Drama
Ruby Sparks – A Namorada Perfeita
O primeiro longa-metragem do casal Jonathan Dayton e Valerie Faris, Pequena Miss Sunshine, saiu do Oscar 2007 com duas estatuetas. E garantiu o primeiro lugar na minha preferência em comédias. Acho demais. Agora eles voltam com Ruby Sparks – A Namorada Perfeita. Realmente a dupla é muito boa! O roteiro escrito por Zoe Kazan acompanha Calvin Weir-Fields (Paul Dano, o irmão que não falava em Miss Sunshine), um jovem escritor que está sofrendo bloqueio desde que seu primeiro livro foi
A Caça
É difícil qualificar qual crime é pior. Homicídio, estupro, abuso sexual com criança… Todos são ignóbeis, marcam o fundo do poço do ser humano. Mas há uma diferença entre eles. A acusação de pedofilia contra uma pessoa, mesmo que prove-se a inocência dela, não deixa possibilidade de retorno a uma vida normal. O acusado sempre terá escrito em sua testa “pedófilo”, mesmo sendo inocente. É disso que trata o espetacular filme dinamarquês A Caça. Com direção, roteiro e atuações primorosas,
O Declínio do Império Americano
Fui assistir a O Declínio do Império Americano por causa de sua continuação, As Invasões Bárbaras, que vi primeiro. É um bom filme. Mas, incrível, diferentemente do que normalmente acontece, a continuação é melhor. Quatro professores universitários – todos homens – conversam sobre assuntos diversos enquanto preparam um jantar. Ao mesmo tempo, em uma academia, quatro mulheres, colegas dos professores, conversam sobre os problemas de relacionamento entre homens e mulheres. A partir da metade do filme estes grupos se encontram
Amor
Desde que ‘Amor’ terminou, uma sensação que desconheço permanece comigo. Não é angústia, não é tristeza. É algo que não sei o nome. Aquela sensação que só um filme tão bom, que te faz pensar sobre ele dias a fio, pode despertar. A sensação de que a sua vida se moveu um milímetro a partir daquilo. Acho que arte é isso. Não preciso dizer que chorei litros. Um choro permanente, ininterrupto, silencioso, contido. Um choro de ansiedade ao olhar na
Extermínio
Danny Boyle está com Em Transe nos cinemas. Ainda não vi. Mas, como gosto de seus filmes, isso me fez lembrar de assistir a Extermínio. Não se compara a 127 Horas e Quem Quer Ser Um Milionário?, obras-primas do diretor, mas está no nível de Cova Rasa e A Praia. E isso é muito bom. Um grupo de ativistas liberta macacos usados em testes. Os animais são portadores de um vírus da raiva, que logo toma conta de Londres. Vinte
Gonzaga – De Pai para Filho
O cineasta Breno Silveira “estourou” com o sucesso de 2 Filhos de Francisco, a história da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano (quem não assistiu, largue o preconceito, pois vale). Apesar da bilheteria monumental, ele estava decidido a não mais dirigir uma biografia no cinema. Foi convencido pela produtora Eliana Soares. Que bom, para ele, para ela e para nós, espectadores. Ganhamos Gonzaga – De Pai para Filho. Mesmo sendo um filme de ficção, o roteiro de Silveira e
Preciosa – curta-metragem
Tornei-me espectador do Faixa Curtas, no SescTV, que exibe curtas-metragens de qualidade. Rapidinhos, não tomam tempo e, muitas vezes, deliciam. Preciosa é assim. Não se engane. Não é o filme Preciosa dos Estados Unidos, também de 2009, que narra a história de Claireece “Preciosa” Jones (vivida por Gabourey Sidibe, que concorreu ao Oscar), aquela que quando se pensa estar péssima… piora. Não. Aqui uma adolescente também tem sua rotina transformada por um ato de violência sexual, mas este ato não
Depois de Maio
Um retrato da juventude setentista, suas utopias, seus sonhos, seus dilemas e desejos. Assim é o francês Depois de Maio, do diretor Olivier Assayas. O filme, que se passa em “algum lugar perto de Paris”, em 1971, conta a história de um grupo de estudantes revolucionários às voltas com a Contracultura e seus ideais libertários, alternativos e marginais. Filmes, música e artes fazem a cabeça dos amigos de Gilles (Clément Métayer), mas eles querem mais que isso. Querem mudar o
Quiz Show – A Verdade dos Bastidores
Robert Redford, um dos maiores símbolos sexuais da história do cinema, na direção. Ele já havia ganho o Oscar na categoria por Gente Como a Gente, em 1980. Com Quiz Show – A Verdade dos Bastidores foi indicado (o filme também, além de Roteiro Adaptado e Ator Coadjuvante) em 1995. Perdeu para Roberto Zemeckis, de Forrest Gump. Ok, justo. Mas trata-se de um filmão, muito bem, mas muito bem mesmo, dirigido. Final dos anos 1950. Charles Van Doren (Ralph Fiennes)

