Drama
À Procura de Eric
Não se trata de um filme ruim. Ruim é ralar os joelhos andando de patins, abrir a caixa de bombons e ver que só sobrou o de banana, levar um fora, bater o dedinho no pé da cama. Essas são coisas bem ruins. Já o filme…o filme é péssimo. E assistir a um péssimo filme em casa dá o trabalho de estender o braço e apertar o eject, no cinema, a angústia de um tempo desperdiçado, mau humor absurdo e,
V de Vingança
Tenho um amigo que chama esse filme de B de Bobagem. Eu discordo. É o melhor filme de heróis nascidos em histórias em quadrinhos. Já vi repetidas vezes e sempre começa mal, mas, após os 20 ou 30 minutos iniciais, pega fogo. Na verdade, explode… quase que literalmente. Prepare-se para ver um filme diferente. V de Vingança (ainda bem que em português calhou de vingança começar com “v”) exalta um terrorista conhecido como Codinome V, especialista em bombas, cujo rosto
Almoço em Agosto
Almoço em Agosto é uma delícia de filme. Não tem como não se apaixonar pelas belezas da Itália e pelo personagem Gianni, homem de meia-idade, que mora com a mãe viúva em Roma. Ele tem dificuldade para pagar as contas, e quando é cobrado pelo proprietário do apartamento, próximo ao feriado “Ferragosto”, de 15 de agosto, acaba aceitando uma proposta indecente… Sabendo de sua dificuldade financeira, o proprietário do apartamento lhe faz uma proposta: se Gianni hospedar a mãe dele
Jean Charles
Filme ruim com bom argumento é só o que existe por aí. E isso é o cúmulo da incompetência. Tudo bem que “Jean Charles” é baseado em história real e que o rapaz foi assassinado sem nenhuma razão. Também fiquei triste. Mas vamos parar, por favor! Só se deve filmar uma história se houver um roteiro interessante. Em suma: o rapaz é o espertão, o meninão, o pândego. Se manda para “a gringa” e conhece tudo quanto é brazuca por
Há Tanto Tempo que Te Amo
Contido, o francês “Há Tanto Tempo que Te Amo” acompanha o processo de reinserção social de Juliette Fontaine (Kristin Scott Thomas), uma ex-presidiária que acaba de cumprir 15 anos de prisão. E desde o minuto inicial o diretor assume a missão de transmitir ao espectador as exatas sensações, angústias, dúvidas e ansiedades experimentadas pela personagem. Esse objetivo, cumprido com maestria, fica claro a partir da fotografia, em tons acinzentados, dos longos silêncios contemplativos e dos closes na fisionomia da atriz
À Deriva
Assisti À Deriva no Festival do Cinema Nacional e ainda que eu exercite diariamente meu lado ranzinza, não dá pra falar tão mal assim de um filme que custou R$ 2 (bem menos que a pipoca e o estacionamento). Começo dando um alerta para as menininhas que têm posters do Cauã Reymond afixados na porta do armário: Ele mal aparece! Lamento, mas terão de esperar por uma eventual aparição Global. O fato é que o filme é carente daquele frio
Coco Antes de Chanel
Gabrielle. Sim, aqui já revelo um dos “segredos” de Coco Chanel. Uma das mais importantes, senão a mais, designers de moda da história tem sua pré-fama retratada neste ótimo filme. Uma garotinha é deixada junto com a irmã num orfanato no coração da França, e todos os domingos espera, em vão, que o pai volte para buscá-la. Ela, a ainda Grabrielle, só tem a companhia de sua irmã. É assim que o filme começa. E vai neste ritmo de amargura
Distante Nós Vamos
Adoro filmes. Adoro cinema. Mas sempre tive um pé atrás com mostras, festivais e afins. Na minha cabeça esse tipo de encontro só podia ter um fim: ver um filme iraniano em uma sala com cadeiras de madeira, gesso do teto despedaçando e um bando de pseudo-intelectuais vestindo camisetas “eu odeio pipoca em cinema”. Pior que isso só se alguém parasse o filme para discutí-lo com a platéia! Mas no último dia, a poucas horas de me livrar, lá vem

