Comédia
Amante a Domicílio
Amante a Domicílio poderia ser considerado um filme de Woody Allen. É totalmente em seu estilo, e com ele roubando a cena. Mas não é dele. É de John Turturro, diretor, roteirista e protagonista. Sorte que Turturro teve a sabedoria de escalar Allan Stewart Königsberg, ou Allen, para contracenar. Tirando uma brevíssima participação em Paris-Manhattan, a última vez que o nova-iorquino consagrado havia sido dirigido por outro cineasta tinha sido em 2000, em Juntando os Pedaços. Turturro conseguiu convencê-lo. E
Uma Ladra Sem Limites
Seth Gordon dirigiu Quero Matar Meu Chefe. Ponto para ele. Agora é o comandante de Uma Ladra Sem Limites. Acabou sua moral. O filme é terrível. Supostamente uma comédia, não gera uma risada. Jason Bateman é o protagonista, um sujeito que tem seu cartão de crédito duplicado por uma mulher – Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento) -, que passa a gastar sem dó. Não há o que destacar de positivo. O roteiro – de Craig Mazin (Se Beber Não Case
Confissões de Uma Mente Perigosa
Confissões de Uma Mente Perigosa é um filme típico de Sam Rockwell. E isso é ótimo! O ator mais uma vez faz papel de um cara estranho, personagem que ele domina com maestria. Estreia de George Clooney na direção (ele também tem personagem importante diante das câmeras), o filme conta a história de Chuck Barris (Rockwell), um roteirista em ascendência na televisão, que após uma má fase passa a ter vida dupla: ele também se encarrega de matar gente indicada
Blue Jasmine
É incrível que Blue Jasmine ainda não esteja neste blog. Ops, agora está. Assisti ao filme já há um bom tempo e sua história ficou marcada em minha mente. Ponto positivo, claro! Roteirizado e dirigido por Woody Allen, o longa é passado todo em São Francisco, na costa oeste dos Estados Unidos. É uma mudança e tanto para o “Senhor Nova York”. Focada em Jasmine, a trama conta a história de uma dondoca acostumada a compras, festas, viagens pelo mundo.
Adorável Professora
Adorável Professora é daqueles filmes que não se pode desistir. Até três quartos é sem rumo. Aí encaixa no fim. Nada que compense o que se viu antes, mas acaba até valendo o ingresso. Julianne Moore, Greg Kinnear e Nathan Lane (A Gaiola das Loucas e, mais recentemente, Espelho, Espelho Meu) são as caras conhecidas do elenco. Kinnear tem a melhor atuação. Julianne interpreta Linda Sinclair, uma professora de inglês solteira que tem 40 anos e vive na pequena cidade
Memórias
Woody Allen nega que Memórias seja um filme autobiográfico e já lamentou que o público assim o tenha entendido. Mas fica difícil não compreender dessa forma, seja pelo título (Stardust Memories: Stardust é o nome do hotel onde o filme praticamente começa) ou seja pela história, protagonizada pelo próprio. O longa de 1980 é sobre um diretor de comédias de sucesso que deseja comandar filmes sérios, com mulheres pulando nele a cada segundo e um cotidiano repleto de gente pedindo
Wrong
Nonsense é um estrangeirismo que define o filme Wrong. Mas não há só essa palavra: há adjetivos demais, em língua portuguesa mesmo, para a obra do diretor francês Quentin Dupieux, todos, acredito, pejorativos. Como o próprio título indica, Wrong ironiza o errado (wrong em inglês) comportamento da vida moderna: o apego que as pessoas têm mais com bichos do que com gente. Mas se fosse só isso o longa seria ótimo! Não é. Dupieux inverte o sentido de tudo o
Até que a Sorte nos Separe 2
É a mesma fórmula, mas Até que a Sorte nos Separe 2 é pior que o filme inicial. É só Leandro Hassum, mas com um roteiro pior, até mesmo menos escrachado. Se no primeiro filme ele tinha a companhia de Ailton Graça nas piadas, neste está abandonado. Três anos depois, Tino (Leandro Hassum) e Jane (Camila Morgado, substituindo Danielle Winits, proibida pela TV Globo devido à gravação da novela Amor à Vida) estão mais uma vez em dificuldades financeiras. O
A Gaiola Dourada
Um casal português vive há anos em Paris, ela, Maria, como zeladora de um condomínio chique e ele, José, como chefe de obras em uma empresa de construção. Cai do céu uma herança, mas com uma condição: José voltar a viver em Portugal. A decisão fácil – afinal, voltar para a terra natal com dinheiro no bolso sempre parece boa ideia – se torna difícil com o passar dos dias. Aí está o problema deste filme franco-português. É uma dúvida
A Grande Beleza
Um “filme cabeça” não precisa ser chato. Uma obra com lindas imagens pode ter conteúdo interessante. O antigo pode conviver com o moderno. E a crítica mordaz não necessariamente precisa ocorrer de maneira direta. O italiano A Grande Beleza, vencedor do Oscar de Filme Estrangeiro em 2014, prova que tudo isso é verdade. É difícil encontrar uma falha na obra. Tudo é muito bem cuidado, do roteiro à iluminação, do figurino às interpretações. Não é um filme fácil, mas

