Blog
O Mestre
Um dos grandes das últimas décadas no cinema mundial morreu. Philip Seymour Hoffman foi encontrado em seu apartamento, no chão do banheiro, com uma agulha espetada no braço, sem vida. Era a manhã de 2 de fevereiro de 2014. O “ator de três nomes” conseguiu a façanha da quase unanimidade. É raro encontrar alguém que não goste dele. Curiosamente, vi O Mestre, que lhe rendeu a última indicação ao Oscar. Mais uma vez, incrível! Hoffman foi indicado 4 vezes ao
O Lobo de Wall Street
*Por Ivanna Ferraz, enviada especial ao cinema Há quase duas semanas em cartaz nos cinemas, o filme dirigido por Martin Scorsese já é sucesso nacional. O Lobo de Wall Street conta a história do corretor da bolsa de valores Jordan Belfort, interpretado por Leonardo DiCaprio. Aos 24 anos, Belfort trabalhou duramente durante seis meses em uma corretora de Wall Street, seguindo os ensinamentos de seu mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey). No dia em que conseguiu ser contratado como corretor da
O Substituto
“Levei 17 anos e meio para me tornar um sucesso da noite para o dia”. A frase é de Adrien Brody, após se tornar o mais jovem a ganhar o Oscar de Melhor Ator, em 2002, por seu papel em O Pianista. Nada mais verdadeiro para um ator que já havia atuado em duas dezenas de filmes, mas que de uma hora para outra apareceu como o melhor do mundo. Da mesma forma que subiu, Adrien desceu. De lá para
Elysium
Estou para escrever sobre Elysium há muito tempo. Virei fã instantâneo do diretor e roteirista Neill Blomkamp quando ele estreou no cinema, com o estupendo Distrito 9. Produzido por Peter Jackson, o longa carregava uma série de metáforas em um cenário de ficção científica, especialmente criticando o apartheid da África do Sul. Por conta disso, resolvi assistir ao segundo de Blomkamp, Elysium. Não é como o primeiro, mas é bom. De cara já é importante lembrar. Esse é o filme
Psicose
Clássico. Psicose é um clássico. Talvez sua cena do chuveiro seja mais icônica do que o próprio filme. Mas ele todo, de 1960, é uma marca de Alfred Hitchcock, do cinema mundial. Resolvi reassistir de cabo a rabo. E, com isso, confirmei uma tese: há filmes que são espetaculares em um tempo, mas perdem atrativos com o passar dos anos. Não é ruim. Longe disso. Mas achei Psicose… comum. É evidente ser preciso considerar a época de sua produção. E
Música da Alma
Adoro música, adoro filmes. Adoro filmes sobre ou com música. Até mesmo musicais passam no meu crivo hoje em dia. Mas este australiano Música da Alma… não dá. O ano é 1968. Para quatro jovens aborígenes australianas é a marca de uma mudança em suas vidas. Com um imenso talento musical, elas são descobertas por Dave, um produtor que decide levá-las à Guerra do Vietnã. Sim, é isso. Mas que maldita carreira é essa? O prêmio pela qualidade musical é
Vai que Dá Certo
Lá fui eu de novo apostar no cinema brasileiro. Vai que Dá Certo conta a história de quatro amigos que são isso: amigos. Para eles, nada é mais importante do que a amizade. Fábio Porchat e Gregório Duvivier, que eu gosto, estão no quarteto. Apostei… e até que cheguei a rir, mas isso não quer dizer que seja bom. Além de Porchat e Duvivier, Felipe Abib e Danton Mello fecham o “time”. Bruno Mazzeo, Lúcio Mauro Filho, seu pai Lúcio
Terra Prometida
Terra Prometida concorreu ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. Não levou, mas a ida à premiação é merecida. O drama dirigido pelo americano Gus Van Sant (Milk, Paranoid Park, Elefante e Drugstore Cowboy) e estrelado por Matt Damon aborda de maneira cativante, e didática, os riscos da exploração de gás natural via fraturamento hidráulico, o novo “ouro” dos Estados Unidos. É a terceira parceria de Gus Van Sant com Matt Damon, o primeiro na direção e o segundo
O Mordomo da Casa Branca
No final dos anos 20, o jovem Cecil Gaines vê seu pai sendo assassinado pelo senhorio da fazenda de algodão onde morava, no sul dos Estados Unidos. Em vez de se rebelar e tentar vingar o pai, o garoto é convidado a ser treinado pela mãe do assassino a servir à família como criado. Tempos depois, decide ir embora do campo para a cidade e vai se aprimorando na arte de servir. Já adulto, Cecil (Forest Whitaker) consegue dar uma
Azul é a Cor Mais Quente
*Por Juliana Santiago, enviada especial ao cinema Muito se ouviu e leu sobre as cenas de sexo (quentíssimas, diga-se de passagem) em Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d’Adèle), mas o longa francês não é só isso e merece todos os prêmios que recebeu até agora. Além de agradar àqueles que fantasiam duas belas mulheres no ato, o filme chega a ser inquietante, e nos leva para uma trama de descobertas e desafios da passagem da adolescência para

