Posts From Danilo Vicente
À Beira do Abismo
Um homem recém-fugido da prisão está à beira de um prédio, pronto para se jogar. Lá vai o esquadrão da polícia de Nova York evitar o trágico desfecho. Ele exige que determinada policial seja a negociadora, a pessoa que vai evitar que se espatife no chão. Mas se quer se jogar, por que deseja esta mulher conversando ali perto? Esse é um dos pontos fracos – que tentam ser surpresas – de À Beira do Abismo. Não apenas o personagem
Borboletas Indômitas
“Saber atuar é importante em qualquer profissão, principalmente a tua”. A frase é de um senador para uma prostituta, no quarto de um flat, momento antes do desfecho de Borboletas Indômitas. É a deixa para a história virar de cabeça para baixo e passar de um corriqueiro dia a dia em Brasília para a pura vingança. O político estava certo. Nathália Rodrigues – a sensação do cabaré na novela global Gabriela, capa da Playboy de agosto -, Ana Carolina Lima
Paraísos Artificiais
Paraísos Artificiais tem o mérito de ser um filme diferente. É uma ficção focada nas festas raves, com um romance por trás. Aborda o tráfico e o consumo de drogas, mas com foco na classe média (“uma história de amor e êxtase”, segundo o subtítulo no cartaz, nos dois sentidos). Não é o melhor filme nacional da história, mas, sim, é bom. Erika (Nathalia Dill) é uma DJ em começo de carreira, muito amiga de Lara (Lívia de Bueno). Juntas,
Horas de Medo
Recentemente assisti a Reféns, filme americano bem meia boca com Nicole Kidman e Nicholas Cage. O espanhol Horas de Medo tem a mesma ideia: uma família é vítima de um sequestro em sua casa (daí o título original Secuestrados) e passa horas sob violência e medo da morte. Mas, acredite, não há comparação: é uma aula de como fazer um ótimo filme; deixa Holywood no chinelo! Horas de Medo é, sem dúvida, um dos mais violentos filmes que já assisti.
Segurança Nacional
Estou abismado. Há 5 minutos terminei de assistir ao filme Segurança Nacional. E corri para o teclado porque preciso registrar: é o pior filme brasileiro de todos os tempos! Pelo menos dos que eu vi, com certeza! Mais: está entre os piores de qualquer país. Simplesmente uma bomba! Uma não, duas! Propaganda descarada das Forças Armadas e da Agência Brasileira de Investigação Inteligência (Abin), Segurança Nacional tenta imitar o cinema de ação dos Estados Unidos. O roteiro – péssimo – é sobre
O Cadeado
Escrevo sobre mais um curta-metragem por aqui. Gosto deste tipo de filme, exatamente pela curta duração, que muitas vezes é conveniente. O Cadeado (clique aqui e assista) tem alguns méritos, mas ficou longe de me agradar. Tecnicamente é um belo filme. Bem editado, com filmagem de qualidade e fotografia de primeira, mostra que a produção se esmerou em elaborar algo bacana. Há uma falha no som, especialmente em uma cena dentro de um ônibus, na qual mal se ouve o
Espelho, Espelho Meu
Branca de Neve está com tudo nos cinemas. Além de Branca de Neve e O Caçador, ganhou mais uma versão moderninha: Espelho, Espelho Meu. Aliás, não só Branca está em alta. Os contos de fadas, em geral, têm ganho espaço na telona. Chapeuzinho Vermelho é a grande rival de Branca, pois voltou em A Garota da Capa Vermelha e recebeu novas versões nas animações Deu a Louca na Chapeuzinho 1 e 2. Espelho, Espelho Meu é o mais novo desta moda,
O Despertar de Uma Paixão
Década de 1920. Walter Fane se apaixona por Kitty e decide, logo no segundo encontro, pedi-la em casamento. Já em uma idade “perigosa” para a época, ela aceita. Por causa da profissão dele – biomedicina – ambos se mudam para Xangai, na China, onde a cólera devasta a vida das pessoas. O Despertar de uma Paixão virá, mas só depois de Kitty se apaixonar por outro homem e trair seu marido. Aliás, a mudança para o país asiático, entende-se, é
Conspiração Americana
Conspiração Americana gira em torno do assassinato de Abraham Lincoln, o presidente dos Estados Unidos no fim da Guerra Civil. Em 14 de abril de 1865, o então conhecido ator John Wilkes Booth deu um tiro na cabeça de Lincoln durante uma apresentação teatral. O filme resgata este momento, mas centra suas atenções em um fato posterior, o julgamento de Mary Surratt, a dona de uma pensão que abrigou Booth e seu bando. É basicamente um filme de tribunal, mas
Protegendo o Inimigo
Denzel Washington é “o cara” dos filmes de ação. Não só dos de ação, claro. Mas é neste gênero que ele é, já há alguns anos, incomparável. Muitas vezes o olhar de Denzel “diz” tudo em cena. Em Protegendo o Inimigo, o mais novo dele, isso acontece muito. Ok, Denzel não acerta em todas as escolhas de filmes, como Déjà vu e O Livro de Eli, mas tem crédito de sobra (Dia de Treinamento, O Grande Desafio e Incontrolável são

