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Serra Pelada
Heitor Dhalia estourou no cinema como criador do ótimo O Cheiro do Ralo. O ano era 2006. De lá para cá ele fez À Deriva, em 2009, meia boca, e o péssimo 12 Horas, em 2012, marcando sua primeira incursão pelos Estados Unidos. Agora o diretor e roteirista veio com Serra Pelada. É um respiro para ele, pois o filme é bom. A história do maior garimpo a céu aberto do mundo, onde foram extraídas, oficialmente, 30 toneladas de ouro
Adeus, Meninos
Está aí um típico filme que precisa de insistência. Adeus, Meninos é chato em 70% de sua duração. Mas o final melhora e até compensa o lenga-lenga inicial. França, inverno de 1944, caminhando para o fim da Segunda Guerra Mundial. Julien Quentin é um garoto de 12 anos que frequenta o colégio St. Jean-de-la-Croix. Ele ganha um amigo com a chegada de Jean Bonnett, um introvertido garoto. Mais tarde Julien descobre que o novo colega é judeu. É isso a
Wrong
Nonsense é um estrangeirismo que define o filme Wrong. Mas não há só essa palavra: há adjetivos demais, em língua portuguesa mesmo, para a obra do diretor francês Quentin Dupieux, todos, acredito, pejorativos. Como o próprio título indica, Wrong ironiza o errado (wrong em inglês) comportamento da vida moderna: o apego que as pessoas têm mais com bichos do que com gente. Mas se fosse só isso o longa seria ótimo! Não é. Dupieux inverte o sentido de tudo o
Ninfomaníaca – Parte 2
Já assisti a Ninfomaníaca – Parte 2 há um bom tempo. Mas não senti vontade alguma de escrever sobre o filme. Assim é também ao assisti-lo. É bom, mas não bate aquela sensação de ter visto algo marcante (e, no meu caso, já correr ao computador para escrever). Não é, definitivamente, o melhor filme do diretor e roteirista Lars Von Trier (pra mim continua nesta posição Melancolia). Mas nem por isso merece desabono. Se no primeiro filme da “saga” o
Garota Exemplar
*Por Juliana Santiago, enviada especial ao cinema Não sou fã de filmes baseados em best-sellers do momento, mas Gone Girl (Garota Exemplar) agrada – e muito – até os leitores da obra homônima de Gillian Flynn. Afinal, ela também roteirizou o longa que foi dirigido pelo brilhante David Fincher (de O Curioso Caso de Benjamin Button). A primeira coisa que me veio assim que o filme acabou foi “quanto mais o homem não presta atenção na mulher com quem convive,
Lucy
*Por Angelica Vilela de Morais, enviada especial ao cinema Um filme com a Scarlett Johansson e o Morgan Freeman já seria o suficiente para me tirar de casa, mas Lucy é mais do que um bom filme de ação. É uma ficção científica (por que não?) que faz a gente parar e pensar sobre a vida, mas com adrenalina para não ficar chato. O filme conta a história da norteamericana Lucy (Scarlett Johansson) que está meio perdida (não no sentido
Até que a Sorte nos Separe 2
É a mesma fórmula, mas Até que a Sorte nos Separe 2 é pior que o filme inicial. É só Leandro Hassum, mas com um roteiro pior, até mesmo menos escrachado. Se no primeiro filme ele tinha a companhia de Ailton Graça nas piadas, neste está abandonado. Três anos depois, Tino (Leandro Hassum) e Jane (Camila Morgado, substituindo Danielle Winits, proibida pela TV Globo devido à gravação da novela Amor à Vida) estão mais uma vez em dificuldades financeiras. O
Noites com Sol
Noites com Sol é um filme que de início parece bolorento, chato. Mas aí esquenta, o roteiro começa a ter sentido. E no fim fica a imagem de uma boa opção. O longa conta a história de Sérgio Giuramondo, um jovem escolhido como novo auxiliar do rei Carlos III. É o que ele sempre sonhou. O monarca resolve casa-lo, o que para ele é bom. Mas às vésperas do matrimônio sua noiva confessa ter tido um caso com o todo
O Trem
Um filme de 1964 não pode ter efeitos especiais que surpreendam o espectador. Era o que eu pensava. Mas pode, sim! É o que prova O Trem. Estrelado por Burt Lancaster, o longa é baseado em fatos reais. Conta a saga de funcionários da malha ferroviária francesa para impedir que um trem abarrotado de quadros de mestres da pintura, como Renoir, Van Gogh e Matisse, chegue à Alemanha nazista. Em agosto de 1944 os Aliados progridem e a liberação de
Ilegal
Acabo de assistir a Ilegal, documentário brasileiro. Devo ser a primeira pessoa (do mundo!) a escrever sobre ele após a estreia. Mas não é por isso que eu corri para o computador. Estou agora teclando, uns 30 minutos depois de a sessão de estreia no cinema acabar, porque o filme me impressionou. Produzido pela revista Superinteressante, é daqueles longas que precisam ser vistos. Não pela qualidade técnica (bacana, diga-se de passagem), mas especialmente pela lição que apresenta. “Se desse na

