Drama
Moonlight – Sob a Luz do Luar
O mais polêmico filme do ano, especialmente depois da trapalhada no Oscar (em que o troféu de melhor filme foi entregue primeiro para La La Land, com a correção posterior), Moonlight tem adoradores e odiadores. É um filme diferente, isso não se pode negar. Mas eu estou com os que gostaram… bastante. Escrito e dirigido por Barry Jenkins, a partir de uma ideia de uma peça, o filme é o que, em cinema, se chama de um estudo de personagem.
O Mago das Mentiras
Quase duas décadas aplicando o golpe da pirâmide, jogando no lixo US$ 65 bilhões e mantendo-se, acredite, respeitado no meio econômico. Bernard Madoff fez isso, nos Estados Unidos. E, diz O Mago das Mentiras, praticamente sozinho. Lançamento mundial da HBO, o filme acaba de estrear na TV a cabo brasileira. O Madoff concebido pelo diretor Barry Levinson é contido. Na crise de 2008, ele percebe que enfim a casa – ou a pirâmide – caiu. Sem possibilidade, decide contar a
Sete Minutos Depois da Meia-Noite
A pergunta que fica após assistir a Sete Minutos Depois da Meia-Noite é: como demorei a encarar este filmaço? Há outra também: os caras do Oscar estão malucos? Sete Minutos Depois da Meia-Noite recebeu zero indicação ao prêmio maior do cinema. Zero! Não pode ser! Este é certamente um dos grandes longas dos últimos anos, um drama muito bem ambientado em uma fantasia. E, assim, um dos grandes erros da premiação. Baseado no livro O Chamado do Monstro, de Patrick
Chocolate
Que raridade este Chocolate! O protagonista é um palhaço, talvez o símbolo maior da comédia, mas estamos diante de um drama. Um drama contido, que aflige, cutuca, faz pensar. Um roteiro e uma direção, ambos de Roschdy Zem, que apostam no talento dos atores, e acertam. Omar Sy é Chocolate. James Thiérrée é Footit. Eles estão sensacionais em cena. Footit é um palhaço em decadência, que encontra no negro que simula um canibal no circo sua chance de retomar o
Melhores Amigos
É o típico filme de Greg Kinnear nos últimos tempos. Leve, porém não bobo. Dramático, mas sem apelação. Sutil talvez seja o melhor adjetivo para Melhores Amigos. A história é em torno de dois adolescentes. Jake muda-se com a família para onde vivia o seu avô, recentemente falecido. Na loja abaixo da nova moradia estão Tony e sua mãe. Os dois se tornam grandes amigos, proximidade que pode ser rompida com a briga pelo aluguel entre as duas famílias. Kinnear
Carol
Carol é um filme sem pressa. O diretor Todd Haynes adota uma vagareza proposital para contar uma história de paixão entre duas mulheres na Nova York dos anos 1950, com seus preconceitos e ignorância. É um acerto desta ótima produção… mas é também seu problema, pequeno, é verdade, diante do todo. O longa-metragem acompanha o envolvimento entre Carol Aird (Cate Blanchett) e Therese Belivet (Rooney Mara), que se conhecem em uma loja de departamentos. Carol é uma mulher forte, que
Lion
Lion vai explicar seu título, que muito bem poderia ter sido traduzido para o português Leão, somente na cena final. Mas é de se imaginar o que significa quando se lê a sinopse deste excepcional filme. Não tenho receio em dizer que é um dos melhores filmes que assisti em muito tempo, senão na vida. Um menino de cinco anos de idade entra para as estatísticas das 80 mil crianças que desaparecem por ano na Índia. É isso que Saroo
Um Cadáver para Sobreviver
Tem filme estranho que é ótimo. Tem filme estranho que é só isso: estranho. Um Cadáver para Sobreviver está na segunda opção. Hank (Paul Dano), um homem isolado em uma ilha, sem esperança, encontra um corpo na areia, a quem chama de Manny (Daniel Radcliffe). É um alento para ele, que decide não mais se matar (estava à beira disso). E não é que o corpo reage e começa a se comunicar com ele? Já viu, né? Pois bem: há
Estrelas Além do Tempo
Adoro filme assim. História que estava oculta e merece ser contada, personagens cativantes, roteiro sem inventar. Mas quem não gosta, não é? Estrelas Além do Tempo acerta em todos estes pontos. Situado nos anos 1960, o longa-metragem traz um período da vida de três matemáticas negras que enfrentaram o preconceito racial dentro da Nasa. Antes de colocar o homem na Lua, às vésperas de colocar o homem fora da Terra, a Nasa ainda dependia dos chamados “calculadores” para verificar fórmulas
A Ovelha Negra
O cinema da Islândia não é comum aqui no Brasil. É incomum, aliás, em todo o mundo. Mas é de lá que chega A Ovelha Negra, um raro exemplar de filme de qualidade. O gélido país tem uma característica peculiar: tem mais ovelhas do que humanos. São cerca de 800 mil animais para 320 mil pessoas. Por lá, elas têm status de melhor amigo do homem. A Ovelha Negra parte desta relação diferente para mostrar uma desgraça na pequena cidade

