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O Segredo dos Seus Olhos
Viver uma vida vazia. Olhar sobre os ombros e perceber que as escolhas erradas que determinaram anos de um nada latente estão ali, prostradas, ao alcance das nossas mãos, para serem transformadas a qualquer momento e darem algum sentido à vida. Não, o argentino O Segredo dos Seus Olhos não se assemelha a nenhum enlatado americano que fez você chorar, remoer feridas e ter vontade de sair por aí transformando o seu mundinho em qualquer coisa que valha realmente a
Advogado do Diabo
Está aí um filme que eu gosto muito. Advogado do Diabo está certamente entre os meus cinco prediletos. Tem uma história diferente, um ritmo ideal e ótimas atuações, além de surpreender. Mais: é tenso, grandioso, assustador e reflexivo. Evoca discussões sobre caráter do ser humano, livre arbítrio, vaidade, cobiça e honestidade. É um filme que choca, faz parar para pensar. Produz uma reação. Kevin Lomax (Keanu Reeves), advogado de uma pequena cidade da Flórida que nunca perdeu um caso, é
Super-Homem, O Filme
Hoje o SBT passou um dos memoráveis filmes do fim da década de 70 (só podia ser no SBT!). Já tinha visto inúmeras vezes quando criança. E foi interessante revê-lo. Super-Homem, O Filme narra o início da saga, que depois chegou até o número 4, além do recente Super-Homem, O Retorno, que não é continuação dos outros. Com atores do calibre de Marlon Brando, que ganhou US$ 8 milhões por 10 minutos de aparição, Gene Hackman e Christofer Reeve, o
Alice no País das Maravilhas
Não me lembro se na infância cheguei a ler este livro; com certeza não era um dos meus contos preferidos, então não tenho subsídios para falar sobre fidelidade à história. Me disseram que o filme é a junção de dois livros, o Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho. Este último eu nem sabia que existia. Alice cresceu. Não é mais uma criança e agora tem responsabilidades (acaba de ser pedida em casamento). Mas continua com
A Ilha
A Ilha é uma espécie de Matrix piorado. Não que eu seja fã da saga de Neo, mas certamente é melhor que este. No futuro existe uma entidade que pretende repovoar a Terra, tomada por um vírus mortal. As pessoas que sobraram ficam isoladas em um ambiente totalmente fechado, sem conexão com o mundo exterior. A única informação que os sobreviventes têm é que há uma ilha que “sobrou”, ou seja, que ainda pode receber humanos sem contaminá-los. Para chegar
Memórias de Uma Gueixa
Um filme bem mais ou menos. Primeiro que adaptação de livro sempre perde conteúdo. E depois, o filme se passa no Japão mas é em inglês. Oi? A história, “baseada em fatos reais” no perído que antecede a Segunda Guerra Mundial, é sobre duas irmãs que são levadas de casa no interior do Japão e quando chegam na cidade grande são separadas. A mais nova, Chiyo, é levada para uma casa de treinamento de gueixas e a outra tem
O Solista
Gosto de filmes baseados em histórias reais. Já saem com um ponto de vantagem na minha avaliação. Mas este O Solista, apesar de ser assim, não me encantou. A obra é baseada na história real do prodígio musical Nathaniel Ayers, que desenvolveu esquizofrenia ao cursar o segundo ano na famosa faculdade de música Juilliard, de Nova York. Ayers vira um sem-teto nas ruas do centro de Los Angeles, onde toca violino e violoncelo. E certo dia conhece o jornalista Steve
Estômago
Não é que vi um bom filme brasileiro nesta semana? Uma raridade. Estômago é um filme simples e não escapa da “tradição” de xingamentos desnecessários e mulher pelada das produções nacionais. Mas é um filme que vale, com uma boa história, que utiliza a culinária como pano de fundo para contar a vida de um retirante de Pernambuco que tem um dom, mas sofre na vida. Mas não se engane: há muitas surpresas. Raimundo Nonato (muito bem interpretado por João
Paradise Now
Já faz tempo que vi Paradise Now pela primeira vez. E mais recentemente vi novamente. Esse é um daqueles filmes que vivo sugerindo para as pessoas ao meu redor. Não que seja um primor de técnicas e artifícios cinematográficos. O mérito do filme é o que chamamos, no jornalismo, de “outro lado”. O diretor Hany Abu-Assad, que também escreveu o roteiro, decidiu filmar o desenrolar de um ataque de homens bomba sob o ponto de vista dos terroristas. E, sem
Nosso Amor de Ontem
Um filme esquisito. Estava com grandes expectativas por ser antigo, trilha sonora famosíssima e tal, mas não gostei. Achei meio descontinuidado, tem uma inclinação política muito forte, pano de fundo é o macarthismo e como eu não entendia muito, talvez não tenha gostado por isso. Em 1973, uma jovem judia politicamente engajada, Katie (Barbra Streisand), e o rapaz popular da universidade, Hubell (Robert Redford), têm suas vidas cruzadas. Nada acontece. Oito anos depois ele se reencontram e se

