Blog
Dezesseis Luas
Dezesseis Luas parece ser mais do mesmo. E até é. Mas nem por isso é ruim. Produzido de maneira competente, entretém. Um casal de adolescentes se apaixona, um deles tem poderes mágicos e uma família estranha. Os dois apostam na força do amor para enfrentar os percalços que surgem. Nada realmente novo: um Crepúsculo, sem dúvida. Mas Dezesseis Luas é mais bem acabado, com um roteiro menos meloso. E definitivamente com melhores atuações. Jeremy Irons, Viola Davis e Emma Thompson
Adeus, Minha Rainha
Adeus, Minha Rainha começa no dia da Queda da Bastilha, 14 de julho de 1789, estopim da Revolução Francesa. Mas é mais sobre os três dias que antecedem a chegada dos revolucionários ao palácio de Versalhes, onde estavam rei, rainha e corte, do que sobre a tomada do símbolo da monarquia. Este é o grande acerto do filme, ao mostrar uma visão diferente do acontecido. Mas o grande erro é também este: só há esta visão, nada mais. Na tela,
Elefante Branco
Ricardo Darín é “o cara” do cinema Argentino. Não que ele seja a única expressão artística do país vizinho, longe disso. Mas é inegável que o ator virou sinônimo de bons e ótimos filmes: O Segredo dos Seus Olhos, Nove Rainhas e Um Conto Chinês, por exemplo. Não à toa foi considerado recentemente a personalidade mais importante do entretenimento argentino da última década. Mas não só lá ele faz sucesso. Quem acompanha cinema aqui no Brasil sabe quem ele é.
No
Pablo Larraín é o diretor de Tony Manero. Ainda bem que eu só soube disso agora, pois achei o filme terrível. Ainda bem mesmo, senão nunca teria assistido a No. Mesmo os dois sendo parte de uma trilogia sobre a ditadura chilena, com Post Morten abrindo, não há comparação. O ultimo é 1.000 vezes melhor. No é passado no fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1988. Após 15 anos no comando do país e sob pressão internacional, o ditador
Bling Ring – A Gangue de Hollywood
Sofia Coppola é tida como uma das grandes diretoras contemporâneas. Estourou ao receber o Oscar de melhor roteiro em 2004, com Encontros e Desencontros. Antes já havia feito As Virgens Suicídas. Logo em seguida lançou Um Lugar Qualquer. Este Bling Ring – A Gangue de Hollywood foi elogiadíssimo pela imprensa. Não sei, não. Para mim, todos os filmes da Coppola têm a mesma lerdeza, a “falta de sal”. Este é mais um. Na tela está um grupo de garotas (Emma
Linha de Ação
Mark Wahlberg, Russell Crowe e Catherine Zeta-Jones em um filme sobre chantagem, traição e crimes, tudo isso em meio a dois candidatos à Prefeitura de Nova York. A propaganda prometia. E lá fui eu assistir a Linha de Ação (título mais genérico que esse é praticamente impossível). A promessa ficou somente na promessa. Não é ruim. Mas também não é ótimo. O filme engata uma trama que começa a se perder e ficar óbvia demais. Billy Taggart é um ex-policial
O Som ao Redor
*Por Ligia Sanches, convidada especial Primeiro longa-metragem de Kleber Mendonça Filho, “O Som ao Redor”, lançado no Festival de Roterdã e que entrou no circuito comercial no início deste ano, foi como uma bênção do cinema nacional para o público amante dessa arte. Da mesma forma que “Cine Holliúdy”, de Helder Gomes, outro excelente respiro criativo para o cinema nacional (mas esse é outra história). “O Som ao Redor” é uma crônica recheada por personagens que, com suas histórias cotidianas
Celeste e Jesse para Sempre
A cada dia surge um filme indie por aí. São aqueles independentes, produzidos sem ajuda de grandes estúdios, com recursos e verbas próprias… Celeste e Jesse para Sempre, apesar de não ser, tenta se passar por indie. E aí pode estar o grande erro. Amigos desde a infância, Celeste (Rashida Jones) e Jesse (Andy Samberg) não parecem estar prontos para deixar um ao outro: eles moram juntos, dividem um carro, têm os mesmos amigos, não se aventuram em outros relacionamentos…
42 – A História de Uma Lenda
O beisebol dos Estados Unidos tem uma camisa proibida de ser usada por todos os jogadores. O número 42 está “aposentado”, em toda a liga profissional. Isso, apesar do que parece de início, é uma honraria. Honraria ao 42 do Brooklyn Dodgers (atual Los Angeles Dodgers), o homem que rompeu barreiras, o primeiro negro no maior campeonato do esporte no mundo, o personagem principal de 42 – A História de Uma Lenda. Jackie Robinson estreou no Montreal Royals após Branch Rickey,
Círculo de Fogo
Vou remar contra a maré. Não consegui ler ou ouvir qualquer crítica negativa a Círculo de Fogo. O diretor cult do momento, Guillermo del Toro, é o “pai” da obra. Baseado em O Labirinto do Fauno, fui seco assistir a seu último. Que decepção! Está certo, os efeitos especiais são incríveis. Mas não é por causa do Guillermo del Toro que o filme tem de ser bom. Sabe o velho Godzilla? Lá está ele. É só um pouquinho modernete. Claro

