Drama
Um Homem de Sorte
Nicholas Sparks vende livro como água no deserto. No Brasil e nos Estados Unidos o cara é um fenômeno. Claro que Holywood não perde a chance de ganhar dinheiro em cima de suas histórias sobre amor. O mais recente filme baseado em um livro dele é Um Homem de Sorte. Sem dúvida é o mais clichê de todos. A história é focada em Logan (Zac Efron, que cumpre tabela, mas se complica nas cenas mais dramáticas), um fuzileiro naval que
A Tentação
Sou muito fã do pai dela. E a acho linda. Mas como atriz… Liv Tyler é beeeemmmmm ruim. Não lembro nos outros filmes, pois jamais percebi tamanha falta de categoria. Mas neste A Tentação ela manda muito mal. A história é a seguinte: um sujeito sobe no parapeito de edifício disposto a se jogar. Mas antes conta sua história para o negociador da polícia que deseja impedi-lo de cometer suicídio. Já vimos isso por aí, não? Essa premissa de contar
Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez?
Fosse somente pela cena final, “Quando Você Viu Seu Pai Pela Última Vez?” já valeria. É extraordinária. Não só ela, mas toda a sequência derradeira. Mas o filme é muito mais. Direção ótima de Anand Tucker, como o roteiro de David Nicholls, com Collin Firth (“pra variar”) arrebatador. Pelo título já se percebe que o enredo é sobre a relação entre pai e filho. A base, avisa o longa, é uma história real. O pai, médico, se chama Arthur (interpretado
As Palavras
Uma história dentro de outra história. Ambas se entrelaçam em certo ponto. E criam uma nova história. As Palavras é um filme complexo. Não que isso signifique que é ruim. Mas a característica não ajuda. Tento explicar o roteiro: o escritor Clay Hammond visita uma universidade para leitura de um capítulo de seu último livro. Nele está a história de Rory Jansen, que sonha em lançar um livro, mas só encontra portas fechadas nas editoras. Conta com o apoio da
Lady Jane
Muriel, dona de uma loja de perfumes em Marselha, recebe um telefonema do celular de seu filho adolescente. Ele foi sequestrado, o pedido de resgate é alto. Muriel só tem como escolha contatar dois velhos conhecidos para ajudá-la a reunir a quantia. O trio já foi, quando jovem, uma gangue de assaltantes. Lady Jane mostra o esforço dos três para recuperar o garoto, em um filme sobre vingança. Logo se percebe que o sequestro do filho de Muriel não é
Persona – Quando Duas Mulheres Pecam
A enfermeira Alma é escolhida para cuidar de Elisabeth Vogler, uma atriz que surtara em uma de suas apresentações teatrais – a tragédia de Sófocles, Electra. Desde então ela se isola do mundo, permanecendo em constante silêncio. Persona – Quando Duas Mulheres Pecam parte da relação entre as duas para tentar surpreender o espectador. Uma ótima ideia de Ingmar Bergman, que podia ter apenas meia hora. De 1966, o filme foi inovador para a época. O clima de relação afetiva
Ruby Sparks – A Namorada Perfeita
O primeiro longa-metragem do casal Jonathan Dayton e Valerie Faris, Pequena Miss Sunshine, saiu do Oscar 2007 com duas estatuetas. E garantiu o primeiro lugar na minha preferência em comédias. Acho demais. Agora eles voltam com Ruby Sparks – A Namorada Perfeita. Realmente a dupla é muito boa! O roteiro escrito por Zoe Kazan acompanha Calvin Weir-Fields (Paul Dano, o irmão que não falava em Miss Sunshine), um jovem escritor que está sofrendo bloqueio desde que seu primeiro livro foi
A Caça
É difícil qualificar qual crime é pior. Homicídio, estupro, abuso sexual com criança… Todos são ignóbeis, marcam o fundo do poço do ser humano. Mas há uma diferença entre eles. A acusação de pedofilia contra uma pessoa, mesmo que prove-se a inocência dela, não deixa possibilidade de retorno a uma vida normal. O acusado sempre terá escrito em sua testa “pedófilo”, mesmo sendo inocente. É disso que trata o espetacular filme dinamarquês A Caça. Com direção, roteiro e atuações primorosas,
O Declínio do Império Americano
Fui assistir a O Declínio do Império Americano por causa de sua continuação, As Invasões Bárbaras, que vi primeiro. É um bom filme. Mas, incrível, diferentemente do que normalmente acontece, a continuação é melhor. Quatro professores universitários – todos homens – conversam sobre assuntos diversos enquanto preparam um jantar. Ao mesmo tempo, em uma academia, quatro mulheres, colegas dos professores, conversam sobre os problemas de relacionamento entre homens e mulheres. A partir da metade do filme estes grupos se encontram
Amor
Desde que ‘Amor’ terminou, uma sensação que desconheço permanece comigo. Não é angústia, não é tristeza. É algo que não sei o nome. Aquela sensação que só um filme tão bom, que te faz pensar sobre ele dias a fio, pode despertar. A sensação de que a sua vida se moveu um milímetro a partir daquilo. Acho que arte é isso. Não preciso dizer que chorei litros. Um choro permanente, ininterrupto, silencioso, contido. Um choro de ansiedade ao olhar na

