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A Ilha
A Ilha é uma espécie de Matrix piorado. Não que eu seja fã da saga de Neo, mas certamente é melhor que este. No futuro existe uma entidade que pretende repovoar a Terra, tomada por um vírus mortal. As pessoas que sobraram ficam isoladas em um ambiente totalmente fechado, sem conexão com o mundo exterior. A única informação que os sobreviventes têm é que há uma ilha que “sobrou”, ou seja, que ainda pode receber humanos sem contaminá-los. Para chegar
Memórias de Uma Gueixa
Um filme bem mais ou menos. Primeiro que adaptação de livro sempre perde conteúdo. E depois, o filme se passa no Japão mas é em inglês. Oi? A história, “baseada em fatos reais” no perído que antecede a Segunda Guerra Mundial, é sobre duas irmãs que são levadas de casa no interior do Japão e quando chegam na cidade grande são separadas. A mais nova, Chiyo, é levada para uma casa de treinamento de gueixas e a outra tem
O Solista
Gosto de filmes baseados em histórias reais. Já saem com um ponto de vantagem na minha avaliação. Mas este O Solista, apesar de ser assim, não me encantou. A obra é baseada na história real do prodígio musical Nathaniel Ayers, que desenvolveu esquizofrenia ao cursar o segundo ano na famosa faculdade de música Juilliard, de Nova York. Ayers vira um sem-teto nas ruas do centro de Los Angeles, onde toca violino e violoncelo. E certo dia conhece o jornalista Steve
Estômago
Não é que vi um bom filme brasileiro nesta semana? Uma raridade. Estômago é um filme simples e não escapa da “tradição” de xingamentos desnecessários e mulher pelada das produções nacionais. Mas é um filme que vale, com uma boa história, que utiliza a culinária como pano de fundo para contar a vida de um retirante de Pernambuco que tem um dom, mas sofre na vida. Mas não se engane: há muitas surpresas. Raimundo Nonato (muito bem interpretado por João
Paradise Now
Já faz tempo que vi Paradise Now pela primeira vez. E mais recentemente vi novamente. Esse é um daqueles filmes que vivo sugerindo para as pessoas ao meu redor. Não que seja um primor de técnicas e artifícios cinematográficos. O mérito do filme é o que chamamos, no jornalismo, de “outro lado”. O diretor Hany Abu-Assad, que também escreveu o roteiro, decidiu filmar o desenrolar de um ataque de homens bomba sob o ponto de vista dos terroristas. E, sem
Nosso Amor de Ontem
Um filme esquisito. Estava com grandes expectativas por ser antigo, trilha sonora famosíssima e tal, mas não gostei. Achei meio descontinuidado, tem uma inclinação política muito forte, pano de fundo é o macarthismo e como eu não entendia muito, talvez não tenha gostado por isso. Em 1973, uma jovem judia politicamente engajada, Katie (Barbra Streisand), e o rapaz popular da universidade, Hubell (Robert Redford), têm suas vidas cruzadas. Nada acontece. Oito anos depois ele se reencontram e se
Orgulho e Preconceito
Eu li o livro, adorei e estava doida para ver o filme. Mas fiquei extremamente decepcionada. Quem conhece o estilo de Jane Austen sabe que ela é minuciosa e detalhista, então eu meio que esperava isso no filme, porém ele é muito raso. Os mesmos personagens, mas seus conflitos são tratados superficialmente, aí o filme perde toda a graça. A história se passa na Inglaterra, século XVI e foca em Elizabeth Bennet, uma das cinco irmãs cuja mãe tenta desesperadamente
K-Pax – O Caminho da Luz
Fiquei contra este filme por meses. Sempre estava disponível na locadora, mas o nome me assustava. Pensava ser um filme de ficção científica (até gosto do gênero, mas não me empolga para alugar). Coragem tomada, levei para casa… e adorei. K-Pax – O Caminho da Luz em nada leva ao sobrenatural. É, sim, sobre relações humanas. A história é baseada em Prot, interpretado por Kevin Spacey (este homem já fez filme ruim?), um cara inofensivo, detido na Grand Central Station,
Última Parada 174
Dá pra contar nos dedos de uma mão os filmes brasileiros que aprecio. Última Parada 174 é um deles. Já assisti há um bom tempo, mas sempre que entra em cartaz um filme nacional eu logo lembro dele. Não é um dos mais badalados brasucas, mas me prendeu, mesmo já conhecendo a história. O drama é baseado em fatos reais da vida de Sandro do Nascimento, menino de rua que sobreviveu à chacina da Candelária e, anos depois (em 2000),

