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Demorei para assistir a Turbo. A ideia de um caracol que quer correr a Fórmula Indy – e consegue – sempre pareceu-me fraca. Vista a animação, percepção ratificada.
Tudo bem, em desenho quase sempre é preciso desprendimento da realidade. Mas Turbo exagera. O nome do personagem principal é Turbo. Ele está cansado do monótono dia a dia de em um canteiro de tomates. Sua única diversão é à noite ligar a TV e assistir às provas e entrevistas de corrida de carros. O grande ídolo é o francês Gil Campeón, claro, que no fundo é um bobão.
Tudo acontece. Turbo fica veloz após cair no motor de um carrão que disputa um racha. Uma mutação que o leva a sonhar em correr contra os carros da Indy. Para isso, a ajuda de um mexicano fazedor de nachos é fundamental.
A viagem continua, mas é melhor eu parar por aqui. A impressão é que toda anotação da primeira reunião de brainstorm foi direto para o roteiro.
As pistas e os carros da Indy são muito bem reproduzidos no filme, especialmente em Indianápolis. Há duas citações ao Brasil, com uma corredora que venceu em São Paulo e um piloto brasileiro. Nada que compense a fraca história.
Turbo
CLASSIFICAÇÃO: ESPERE A SESSÃO DA TARDE
Ficha técnica:
Ano: 2013
Duração: 96 min.
Gênero: Animação
Direção: David Soren
Roteiro: Darren Lemke, Robert D. Siegel e David Soren
Elenco (vozes): Ryan Reynolds, Paul Giamatti, Michael Peña, Samuel L. Jackson, Luis Guzmán, Bill Hader, Snoop Dogg, Maya Rudolph, Ben Schwartz, Richard Jenkins, Ken Jeong e Michelle Rodriguez


