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Milagre em Milão

Outro dia escrevi aqui que há clássicos do cinema que já estão ultrapassados. Mas hoje escrevo sobre o outro lado desta história. Há os clássicos que são eternos. Um deles é Milagre em Milão. Que filme bacana! Simples e, ao mesmo tempo, revolucionário. E melhor: daqueles que fazem a gente refletir. “Era uma vez… ”: a frase com que o diretor Vittorio De Sica abre o filme torna evidente seu propósito de exacerbar para a fábula a história de Totó,

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Uma Vida Nova

Preconceito e superação. Estes dois temas são a base de Uma Vida Nova, título falho em português para o original Bui Doi (em inglês ficou o ufanista The Beautiful Cuntry). Falho porque já no título os responsáveis por este bom filme mostraram como ele viria. Bui Doi é a maneira como os habitantes do Vietnã chamam os filhos de militares norte-americanos e nativos: “menos que o pó”. O introvertido jovem Binh é um deles. Passou a vida humilhado e sabendo

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Baixio das Bestas

Magistral, ácido, doloroso, implacável, carnal, espantoso, Laranja Mecânica brasileiro… todas estas características pontuam resenhas sobre Baixio das Bestas. Balela! Besteira de quem quer tapar o sol com a peneira ou é ufanista. Este filme é ruim! Sim, é ruim para mais de metro. Um típico filme brasileiro dos anos 1980, e isso é péssimo, mas com um agravante: é de 2007! Baixio das Bestas conta – ou tenta contar! – a história de Auxiliadora, uma jovem de 16 anos explorada

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5 x Favela, Agora por Nós Mesmos

Por Vanderlei França (enviado especial ao cinema) Já li aqui no blog uma discussão sobre cinema nacional e favelas. A conversa dizia que todos os nossos grandes (para alguns nem tanto) filmes seriam sobre a vida embaixo ou em torno dos barracos. Penso que é uma avaliação errada. Temos uma lista absurda de ótimas películas nacionais que passam longe disso. Citaria o sensível e emocionante “Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”, o provocador “Cheiro do Ralo”, o impressionante

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A Caixa

No final do século 18, a escritora Ann Radcliffe definiu da melhor maneira a diferença entre terror e horror: “este último se faz acompanhar de um sentimento de obscura incerteza em relação ao mal que tanto teme”. É a sensação da dúvida que o horror carrega – o que não acontece no terror, sentimento de repulsa a algo assustador. O preâmbulo é para descrever o sentimento ao assistir A Caixa. É tipicamente um filme de horror, longe de ser um

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O Sétimo Selo

O filme é aclamado, obra de um mito do cinema, Ingmar Bergman. Mas para por aí. O Sétimo Selo, vencedor do Prêmio Especial do Júri em Cannes, pode até ter sido revolucionário em sua época, em 1957, mas hoje em dia é superficial. Antonius Block retorna das Cruzadas e, sem esperança de um mundo melhor, encontra a Morte. Em letra maiúscula mesmo, pois ele encontra a “pessoa” Morte. O cavaleiro se recusa a morrer sem fazer algo bom na vida.

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Cazuza – O Tempo Não Para

Contrariando a opinião e gosto da grande maioria dos que escrevem aqui no blog, eu acredito que temos excelentes produções nacionais. Vamos sim além de favelas, e convenhamos que o Brasil merece um prêmio de crescimento recorde, se pensarmos que há menos de 50 anos nossa máxima eram os Trapalhões e a Xuxa. Enfim, papo de bar de lado, trouxe hoje um exemplo do que estou querendo dizer. Cazuza – O Tempo Não Para. Obviamente conta a história do cantor,

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O Império do Sol

Antes de se tornar o Batman, Christian Bale era um garotinho sujo e maltrapilho neste filme. Ele é Jim, um inglês que vive com a família em Xangai. Quando estoura a Segunda Guerra Mundial e a China entre em conflito como Japão, a família tem que fugir. Na confusão, Jim se perde dos pais e dois homens, Basie (John Malkovich) e Frank, o sequestram e tentam vendê-lo. Não conseguem e o garoto vai parar em um campo de concentração para

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Muito Além do Jardim

Está aí um filme bacana, daqueles que faz você ter boas lembranças, que marca. De 1979, é a melhor obra de Peter Sellers, o eterno protagonista de A Pantera Cor de Rosa. Mas não vá pela “fama” dele. Acredite, ele manda muito bem em Muito Além do Jardim, uma de suas últimas obras (morreu em 1980, aos 54 anos). O filme conta a história de Chance, um simplório jardineiro que nunca havia deixado a residência de seu patrão, até o

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A Vida Secreta das Abelhas

Acabo de ver A Vida Secreta das Abelhas. Sentei para escrever sobre ele e fui buscar algumas informações. Google, claro. A primeira opção que entrei foi no 50anosdefilmes.com.br. Quem não conhece, visite. Há algumas semanas não entrava no site. E mais uma vez saí contente. Sérgio Vaz descreve este ótimo filme de maneira clara, sem deixar dúvidas para sua qualidade. Por isso, tomo a liberdade de copiar algumas de suas ideias. O filme me impressionou. É uma obra absolutamente feminina.