Os Boxtrolls
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O estúdio de animação Laika é responsável pelas ótimas animações Coraline e Paranorman. Mas errou a mão neste Os Boxtrolls. E olha que é difícil eu não gostar de um desenho.
Sempre investindo na técnica stop-motion, das massinhas, a Laika tentou (baseada no livro de Alan Snow A Gente é Monstro!) novamente ser diferente. Se em Paranorman havia um menino que interagia com almas, agora se vê um mundo totalmente diferente.
Em uma pequena cidade, os humanos têm horror aos chamados boxtrolls, monstrinhos que vivem abaixo da superfície. Suas “roupas” são caixas, que lhes nomeiam por causa das estampas: Peixe, Chulé, Picles e… Ovo. Este último é um menino que pensa ser boxtroll. É ele quem decide acabar com a animosidade entre humanos e os seres.
Está aí a melhor sacada – os nomes dos personagens. Mas a história viaja demais, além da conta. Tem uma mensagem de busca pela riqueza que cega, usando queijos no lugar de dinheiro. O povo da cidadela só tem olhos para queijos. Infelizmente, a mensagem se perde em tamanha confusão.
O vilão, Arquibaldo Penélope Surrupião, é malvado e tapado. Seus assistentes não têm definição – ora bons, ora maus. Há um classicismo dos humanos por meio de cores de chapéus. O menino que pensa ser troll é na verdade sobrevive comendo insetos. Ele é órfão… mas seu pai pode surgir. E a filha do mandachuva da cidade é… uma chata!
Quem for até o fim, vale esperar o pós-crédito. Aí sim, muito bom.
Os Boxtrolls / The Boxtrolls
Classificação: Espere a Sessão da Tarde
Ficha técnica:
Ano: 2014
Duração: 97 min.
Gênero: Animação
Direção: Anthony Stacchi
Elenco (vozes): Bem Kingsley, Jared Harris, Isaac Hempstead-Wright, Elle Fanning e Nick Frost
Roteiro: Irena Brignull e Adam Pava


