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As Cinzas de Ângela
Em 1935 uma família irlandesa decide fazer o caminho de volta a seu país e sair dos Estados Unidos, contrariando a lógica de então. Chega a uma Irlanda devastada pela pobreza. Ângela é a chefe da família de sete pessoas – ela, um marido vagabundo e alcoólatra e cinco filhos. Cinco no início da trama, pois a pobreza os mata, e novos surgem. Essa é a história de As Cinzas de Ângela. O filme é baseado no livro homônimo de
West Side Story
Me recuso a usar os títulos em português que vi por aí como Amor, Sublime Amor ou Amor Sem Barreiras. É West Side Story e pronto. Ao contrário do que eu imaginava, a peça da Broadway que originou o filme e não o oposto. Ambas são adaptações livres de Romeu e Julieta, de Shakespeare. Não sou fã de musicais, mas com a tecla FF dá para assistir tranquilo. Ele figura na lista dos 25 maiores filmes de todos
Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei
Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei é um baita documentário. Narra da ascensão ao estrelato à morte no ostracismo – determinada pela imagem de “dedo-duro” – de um dos maiores, senão o maior, cantor do Brasil. Wilson Simonal foi “o cara” da música nacional na década de 1960 e no início dos anos 1970. Os depoimentos do filme, lançado em 2009, confirmam suas qualidades. Tem Pelé, Chico Anysio, Miele, Jaguar, Ziraldo, Tony Tornado e Nelson Motta, além de,
A Noiva Perfeita
Por Angélica Vilela (enviada especial à locadora) O brasileiro médio não está muito acostumado a filmes franceses (europeus, na verdade), mas A Noiva Perfeita pode agradar em cheio a um público bem maior, desde que não haja preconceito em relação à língua (acredite se quiser, mas li comentários ruins do filme por conta disso). A história é parecida com as comédias românticas de Hollywood – Luis Costa é um quarentão, bem-sucedido profissionalmente e um solteiro convicto. Porém, ele tem uma
Milagre em Milão
Outro dia escrevi aqui que há clássicos do cinema que já estão ultrapassados. Mas hoje escrevo sobre o outro lado desta história. Há os clássicos que são eternos. Um deles é Milagre em Milão. Que filme bacana! Simples e, ao mesmo tempo, revolucionário. E melhor: daqueles que fazem a gente refletir. “Era uma vez… ”: a frase com que o diretor Vittorio De Sica abre o filme torna evidente seu propósito de exacerbar para a fábula a história de Totó,
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Os leitores da saga Millennium me desculpem, mas ainda não li nenhuma das obras. Mas ontem vi o filme que inaugura a trilogia no cinema: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. E não é que gostei? Adaptar um best seller para o cinema pode ser arriscado. Se, por um lado, os leitores da obra compõem um público potencial quase certo, essas mesmas pessoas podem ser as primeiras a odiá-la e, assim, disseminar o fracasso. Já li por aí que
Uma Vida Nova
Preconceito e superação. Estes dois temas são a base de Uma Vida Nova, título falho em português para o original Bui Doi (em inglês ficou o ufanista The Beautiful Cuntry). Falho porque já no título os responsáveis por este bom filme mostraram como ele viria. Bui Doi é a maneira como os habitantes do Vietnã chamam os filhos de militares norte-americanos e nativos: “menos que o pó”. O introvertido jovem Binh é um deles. Passou a vida humilhado e sabendo
A Musa
A cara da Sessão da Tarde. Não tem definição melhor para este filme. Comedinha para a qual eu não dava nada no começo, mas que foi bem. Steven Phillips (Albert Brooks) é um roteirista de Hollywood com problemas de criatividade. Todos os estúdios rejeitam seu scrip e dizem que ele está ultrapassado. Ele recorre a seu amigo Jack (Jeff Bridges), um cara bem sucedido que o aconselha a procurar a ajuda de uma musa, figura mítica. Steven não acredita no
A Trama
Gosto muito de filmes da década de 1970: Papillon, Muito Além do Jardim, Taxi Driver, Apocalipse Now (absurdo de bom), entre outros. E aprovei mais um: A Trama. Está abaixo destes outros, mas vale. Suspense característico desta época (é de 1974), com Warren Beatty no papel principal (ele já foi moço!), mostra a história de Joseph Frady, jornalista que perdeu por pouco a chance de testemunhar o assassinato de Charles Carroll, um senador em ótima fase política. Depois de três

