Posts From Danilo Vicente
Peões
Posso dizer que sou admirador do cineasta Eduardo Coutinho. Edifício Master e Jogo de Cena são do balacobaco. Ele é, sim, o maior documentarista brasileiro, pelo menos da atualidade. Mas neste Peões, devo admitir, derrapa. Em resumo, a obra é uma sucessão de entrevistas com “anônimos” participantes das históricas greves dos metalúrgicos do ABCD, na Grande São Paulo. Mas todos têm apenas duas opiniões: “eu sofri” e “o Lula é o cara”. Só isso, um personagem atrás do outro, sem
Amor à Flor da Pele
Com este nome, Amor à Flor da Pele pode levar à impressão de se tratar de um filme com tórridas cenas românticas. Não se iluda. É o inverso. É puramente um filme sobre amor, que se sustenta – muito bem – sem qualquer cena com beijo (sexo, então, nem pensar). A beleza do filme de Hong-Kong está justamente na maneira elegante de retratar uma história de amor em 1962. Chow, jornalista, e Li-Chun, uma linda secretária, são vizinhos e descobrem
Antes Que o Mundo Acabe
Bem dirigido, editado e até que bacaninha. Mas estou um pouco cansado de ver filme sobre o nada, ou melhor, o quase nada. Antes Que o Mundo Acabe é assim. A produção brasileira narra um pedaço da vida do adolescente Daniel, que está em uma fase ruim: seu melhor amigo está sendo acusado de roubo, sua namorada o dispensa e seu pai, que nunca apareceu, resolve surgir, por intermédio de cartas. É isso. O filme é só sobre isso. Pega
O Estudante
Uma ótima história, que por vezes exagera no sentimentalismo e no clichê. Uma história para cativar especialmente os idosos, sem perder o charme para os mais novos. Assim é O Estudante, filme mexicano que narra a decisão de um senhor de 70 anos que começa a estudar em uma universidade. A opção do filme por mostrar a comunhão – não a disputa – entre os estudantes e o idoso é acertada. A atmosfera da obra é positiva, deixando-a leve. Em
Os Famosos e os Duendes da Morte
Sabe aqueles filmes que a maioria dos críticos adora? Aqueles sem pé nem cabeça… ou melhor, aqueles filmes-cabeça, que nós, meros mortais, abaixo da linha dos “entendedores” de cinema, simplesmente odiamos. Sim… aqueles que são elogiados nas resenhas por “investigar os conflitos universais que desafiam todos os seres humanos” ou qualquer pataquada parecida. Esses filmes acabam de ganhar sua obra-prima brasileira: Os Famosos e os Duendes da Morte. Putz, que filme chato. Sim, é chato mesmo. Que me desculpem os
A Outra História Americana
Filmaço. Daqueles de nos paralisar em frente à tela. A Outra História Americana é chocante, um tapa na cara da sociedade. Foi o primeiro ou um dos primeiros filmes que vi com o Edward Norton. Virei fã instantaneamente. Ele é Derek, racista, adorador do nazismo (tem uma suástica tatuada no peito), que busca vazão para suas agruras tornando-se líder de uma gangue. A violência o leva a um assassinato, e ele é preso pelo crime. Três anos mais tarde, sai
Superbad – É Hoje
Ok, o nome e o cartaz já assustam. Parece vir mais um besteirol americano, mais uma comédia em que os garotos do colegial querem transar com as garotas e tudo se resume a se dar bem em uma festa. Pois bem… se você pensou assim, incrível, acertou em cheio! Superbad – É Hoje é exatamente isso! Não… isso não quer dizer que o filme seja ruim. Mas é claro que fica longe de ser uma obra-prima. Jonah Hill e Michael
Direito de Amar
Tom Ford foi, até 2004, estilista da Gucci, o responsável por revitalizar a imagem da grife italiana. Tornou-se um dos nomes mais importantes da alta costura. De repente, deixou a marca por “diferenças criativas” com os executivos. Passou, tempos depois, a dedicar seu tempo ao cinema. O que à primeira vista parecia um erro, hoje se mostra uma decisão das mais acertadas. Pelo menos para os amantes da “Sétima Arte”. A prova é Direito de Amar. Retratando apenas um dia
Tá Chovendo Hambúrguer
Adoro assistir a desenhos. Monstros S. A., Toy Story, Shrek, Up – Altas Aventuras… enfim, vejo todos. Hoje me deparei com um diferente. Tá Chovendo Hambúrguer é mais infantil do que estes outros. Explico, já que no fundo todos são infantis. É que este não se preocupa em trazer mensagens sérias (mesmo que subliminares), não tem dois “mundos” (das crianças e dos adultos”) e é de um “non sense” total, a começar pelo título. Baseado em um livro infantil dos
Menina de Ouro
Há alguns filmes que precisamos postar aqui – um blog de cinema. Já não são novos, mas são daqueles que, mesmo vistos várias vezes, jamais perdem a qualidade. Daqueles que mesmo com pouco tempo de “vida” já estão no panteão do cinema. Menina de Ouro é exemplo. De 2004, a obra, baseada em história de F.X. Toole, é avassaladora. Consolidou Hilary Swank, que já havia ganho o Oscar por Meninos Não Choram, como atriz do primeiro time e trouxe de

