Drama
Tropa de Elite 2
Pode sim ser apenas inconsciente coletivo. Com um filme tão aguardado e tão bem recebido pela crítica e pelo público em geral, às vezes fica complicado saber se ele é mesmo sensacional ou se é apenas mais um fenômeno midiático. O fato é que tentei me afastar do clima de “O Oscar vai para Tropa de Elite 2” e devo admitir que acabei acompanhando a massa: achei o filme sensacional. Muito mais politizado que o primeiro, menos superficial, mais
As Melhores Coisas do Mundo
Qual a melhor idade da vida? Difícil responder? Não, fácil. Cada pessoa tem sua idade preferida. Para alguns, adolescência. Para outros, infância. Ou seria a juventude? Ou a terceira-idade? As Melhores Coisas do Mundo é sobre este período, este curto espaço na vida que nos marca, nos faz lembrar, nos faz ter saudade. O filme trata da vida de adolescentes em seus 14 e 15 anos. Estão em um colégio da classe média (é o Dante Alighieri camuflado) e passam
A Voz do Coração
Ontem vi pela segunda vez A Voz do Coração. Trata-se de um filme simples. Explico: não tem efeitos visuais, baseia-se, no geral, apenas em um cenário e tem enredo daqueles velhos conhecidos e até certo ponto previsível. Mas são essas características que cativam, especialmente pela atuação do protagonista, o professor Clémente Mathieu, interpretado por Gérard Jugnot. Dirigido pelo francês Christophe Barratier, em seu primeiro trabalho no comando de um filme, A Voz do Coração é inspirado nas vivências de infância
Do Outro Lado
Qual é a mensagem deste filme? Fiquei encucado com isso (não que todo filme precise ter uma mensagem). Ao terminar, Do Outro Lado deixa aquela “pulga atrás da orelha”. É uma obra bacana, bem construída, com histórias se cruzando em um roteiro elaborado com perspicácia. Após raciocinar e conversar, decidi que são três as ideias que ficam: o destino de nossas vidas está traçado, a solução para qualquer problema pode estar bem próxima e a vida pode virar de cabeça
Nós que Nos Amávamos Tanto
Nós que Nos Amávamos Tanto é a obra-prima do diretor e roteirista Ettore Scola. De 1974, retrata a Itália após a Segunda Guerra Mundial e faz uma reflexão sobre o cinema italiano entre o fim do conflito e o começo dos anos 70. Um belo filme. No foco estão três homens que viraram amigos durante a guerra. Eles se reencontram após anos, mas agora com uma mulher entre deles. Um é operário, trabalha em um hospital (interpretado por Nino Manfredi).
Querô
Jerônimo é o nome do personagem principal de Querô. Mas poucos o tratam assim. Seu apelido é Querô porque sua mãe, prostituta, de tanto beber, confundiu querosene com cachaça, e morreu. Seu pai é desconhecido. Seu amigos, inexistentes. Ele, um garoto bandido. É dentro de um mundo à beira do porto de Santos que Querô – o filme – é apresentado. Mundo de violência, prostituição, roubos, assassinatos. Baseado em livro de Plínio Marcos, tem como imensa vantagem ser protagonizado por
Mary e Max – Uma Amizade Diferente
Atenção: quem gosta de animação, precisa ver; quem não gosta, precisa ver também! Na verdade, quem procura um ótimo filme precisa ver. Mary e Max – Uma Amizade Diferente honra o nome: é realmente diferente, uma animação que emociona e marca. Simples, o filme conta como Mary Dinkle, uma menina de 8 anos de idade, e Max Horovitz, já na terceira idade, iniciam e fortalecem uma amizade via cartas. Ela é da Austrália e ele dos Estados Unidos, de Nova
Nine
Mais um filme musical bacana: Nine. É a cara de outro, Chicago, a cara do diretor Rob Marshall, responsável pelos dois. É um filme agradável, mas não do mesmo nível do antecessor. Para este texto, permito-me usar algumas passagens de coluna de Artur Xexéo sobre o filme em O Globo, coluna que conta como poucos a importância da obra. Nine nasceu como musical da Broadway, transpondo para a linguagem de teatro o filme Oito e Meio, de Federico Fellini. Aliás,
Orfeu Negro
Vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira (1960), além da Palma de Ouro em Cannes (1959). São prêmios que pouquíssimos filmes têm. Ainda mais de um brasileiro. Mas Orfeu Negro, que foi celebrado com todos estes, pode ser resumido por sua música-tema, Felicidade, de Tom Jobim: “tristeza não tem fim, felicidade, sim”. É um tristeza de produção, caricata, ruim. Um ponto resume o filme: passado no Brasil, em 90% do tempo os personagens
Jogo de Cena
… Assim também é Jogo de Cena. Atendendo a um anúncio de jornal, 23 mulheres foram selecionadas e filmadas no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro. O motivo: contar histórias de vida. Em setembro do mesmo ano, atrizes interpretaram, ao seu modo, as histórias contadas por algumas das personagens escolhidas. É a mesma “química”: as histórias são muito boas. E nada mais é preciso. Mas com dois adicionais, que martelam na cabeça do espectador: 1 – é extremamente difícil

