Drama
Sexo e a Metrópole
Filme em curta-metragem não falta no Brasil. Com uma câmera na mão e um computador pode-se fazer o que quiser. Mas Sexo e a Metrópole me chamou atenção por causa das atrizes famosas. Celebridade em curta é mais difícil. Acreditei que viria, pelo menos, algo diferente. E aprendi. Bárbara Paz e Patrícia Coelho – as duas Casa dos Artistas – estrelam o filme de 8 minutos. Deverian ter escolhido qualquer outro afazer em vez de participar do filme. A história
J. Edgard
Leonardo Di Caprio parece não ser muito bem quisto pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que entrega o Oscar. Já foi indicado três vezes (Melhor Ator em O Aviador e Diamantes de Sangue e Coadjuvante em Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador)… e perdeu todas. E olha que o rapaz tem no currículo obras como A Origem, A Praia, Ilha do Medo, Os Infiltrados, Gangues de Nova York e, claro, Titanic. Sou fã dele. Seu mais recente é J.
A Separação
É sempre chato abrir texto com uma citação um tanto grande. Mas faça o esforço e continue lendo. Este é o discurso de Asghar Farhadi, diretor, roteirista e produtor do excepcional filme iraniano A Separação, ao receber o Oscar de Filme Estrangeiro em 2012. “Neste momento, muitos iranianos por todo o mundo estão nos assistindo e eu imagino que estejam muito felizes. Estão felizes não só pelo importante prêmio de um filme ou realizador, mas porque, em um momento em
Contra o Tempo
À primeira vista o assunto não é dos mais novos no cinema. Um homem está preso a um passado: ele “acorda” no mesmo ponto da vida, com a mesma pessoa à sua frente, no horário de sempre. E por 8 minutos vive, sem entender, a mesma sequencia de fatos. Encerrado esse tempo, ele volta ao começo da história. Mas em um segundo olhar Contra o Tempo é diferente. O cara morre quando os 8 minutos acabam. Não só ele: o
A Teta Assustada
Explico logo. A Teta Assustada não tem qualquer cena de nudez, nem sustos. O filme vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim em 2009 (e indicado a Filme Estrangeiro no Oscar 2010) tem este título porque aborda uma suposta doença transmitida pelo leite materno, que afeta filhas de mulheres que foram estupradas. É uma lenda do Peru. Logo no começo do filme um médico diz que a teta assustada é um mito, mas Fausta, filha de uma das
Tão Forte e Tão Perto
Uma história de amor, perdas e recomeços. E antes que você erroneamente faça uso desses termos para qualificar Tão Forte e Tão Perto como um “água com açúcar” para um domingo chuvoso, antecipo que água e açúcar, no meu caso, deveriam estar tão somente diluídos em um copo, sobre o encosto do sofá. Chorei. Muito. Li algumas críticas antes de vir aqui dividir com vocês meus sabores e dissabores e discordo de quem categoriza o filme como mais um enlatado
Albert Nobbs
Albert Nobbs, o filme, é Glenn Close. Não, injustiça. É também Janet McTeer. As duas atrizes interpretam mulheres que, em uma conservadora sociedade irlandesa do século 19, são obrigadas a viver como homens. Indicadas ao Oscar de Atriz e Atriz Coadjuvante, respectivamente, abrilhantam um filme chato. A história é baseada em um conto do romancista George Moore. Garçom em um hotel, Albert Nobbs é um funcionário perfeito. Dedicado, atencioso e preciosista, é adorado pelos clientes. A firmeza com que encara o
Van Gogh: Cartas a Theo
Está aí o pintor que mais me impressiona, que mais me agrada, me entusiasma: Vicent van Gogh. Decidi assistir a Van Gogh: Cartas a Theo, um filme rapidinho da televisão inglesa (BBC), com 60 minutos, exatamente para aprender mais sobre a vida do gênio. Até que conheço bem sua história. Mas o cinema sempre ensina. E aprendi. Durante 18 anos a partir de 1872, Van Gogh e seu irmão mais novo Theo trocaram cerca de 900 cartas. O filme traz
A Igualdade é Branca
A Igualdade é Branca é o segundo filme da Trilogia das Cores, do diretor e roteirista polonês Krzysztof Kieslowski, dedicada às cores e aos ideais da Revolução Francesa. Até agora assisti ao primeiro – A Liberdade É Azul – e a este. Apesar de diferentes, são muito bons à mesma maneira. Do drama no primeiro longa, Kieslowski passa à comédia em A Igualdade. Mas não se trata de algo escrachado. É um filme sutil, sobre vingança. E aí está uma
A Liberdade é Azul
Escrever sobre um filme clássico é sempre difícil. Muita gente já viu. Muitos adoram, poucos odeiam, geralmente. E sempre tem gente que é aficionada, que defende a obra com unhas e dentes, que entende muito mais do que o missivista. Mas como vi ontem, e ainda lembro de quase tudo, vou arriscar. Enfim conferi A Liberdade é Azul. Com este a tarefa é mais fácil. É ótimo. De 1993, o filme é o primeiro da chamada Trilogia das Cores, do

