Drama
O Oitavo Dia
A frase no cartaz do filme já mostra o que vem pela frente: “Nunca antes na história do Festival de Cannes dois atores do mesmo filme dividiram o prêmio de melhor ator… até agora”. Mulheres, preparem os lenços… muitos! O Oitavo Dia, francês, é daqueles que pegam, que emocionam, especialmente as representantes do sexo feminino. É o primeiro grande filme que o protagonista (ele vai tão bem que acaba protagonizando a obra) tem Síndrome de Down. E só por isso
Sempre ao Seu Lado
O filme faz valer a máxima de que uma história mediana bem contada vale mais do que uma excelente histórial mal contada. Drama inspirado em fatos reais, Sempre ao Seu Lado traz uma história de fato belíssima, porém com um roteiro fraco. A boa notícia é que o cachorro não fala e a má notícia é que ele aparece tanto que cheguei a desejar que ele falasse… (o que indica que Renata Rogatto não arremessará objetos pontiagudos na tela da
O Milho Está Verde
O Milho Está Verde é o último filme da parceria entre a atriz Katharine Hepburn e o diretor George Cukor. Produzido para a televisão e lançado em 1979, refilmagem de obra de 1945, conta a história de uma professora endinheirada e persistente, que resolve dar aulas para jovens pobres de um vilarejo no País de Gales. Entre os alunos, Miss Lilly encontra um brilhante, revestido da rudeza de quem é pobre e nunca teve oportunidade. Katharine e George Cukor trabalharam
As Cinzas de Ângela
Em 1935 uma família irlandesa decide fazer o caminho de volta a seu país e sair dos Estados Unidos, contrariando a lógica de então. Chega a uma Irlanda devastada pela pobreza. Ângela é a chefe da família de sete pessoas – ela, um marido vagabundo e alcoólatra e cinco filhos. Cinco no início da trama, pois a pobreza os mata, e novos surgem. Essa é a história de As Cinzas de Ângela. O filme é baseado no livro homônimo de
West Side Story
Me recuso a usar os títulos em português que vi por aí como Amor, Sublime Amor ou Amor Sem Barreiras. É West Side Story e pronto. Ao contrário do que eu imaginava, a peça da Broadway que originou o filme e não o oposto. Ambas são adaptações livres de Romeu e Julieta, de Shakespeare. Não sou fã de musicais, mas com a tecla FF dá para assistir tranquilo. Ele figura na lista dos 25 maiores filmes de todos
Milagre em Milão
Outro dia escrevi aqui que há clássicos do cinema que já estão ultrapassados. Mas hoje escrevo sobre o outro lado desta história. Há os clássicos que são eternos. Um deles é Milagre em Milão. Que filme bacana! Simples e, ao mesmo tempo, revolucionário. E melhor: daqueles que fazem a gente refletir. “Era uma vez… ”: a frase com que o diretor Vittorio De Sica abre o filme torna evidente seu propósito de exacerbar para a fábula a história de Totó,
Uma Vida Nova
Preconceito e superação. Estes dois temas são a base de Uma Vida Nova, título falho em português para o original Bui Doi (em inglês ficou o ufanista The Beautiful Cuntry). Falho porque já no título os responsáveis por este bom filme mostraram como ele viria. Bui Doi é a maneira como os habitantes do Vietnã chamam os filhos de militares norte-americanos e nativos: “menos que o pó”. O introvertido jovem Binh é um deles. Passou a vida humilhado e sabendo
Baixio das Bestas
Magistral, ácido, doloroso, implacável, carnal, espantoso, Laranja Mecânica brasileiro… todas estas características pontuam resenhas sobre Baixio das Bestas. Balela! Besteira de quem quer tapar o sol com a peneira ou é ufanista. Este filme é ruim! Sim, é ruim para mais de metro. Um típico filme brasileiro dos anos 1980, e isso é péssimo, mas com um agravante: é de 2007! Baixio das Bestas conta – ou tenta contar! – a história de Auxiliadora, uma jovem de 16 anos explorada
5 x Favela, Agora por Nós Mesmos
Por Vanderlei França (enviado especial ao cinema) Já li aqui no blog uma discussão sobre cinema nacional e favelas. A conversa dizia que todos os nossos grandes (para alguns nem tanto) filmes seriam sobre a vida embaixo ou em torno dos barracos. Penso que é uma avaliação errada. Temos uma lista absurda de ótimas películas nacionais que passam longe disso. Citaria o sensível e emocionante “Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”, o provocador “Cheiro do Ralo”, o impressionante

