Posts From Danilo Vicente
Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei
Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei é um baita documentário. Narra da ascensão ao estrelato à morte no ostracismo – determinada pela imagem de “dedo-duro” – de um dos maiores, senão o maior, cantor do Brasil. Wilson Simonal foi “o cara” da música nacional na década de 1960 e no início dos anos 1970. Os depoimentos do filme, lançado em 2009, confirmam suas qualidades. Tem Pelé, Chico Anysio, Miele, Jaguar, Ziraldo, Tony Tornado e Nelson Motta, além de,
A Noiva Perfeita
Por Angélica Vilela (enviada especial à locadora) O brasileiro médio não está muito acostumado a filmes franceses (europeus, na verdade), mas A Noiva Perfeita pode agradar em cheio a um público bem maior, desde que não haja preconceito em relação à língua (acredite se quiser, mas li comentários ruins do filme por conta disso). A história é parecida com as comédias românticas de Hollywood – Luis Costa é um quarentão, bem-sucedido profissionalmente e um solteiro convicto. Porém, ele tem uma
Milagre em Milão
Outro dia escrevi aqui que há clássicos do cinema que já estão ultrapassados. Mas hoje escrevo sobre o outro lado desta história. Há os clássicos que são eternos. Um deles é Milagre em Milão. Que filme bacana! Simples e, ao mesmo tempo, revolucionário. E melhor: daqueles que fazem a gente refletir. “Era uma vez… ”: a frase com que o diretor Vittorio De Sica abre o filme torna evidente seu propósito de exacerbar para a fábula a história de Totó,
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Os leitores da saga Millennium me desculpem, mas ainda não li nenhuma das obras. Mas ontem vi o filme que inaugura a trilogia no cinema: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. E não é que gostei? Adaptar um best seller para o cinema pode ser arriscado. Se, por um lado, os leitores da obra compõem um público potencial quase certo, essas mesmas pessoas podem ser as primeiras a odiá-la e, assim, disseminar o fracasso. Já li por aí que
Uma Vida Nova
Preconceito e superação. Estes dois temas são a base de Uma Vida Nova, título falho em português para o original Bui Doi (em inglês ficou o ufanista The Beautiful Cuntry). Falho porque já no título os responsáveis por este bom filme mostraram como ele viria. Bui Doi é a maneira como os habitantes do Vietnã chamam os filhos de militares norte-americanos e nativos: “menos que o pó”. O introvertido jovem Binh é um deles. Passou a vida humilhado e sabendo
A Trama
Gosto muito de filmes da década de 1970: Papillon, Muito Além do Jardim, Taxi Driver, Apocalipse Now (absurdo de bom), entre outros. E aprovei mais um: A Trama. Está abaixo destes outros, mas vale. Suspense característico desta época (é de 1974), com Warren Beatty no papel principal (ele já foi moço!), mostra a história de Joseph Frady, jornalista que perdeu por pouco a chance de testemunhar o assassinato de Charles Carroll, um senador em ótima fase política. Depois de três
O Peso da Água
Se construir um filme com uma bela história é difícil, imagine com duas… e em épocas diferentes. O Peso da Água consegue. Virei fã de Kathryn Bigelow, a premiada diretora de Guerra ao Terror. Confesso que ainda não vi sua obra mais famosa, mas com este e com Caçadores de Emoção no currículo ela só pode ser fera. Jean (Catherine McCormack) é uma fotógrafa que pesquisa sobre um duplo assassinato de mulheres, ocorrido em 1873 (baseado em caso real). Para
Fúria de Titãs
Recentemente escrevi aqui sobre Percy Jackson e o Ladrão e Raios. Quase dez dias depois vi Fúria de Titãs. E não é que a história é quase a mesma? Nos dois casos o protagonista é Perseu, que no primeiro filme tem seu nome modernizado. Há apenas duas diferenças básicas nos roteiros: no primeiro o personagem principal é filho de Poseidon, enquanto no segundo é de Zeus. A outra diferença é a época escolhida: a primeira história é contemporânea; a segunda,
Baixio das Bestas
Magistral, ácido, doloroso, implacável, carnal, espantoso, Laranja Mecânica brasileiro… todas estas características pontuam resenhas sobre Baixio das Bestas. Balela! Besteira de quem quer tapar o sol com a peneira ou é ufanista. Este filme é ruim! Sim, é ruim para mais de metro. Um típico filme brasileiro dos anos 1980, e isso é péssimo, mas com um agravante: é de 2007! Baixio das Bestas conta – ou tenta contar! – a história de Auxiliadora, uma jovem de 16 anos explorada
A Caixa
No final do século 18, a escritora Ann Radcliffe definiu da melhor maneira a diferença entre terror e horror: “este último se faz acompanhar de um sentimento de obscura incerteza em relação ao mal que tanto teme”. É a sensação da dúvida que o horror carrega – o que não acontece no terror, sentimento de repulsa a algo assustador. O preâmbulo é para descrever o sentimento ao assistir A Caixa. É tipicamente um filme de horror, longe de ser um

