Últimos filmes comentados
A Múmia
A Múmia é mais uma tentativa de apostar no que deu certo. Porém, como refilmagem protagonizada por Brendan Fraser em 1999, esse novo filme pouco se prende à premissa do original, de 1932. Esqueça suspense ou terror. O que temos é uma aventura, não ao estilo Indiana Jones da obra com Fraser, mas mais voltada aos zumbis. A Universal Studios iniciou com A Múmia um universo compartilhado de monstros. A promessa é que agora virá A Noiva de Frankenstein, com
Elis
Elis é um filme que pode servir como porta de entrada para quem não conviveu com o sucesso da cantora. Passados 36 anos de sua morte, esse é um mérito do longa-metragem de Hugo Prata. história da cantora é muito boa, o que facilita a vida do diretor. De quando começou a carreira, aos 18 anos, saindo de Porto Alegre para o Rio de Janeiro, até o auge de seu sucesso, Elis teve altos e baixos profissionais e pessoais. Sua
De Canção em Canção
Terrence Malick tem seu estilo. Eu não gosto, mas é inegável que ele tem um jeito próprio de fazer cinema. Este De Canção em Canção é mais um filme paradão, contemplativo, com uma suposta inteligência por trás. É melhor que A Árvore da Vida, mas isso não é lá um elogio. Malick monta suas produções encadeando belíssimas imagens, se valendo de um subtexto pretensioso que pouco ou nada tem a dizer. Neste, a história aborda 4 pessoas: Faye (Rooney Mara),
Expresso do Amanhã
Adoro esses filmes que acontecem em microambientes. Pode ser um quarto, uma casa, um avião, um trem. Se houver um mundo aos pedaços fora – até mesmo com zumbis – aí é que fico cativado. Expresso do Amanhã é assim – sem zumbis. Com apenas 45 anos, o diretor sul-coreano Bong Joon-Ho ficou famoso pelos filmes O Hospedeiro e Mother – A Busca Pela Verdade. Com isso, atraiu os olhos de Hollywood e foi convidado para seu primeiro filme em
O Touro Ferdinando
Os touros são criados para entrar na arena e, ao enfrentar o toureiro, chegar à glória. Assim é, pelo menos, na fazenda espanhola que Ferdinando é criado. Ainda “menino”, vê seu pai ter o momento mais feliz de sua “carreira” ao ser escolhido para ir a Madri. Mas eis que Ferdinando vê algo estranho nesta história: ele não gosta de dar chifradas em barris ou muros de madeira, muito menos nos amigos. Seu negócio é cheirar flores e descansar à
Ícaro
Ícaro é a primeira produção da Netflix a receber um Oscar, em 2018. O documentário do cineasta e ciclista amador Bryan Fogel é realmente muito bom. Sorte da produtora e do diretor… sorte mesmo! O sucesso do filme caiu no colo de Fogel. Ele inicia o longa-metragem incomodado por Lance Armstrong, o multicampeão do ciclismo profissional, nunca ter sido reprovado em testes antidoping até sua carreira desabar em 2013. Neste ano, provou-se que Armstrong se dopava desde 2004. Obviamente, havia uma
Muito Bem Acompanhada
Muito Bem Acompanhada é uma típica comédia romântica, com mais de romance do que de comédia. Quatorze anos após seu lançamento, é curioso observar Amy Adams (abaixo), hoje do primeiro time de Hollywood, novinha de tudo! Debra Messing é a protagonista. A história é assim: Kat Ellis (Debra Messing – do seriado Will & Grace) foi abandonada no altar do casamento, dois anos antes. Agora, sua irmã, Amy (Amy Adams), está prestes a se casar e terá como padrinho de
O Lar das Crianças Peculiares
Tim Burton é meio maluco, no bom sentido, em seus filmes. Desde Beetlejuice – Os Fantasmas Se Divertem, passando por Edward Mãos de Tesoura e Marte Ataca! e chegando a Grandes Olhos, ele mostra-se peculiar. Peculiar, aliás, é o título deste O Lar das Crianças Peculiares, a mais recente empreitada do diretor. Burton se liberta. Baseado na história de O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares, livro de Ransom Riggs, o longa é a cara de Burton, que obviamente
Café Society
Café Society é um filme típico de Woody Allen. Diálogos diretos e ritmo acelerado são os pontos positivos. Mas também há um romance água com açúcar – tem sido constante nas obras dele, não? O que fica é um longa irregular, com um verniz filosófico que conta com alguns bons momentos devido à habilidade de Allen em escrever diálogos. Falta consistência. É mais do mesmo. Estamos nos anos 1930. Bobby (Jesse Eisenberg) é um jovem aspirante a escritor, que resolve
The Cloverfield Paradox
Cloverfield é uma sequencia cinematográfica que se sustenta mais na publicidade do que na qualidade. The Cloverfield Paradox é o terceiro episódio. Até que se sai melhor que o primeiro da série, mas isso não significa que seja dos melhores. De 2008, o filme inicial (Cloverfield – Monstro) teve campanha de divulgação cheia de mistério, que escondia muita coisa da história. Em 2016, com Rua Cloverfield, 10, o segredo foi ampliado, com o longa sendo anunciado apenas dois meses antes

