Drama
Selma – Uma Luta Pela Igualdade
A figura de Martin Luther King Jr. sempre rende bons filmes. Alguns filmes já mostraram seu retrato como líder de caráter inabalável, virtuoso, bom homem. Em Selma – Uma Luta Pela Igualdade esses adjetivos estão presentes, mas há também o homem político, um militante movido pela razão. Indicado ao Oscar 2015 em Filme e Canção Original (Glory, de John Legend e Common, que levou a estatueta), o filme recorta um período histórico, mas muito menos conhecido e divulgado pela mídia.
Grace de Mônaco
Fui pego de surpresa com Grace de Mônaco. Esperava pouco. O conto de fadas da vida real, que por ser real não é conto de fadas, recebeu um belo filme como homenagem. Estrelado por Nicole Kidman e Tim Roth, o longa foca em um período de vida de Grace Kelly, uma das mais populares estrelas de Hollywood de todos os tempos. Pega somente o casamento dela com o príncipe de Mônaco Rainier III, evento que encantou o mundo em 1956.
Aquarius
Pequeno Segredo foi anunciado como o representante brasileiro na disputa por uma indicação ao Oscar 2017 de filme estrangeiro. Ainda não assisti. Para surpresa geral, Aquarius foi preterido. Este favoritismo tinha dois motivos: elogiada participação no Festival de Cannes e polêmica após protestos contra o impeachment de Dilma Rousseff. É um bom filme, mas bem distante de outros brasileiros já indicados a participação no Oscar. Dirigido por Kléber Mendonça Filho (de O Som ao Redor) e estrelado por Sonia Braga,
Os 33
A história é, como se diz, “de cinema”. Trinta e três homens ficam soterrados por 69 dias. Mineiros chilenos (um deles era boliviano) precisam conviver com comida racionada, sem saber se alguém os resgataria, sem chance de sair por seus esforços. Acompanhada mundialmente em 2010, a saga tem toda a cara de Holywood. E claro que viraria filme. Baseado no livro de Hector Tobar, jornalista americano que escreveu a versão oficial dos sobreviventes da cidade de Capiapó, Os 33 é
Homem Irracional
Homem Irracional é um bom filme. Sua premissa é bem interessante, ainda que não necessariamente nova – já foi abordada, por exemplo, em Crime e Castigo, outra obra de Woody Allen. A história é sobre um jovem professor desanimado com a vida. Ele só ganha fôlego quando resolve cometer um crime… sem racionalizar. Joaquin Phoenix e Emma Stone lideram o elenco. Ele está bem. Ela, fraca. E olhe que normalmente gosto de suas atuações! Phoenix é o tal professor, que
Chegadas e Partidas
Um frio de rachar. A cidade, pequena. Uma vida destroçada. A única esperança de Quoyle é ficar quieto, deixar o tempo passar na cidade pesqueira de Newfoundland. Ele vai morar com a tia, Agnis Hamm. Esse é o roteiro de Chegadas e Partidas, um belo filme sobre recomeço. O elenco é de primeira: Kevin Spacey, Cate Blanchett, Judi Dench e Julianne Moore. Spacey é o protagonista. A tia é vivida por Judi Dench. Julianne Moore interpreta Wavey Prouse (Julianne Moore),
Música do Coração
Meryl Streep carrega nas costas Música do Coração. Não é seu melhor longa, longe disso. Mas é todo dela. A multipremiada atriz é Roberta, que toma um pé na bunda do marido. Com o peso de sustentar os dois filhos sozinha, ela se muda para o East Harlem com um objetivo: dar aulas de violino a crianças. Há uns buracos na história. Por que diabos a professora tem 50 violinos guardados em casa? Alguns personagens são irrelevantes, como a colega
Ellis
Não sei você. Mas eu adoro filmes em curta-metragem. E Ellis não é qualquer um. É estrelado por Robert De Niro. Não… mais do que “estrelado”. É só o homem em cena. São 14 minutos. O tema é a imigração do início do século 20 nos Estados Unidos, precisamente em Nova York. Era pela ilha Ellis que chegavam os estrangeiros em busca de uma vida melhor. O hoje abandonado Ellis Island Immigrant Hospital recebeu cerca de 1,2 milhão de pessoas,
O Quarto de Jack
A esta altura, quem gosta de cinema já ouviu falar bem de O Quarto de Jack. É realmente ótimo. E daquele tipo de filme que quanto menos se sabe, melhor (todos são assim, mas há alguns mais). O Quarto de Jack é baseado em livro homônimo de Emma Donoghue – lançado em 2010 -, este levemente inspirado no caso real revelado em 2008 (e que ganhou o noticiário internacional) de uma jovem mantida em cativeiro na Áustria pelo pai (e
A Dama Dourada
A Dama Dourada é baseado em um extraordinário caso real. Retrata a trajetória da austríaca Maria Altmann, uma pessoa comum que vence uma estrutura muito mais poderosa do que ela. E essa história é o ponto forte do filme. Interpretada de maneira arrasadora por Helen Mirren, Altman decide atacar o governo de seu país na justiça para reaver o quadro “Woman in Gold”, de Gustav Klimt, roubado de sua casa durante a invasão dos nazistas. O quadro era de sua

