Drama
Um Cadáver para Sobreviver
Tem filme estranho que é ótimo. Tem filme estranho que é só isso: estranho. Um Cadáver para Sobreviver está na segunda opção. Hank (Paul Dano), um homem isolado em uma ilha, sem esperança, encontra um corpo na areia, a quem chama de Manny (Daniel Radcliffe). É um alento para ele, que decide não mais se matar (estava à beira disso). E não é que o corpo reage e começa a se comunicar com ele? Já viu, né? Pois bem: há
Estrelas Além do Tempo
Adoro filme assim. História que estava oculta e merece ser contada, personagens cativantes, roteiro sem inventar. Mas quem não gosta, não é? Estrelas Além do Tempo acerta em todos estes pontos. Situado nos anos 1960, o longa-metragem traz um período da vida de três matemáticas negras que enfrentaram o preconceito racial dentro da Nasa. Antes de colocar o homem na Lua, às vésperas de colocar o homem fora da Terra, a Nasa ainda dependia dos chamados “calculadores” para verificar fórmulas
A Ovelha Negra
O cinema da Islândia não é comum aqui no Brasil. É incomum, aliás, em todo o mundo. Mas é de lá que chega A Ovelha Negra, um raro exemplar de filme de qualidade. O gélido país tem uma característica peculiar: tem mais ovelhas do que humanos. São cerca de 800 mil animais para 320 mil pessoas. Por lá, elas têm status de melhor amigo do homem. A Ovelha Negra parte desta relação diferente para mostrar uma desgraça na pequena cidade
A Garota Dinamarquesa
A Garota Dinamarquesa conta a história de Einar Wegener, um pintor dinamarquês casado, de relativo sucesso, que deseja assumir sua identidade feminina. Mas o título pode servir também para sua esposa, Gerda. É ela quem reina no longa, interpretada com maestria por Alicia Vikander (de Ex-Machina). Não à toa Alicia levou para casa a estatueta do Oscar de Atriz Coadjuvante. Não que Eddie Redmayne (vencedor do Oscar de Ator por A Teoria de Tudo), que vive o pintor Einer, esteja
Era Uma Vez em Nova York
Era Uma Vez em Nova York promete mais do que cumpre. Apesar das boas atuações, tem uma história manjada e que pouco surpreende e um ritmo para lá de lento. A história segue Ewa Cybulski (Marion Cotillard), polonesa que, em 1921, chega a Nova York em busca de uma vida melhor. É separada da irmã, Magda (Angela Sarafyan), com tuberculose, ao tentar passar pela imigração. Ameaçada de ser deportada, ela consegue escapar com a ajuda de Bruno (Joaquin Phoenix), sem
Truman
Ricardo Darín todo mundo já conhece. Sou mais um entre seus tantos fãs. Javier Cámara é um nome desconhecido no Brasil, mas uma referência pode ajudar: no espanhol Fale Com Ela, ele interpreta o enfermeiro. Estes dois excepcionais atores são o que levam Truman a ser um espetacular filme. Eles e, é verdade, e o diretor Cesc Gay, que com Tomas Agaray assina o roteiro. Darín interpreta Julian, um ator argentino radicado em Madrid, que desiste de lutar contra o
Sully – O Herói do Rio Hudson
Clint Eastwood, Tom Hanks e Aaron Eckhart. Este é o trio que Sully – O Herói do Rio Hudson se segura. E, claro, numa história real heroica. Aí não tem como errar. Em 15 de janeiro de 2009, um avião foi obrigado a pousar em pleno rio Hudson, que corta a cidade de Nova York. Obviamente, manobra arriscada. Resultado: zero morte. Para narrar esta jornada, o diretor Clint Eastwood optou por um filme sóbrio, que foca muito mais no pós-pouso
Capitão Fantástico
Capitão Fantástico é um filme estranho. E isso não necessariamente é ruim. Aliás, neste caso é algo bem positivo. De início achei que viria um engodo sobre as benesses em viver ao ar livre, solto de amarras, na natureza (ok, tudo isso pode ser bom, mas não me parece apropriado para um filme de primeira). Mas aí vem uma virada incrível! Pai de seis crianças, Ben educa os filhos sem contato com o mundo urbano. Em uma floresta, eles caçam,
Bem-Vindo a Marly-Gomont
Este é um filme leve. Daqueles franceses que agradam por mostrar uma vida tranquila no interior do país, geralmente com uma família que se muda da cidade grande ou de um outro país e aí precisa de adaptar às características locais. Bem-Vindo a Marly-Gomont é isso, mas com o adendo do preconceito racial. O ano é 1973. Seyolo Zantoko (Marc Zinga) é um médico recém-formado em universidade francesa, originalmente vindo do Zaire. Para obter a cidadania francesa, aposta em ser
Encontros e Desencontros
Não sou de rever filme. Mas calhou de Encontros e Desencontros cair de novo à minha frente. Recentemente fui ao Japão e, por isso, a proposta de assistir ao país no cinema me pareceu boa. E foi! Quem, como eu, é fã do país asiático precisa ver ou rever este longa. É a típica história que mostra como culturas diferentes podem chocar ou cativar. A trama explora duas pessoas, digamos, perdidas em Tóquio, sem conseguir se comunicar, sem amigos, sem

