser esta a única forma de prolongar o tempo ao seu lado. Em busca de desvendar o segredo de uma chave misteriosa que ele encontra no armário de Thomas, Oskar percorre Nova York conhecendo pessoas, ouvindo e dividindo histórias e tentando desesperadamente encontrar uma forma de viver sem o pai.
Encontros, desencontros, perdão e recomeço pautam uma busca desesperada de grandes lições. Tão Forte e Tão Perto, indicado ao Oscar de melhor filme em 2012, é de fazer chorar, sorrir e aprender. Mesmo repleto de diálogos comoventes, as melhores falas acontecem nos entreatos dos personagens, toques e sensações. É um filme lindo, sensível e agridoce. Qualquer semelhança com a vida não é mera coincidência.
Tão Forte e Tão Perto
CLASSIFICAÇÃO: DUCA
Ficha técnica:
Diretor: Stephen Daldry
Elenco: Tom Hanks, Sandra Bullock, John Goodman, Max von Sydow, James Gandolfini, Jeffrey Wright, Thomas Horn, Adrian Martinez, Zoe Caldwell, Gina Varvaro
Produção: Scott Rudin
Roteiro: Eric Roth
Fotografia: Chris Menges
Trilha sonora: Nico Muhly
Duração: 129 min.
Ano: 2011
País: EUA


Gostei, mas nao achei tudo isso. Demora muito a engrenar. Só melhora no fim. Realmente o velhinho é o melhor do filme. Também achei o menino um tanto chato, mas bom ator.
Realmente muito comovente, gostei. Admiro muito todos os trabalhos do ator John Goodman. Estou na expectativa de sua participação na 3ª temporada de Treme que é a combinação perfeita de ótimos atores e uma história muito inspiradora que mostra a população de Nova Orleans na reconstrução de suas vidas, suas casas e culturas após o furacão Katrina. Quero muito ver a nova temporada.
Amo filme que faz chorar, tá na minha lista para ver!
Marcelo, de fato tivemos percepções antagônicas. Max Von Sydow manda mesmo super bem e seu personagem, na minha opinião, é protagonista de diálogos sensacionais, ainda que não pronuncie uma única palavra. Não li o livro, mas penso ser lugar comum dizer que a obra escrita é melhor que o filme. É sempre assim. Acho que o menino está longe de ser um "pentelho". Sobre o elenco, não achei que ninguém deixou por menos. E a trilha, bem, está longe de ser errada. O roteiro não surpreende, mas super cumpre seu papel.
É fato também que conto tão e somente com percepções bastante pessoais nas análises – pretensiosas – que posto por aqui. Acho bacana ouvir um ponto de vista tão diferente, mas insisto: pra dizer o mínimo, trata-se de um filme super sensível. Vale a pena!
Desculpa, mas nessa eu vou discordar. Esse Tão Fraco e Tão Besta é ruim de doer. É tudo errado nisso, à exceção do Max Von Sydow,que enquanto está na tela eleva o filme de categoria. Infelizmente ele fica pouco e só nos resta acompanhar o pentelho do moleque, tão carismático quanto um poste. A música é errada, o elenco (tirando o Sydow) tá todo errado, o roteiro tá errado (pra vcs terem uma idéia, como o livro foi escrito prezando principalmente o fluxo de pensamentos do guri, os produtores decidiram transformar o coitado num semi-autista. Sério!)… Não dá mesmo…
Preciso ver!!! Urgentemente!!!!