Últimos filmes comentados
Animais Noturnos
Tom Ford é um nome cultuado na moda. Revitalizou a Gucci e em 2005 montou sua própria grife. Em 2009 enveredou para o cinema dirigindo Direito de Amar, um péssimo título em português para A Single Man. No fim de 2016 voltou à carga com Animais Noturnos. Ponto para ele, que agora é sucesso em duas carreiras. Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza, o longa foi esnobado pelo Oscar – somente Michael Shannon concorreu como Ator Coadjuvante.
Aura
A caça por filmes de Ricardo Darín me levou a este Aura (também chamado de A Aura). De 2005, disponível na Netflix, é dirigido e roteirizado pelo também argentino Fabián Bielinsky, que estreou no cinema com o hoje cultuado Nove Rainhas (e Darín no elenco), em 2000 – fez tanto sucesso que foi refilmado nos Estados Unidos (como 171, em 2004). Aura é sua obra seguinte. É um filme peculiar, difícil de encaixar em um um gênero cinematográfico. “Até para mim
Feito na América
Barry Seal é um piloto de aviação que se cansa da rotina. Ele quer mais… emoção, aventura e, claro, dinheiro! Faz pequenos contrabandos de charutos, até que a CIA o procura: precisa de alguém para tirar fotos aéreas de guerrilheiros na Nicarágua. Aí começa a história de Feito na América. É diferente ver Tom Cruise em um papel que não seja heroico. Aqui ele é um trambiqueiro que vira bandido, mas sem perder o charme. Com a grana entrando, Barry
Negação
Como provar que o Holocausto existiu? Depoimentos das vítimas, sim. Mas pode-se alegar que elas estão mentindo. Por mais estapafúrdia que seja esta negação, ela pode acontecer. Os alemães na Segunda Guerra Mundial deixaram poucos rastros na véspera da derrota: destruíram estruturas (entre elas, as câmaras de gás em campos de concentração) e fotos e vídeos dos assassinatos. Se o assassinato em massa fosse a julgamento na Justiça, o que aconteceria? “Fosse” não, pois foi, nos anos 1990 na Inglaterra,
Invasão Zumbi
Os filmes de zumbis estiveram na moda há pouco tempo. O sucesso passou, afinal é difícil contar uma história nova envolvendo tais criaturas. Especialmente as comédias deram certo, como Meu Namorado É Um Zumbi. Agora é a vez da Coréia do Sul apresentar seu exemplar com mortos-vivos. Dirigido por Sang-Ho Yeon, Invasão Zumbi conta a história de um pai workaholic divorciado que é convencido pela filha, que mora com ele, a levá-la para encontrar a mãe em outra cidade Não
Waffle Street
Um investidor financeiro, James Adams, está no auge da carreira, quando toma uma rasteira e perde o emprego. Mas o desespero não bate. Na verdade, ele fica aliviado, pois está cansado de ganhar dinheiro em cima da desgraça alheia. Então, decide ser garçom em uma lanchonete especializada em waffles. Essa é a sinopse de Waffle Street, filme baseado em livro homônimo do real James Adams. No elenco, Danny Glover é o nome famoso. E é ele quem sobressai, com uma
Cidade 40
Uma cidade secreta, oculta em mapas, cercada, com postos de controle. Os moradores são proibidos de falar sobre ela. Parece filme de ficção científica. Mas trata-se de um documentário, Cidade 40, que conta a história de Ozyorsk, na Rússia. Criada ao redor de Mayak, a primeira fábrica para enriquecimento de urânio (atrás de uma bomba atômica) da União Soviética, logo após a Segunda Guerra Mundial, Ozyorsk cresceu e chegou a 100 mil habitantes. Eles jamais foram proibidos de sair, desde
Neve Negra
Neve Negra é um filme de Ricardo Darín, mas não tem a cara do onipresente ator argentino. Ele está em um papel secundário, de um quase ermitão, carrancudo, cabeludo. Mas com a mesma qualidade de interpretação. Darín é Salvador, que recebe a visita do irmão mais novo, recém-casado, com a esposa grávida. Em meio a muita neve, Salvador vive isolado em uma cabana com cara de mal-assombrada. O irmão – vivido por Leonardo Sbaraglia, protagonista do longa, aliás – quer
Blade Runner 2049
Blade Runner 2049 chega ao cinema não apenas para contentar fãs de Blade Runner – O Caçador de Androides, de 1982. Os saudosistas, sim, vão adorar. Mas o novo filme justifica sua existência solo, ao ampliar conceitos sobre a humanidade, trazendo questionamentos pertinentes. São 2 horas e 43 minutos de filme. É muito. Poderia ser um tantinho menor. Mas este é o único senão (outro poderia ser a data 2049, 20 anos depois da história original, pois agora em 2017
The Propaganda Game
Este é um ótimo documentário para entender a Coreia do Norte, que tanto tem aparecido no noticiário mundial nos últimos anos. The Propaganda Game é de 2015, mas mostra-se atualíssimo. Dirigido pelo espanhol Álvaro Longoria, o filme é “inevitavelmente intrigante por causa de seu assunto”, conforme foi descrito pelo site The Hollywood Reporter. Longoria conseguiu o que ninguém havia alcançado: filmar em alta-qualidade dentro do país. Sua visita foi facilitada e monitorada por seu conterrâneo Alejandro Cao de Benós, um

