Últimos filmes comentados
Joy – O Nome do Sucesso
Jennifer Lawrence é sempre competente. Não à toa enfileirou indicações ao Oscar, em 2011, 2013, 2014 e 2016, vencendo por O Lado Bom da Vida em 2013. Ela ainda tem três Globo de Ouro em casa. Suas mais recentes premiações são por Joy – O Nome do Sucesso. O filme é todo dela. Poderia ter como título Jennifer Lawrence – O Nome do Sucesso. Joy é uma mãe solteira que vive com os dois filhos, a mãe (Virginia Madsen), a
Peter Pan
A boa e velha história de Peter Pan agora tem um prelúdio. E um prelúdio dos mais modernos! Joe Wright dirigiu filmes como Orgulho e Preconceito, Desejo e Reparação e, recentemente, Anna Karenina. Todos com uma história clássica por trás. A Warner resolveu chama-lo para comandar uma trilogia de um dos mais clássicos (e adorados) personagens. Neste primeiro episódio, mandou bem. Com a mítica Terra do Nunca em mãos, Wright não se limitou a replicar o que já se conhece
Alien – A Ressurreição
Jean Pierre Jeunet é o criador de Amelie Poulain. Não só: fez Eterno Amor, Delicatessen, Micmacs e Ladrão de Sonhos, todos bem acima de média e muito bons. Natural que fui atrás de outro filme seu, ainda mais sendo continuação do fantástico Alien – O Oitavo Passageiro. Eis Alien – A Ressurreição. Vamos logo ao que interessa. É péssimo! A meia-hora inicial é sem qualquer ação. Tenta-se explicar uma clonagem da tenente Ripley, novamente interpretada por Sigourney Weaver. Há médicos
Vinil Verde
De Kleber Mendonça Filho (O Som ao Redor e Aquarius), Vinil Verde é um curta-metragem bem premiado: no festival de Brasília, melhor direção e montagem, por exemplo. Já se vão 12 anos de seu lançamento. É simples, e tenta criar um clima de filme de horror. Mas a ambientação é falha e pouco assusta. Não há nomes dos personagens. Mãe dá a Filha (assim mesmo, em maiúscula) uma caixa cheia de velhos disquinhos coloridos. A menina pode ouvi-los, exceto o
Doutor Estranho
Doutor Estranho é um filme de introdução a um personagem. Não é a primeira aparição dele nos cinemas, pois já deu as caras entre Os Vingadores e no mais recente Capitão América. Mas é seu início como Super-Herói, sua transformação de humano em super-humano. Apesar do que li em praticamente todas as críticas, achei bem mediano. Doutor Estranho está num mundo de fantasia… de bastante fantasia. Não há apenas muitos planetas e galáxias. Há dimensões e universos inimagináveis. Stephen Strange
The Eichmann Show
Adolf Eichmann tem aparecido no cinema. Pouco de maneira direta, mais de maneira indireta. Como em Hannah Arendt, filme que trata da filósofa “mãe” da teoria sobre a banalidade do mal, The Eichmann Show deixa o carrasco nazista como personagem secundário para focar em como foi realizada a transmissão via televisão de seu julgamento, em escala mundial. Eichmann foi o alemão que, durante a Segunda Guerra Mundial, organizou as deportações em massa dos judeus para os guetos e campos de
Testemunha do Crime
Tenho uma queda por filmes antigos, especialmente da década de 1970. Testemunha do Crime é de 1954. É raro que filme já com idade seja ruim – pode não ser bom, mas também não é ruim. Este é exceção. É fraco demais. A história é assim: testemunha de um crime, Cheryl avisa à polícia. Mas o assassino a coloca em uma teia de aranha, na qual quanto mais ela se mexe mais fica presa. O problema é que o bandido
The Battered Bastards of Baseball
O esporte é cheio de histórias de superação. Nos Estados Unidos, com sua indústria de cinema, volta e meia surgem filmes bacanas sobre isso. Eu adoro. The Battered Bastards of Baseball, algo como Os Bastardos Golpeados do Beisebol (não há título em português), é um documentário sobre a vida do Portland Mavericks, time de segunda linha que encarou os grandes da Major League Baseball. Nos Estados Unidos o beisebol é dominado por esta tal Major League Baseball (MLB), a liga
O Físico
O que sobressai em O Físico é a polêmica em torno de seu título traduzido para português. O original The Physician literalmente seria O Médico. Mas a tradução do livro de Noah Gordon no Brasil já cravou O Físico. Mais: há quem defenda a tradução, já que na época apresentada pela história não existiam médicos e a pessoa que se dedicava a cuidar das doenças era chamada físico. Bom… tradução à parte, o longa começa animador, mas a cada minuto só
O Clã
A banalidade do mal já foi tratada há três anos no cinema com Hannah Arendt, filme sobre a filósofa que imortalizou a expressão. É dela a teoria de que Adolf Eichmann, colaborador de Adolf Hitler, poderia não ser antissemita, mas, sim, uma mente fraca, um seguidor de ordens dos antissemitas. Agora o tema volta à baila, mas com um longa argentino, O Clã. O filme conta a história real da família Puccio, conhecida na década de 1980 por sequestrar parentes

