Drama
Lucky
Há filmes que se resumem à escolha certeira do elenco. Lucky, com seu protagonista Harry Dean Stanton, é assim. A mistura do ator de 91 anos e seu personagem de também 91 anos dá ao longa seu diferencial. Não é somente uma jogada de publicidade. Lucky se apoia escancaradamente na persona pública de Harry Dean Stanton. Há uma mórbida similaridade entre criador e criatura ao confrontá-los com a morte ao entrar na 10ª década de vida. O fato de Stanton
As Viúvas
Steve McQueen, de 12 Anos de Escravidão e Shame, já esteve em dias melhores. Diretor de As Viúvas, traz um filme que não se firma como thriller policial, nem como drama, nem como suspense. Sua marca registrada, a crítica ao racismo e ao preconceito, está no longa, mas perde-se em meio à indefinição sobre a história. Como em 12 Anos de Escravidão, McQueen escala um elenco de peso: Viola Davis, Michelle Rodriguez, Colin Farrell, Liam Neeson, Robert Duvall e muito
Yesterday
Em um piscar de olhos, puf, acabou. Após um blackout planetário, os Beatles simplesmente são esquecidos. Não há qualquer resquício que a banda tenha existido. Ninguém sequer sabe sobre quem seriam Paul, Ringo, John e George. A não ser um jovem britânico, Jack Malik, músico frustrado: é o milagre que ele tanto pedia. Yesterday tem uma premissa fabulosa. E consegue tornar-se um filme encantador. É uma fábula moderna, do jovem que está à beira do precipício, prestes a desistir da
Maud
Quem não conhece Maud Lewis tem a oportunidade de ser apresentado a sua bela história de vida neste filme canadense. Do início da vida adulta, quando foi renegada pela família e sofreu um golpe financeiro do irmão, até sua morte, Maud foi uma artista, na superação das dificuldades… e no sentido literal mesmo. Com o dia a dia penalizado por uma artrite reumatoide, que causa inflamações e deformações nas articulações do corpo, Maud foi deixada pelo irmão na casa de
Era Uma Vez em… Hollywood
Quando se ouve o nome de Quentin Tarantino logo vem à mente sangue. O diretor se notabilizou em Hollywood por carregar as tintas em tiros, facadas, socos e pontapés, com o vermelho jorrando na tela. Mas seus últimos filmes não têm sido exatamente assim. E cada vez mais Tarantino aposta em histórias fluidas e com menos pancadaria. “Era Uma Vez em… Hollywood” é assim. É um bom filme. Mas, diferentemente do que os fãs do diretor e roteirista esperam, é
Amor em Little Italy
Olha, aí está um filme que merece a pior classificação deste site. Amor em Little Italy é horroroso. Nikki (Emma Roberts) é uma chef que retorna da Inglaterra para sua terra natal, o bairro Little Italy, em alguma cidade do Canadá. Lá reencontra Leo (Hayden Christensen), amigo de infância. O problema é que as famílias dos dois, antes super próximas, agora se odeiam. É estereótipo para todos os lados. Os italianos só pensam em pizza. Seguindo Romeu e Julieta, é
O Orgulho
O Orgulho é um filme atual, que aponta para a França com seus problemas de tensão entre nascidos franceses e imigrantes. O resultado na tela é irregular, mas envolve o espectador. Neïla Salah (Camélia Jordana), moradora do subúrbio de Paris, quer ser advogada e desde o primeiro dia de aula na universidade entra em confronto com Pierre Mazard (Daniel Auteuil), veterano professor conhecido por seus ataques de explosão, preconceitos e arrogância. Filmado pelos alunos em comentários racistas, ele é desafiado
Dor e Gloria
Dor e Glória põe seu diretor e roteirista, Pedro Almodóvar, no divã. O expoente do cinema espanhol conta, em seu mais novo filme, quem é este homem por trás das câmeras que tanto já contribuiu com a Sétima Arte mundial. Em cena está Salvador (um nome pitoresco quase autobiográfico), diretor de cinema saudosista e triste pelas dores que sente no corpo, principalmente em suas costas, que o impedem de trabalhar. Na dificuldade de conseguir olhar para frente, o cineasta retorna
Rocketman
Em uma reunião dos Alcoólicos Anônimos, que abre Rocketman, Elton John aos poucos se transforma em Reginald Dwight. Caminho inverso do que viveu até então, e o que aparece na maior parte do tempo no filme biografia sobre o astro da música inglesa (que, curiosamente, estourou primeiro nos Estados Unidos). Ao longo de sua jornada, John (bem interpretado por Taron Egerton) teve problemas com drogas, álcool e até para assumir sua homossexualidade, algo estranho para quem vê o hoje defensor
A Esposa
A Esposa mostra como Glenn Close é uma das grandes atrizes de todos os tempos. Aos poucos, ela domina o filme e, junto com o roteiro, conquista nos detalhes. Pode demorar um pouco para o espectador notar o que faz de Joan (Glenn Close) a protagonista deste filme. Tudo ocorre em torno do marido, o prestigioso escritor Joe Castleman (Jonathan Pryce). Pudera… ele acaba de ganhar um Nobel de Literatura. Chegam juntos elogios e congratulações. À esposa, cabe o papel

