Drama
Joias Brutas
Li no Omelete uma boa definição: Adam Sandler já tem o seu gênero de cinema, o chamado “filme de Adam Sandler”. É aquela comédia forçada, campeã de preferência na Netflix. Em Joias Brutas o ator não se atém a sua zona de conforto, o que, é preciso destacar, já havia acontecido em Os Meyerowitz (2017). Em Joias Brutas seu personagem, Howard Ratner, é um judeu falastrão e viciado em apostas dono de uma loja de joias no Distrito dos Diamantes
Ruth e Alex
Filme com Morgan Freeman não tem erro. É raro ser ruim. Ruth e Alex tem nele e em Diane Keaton a base para agradar a todos. Em Nova York, o casal, junto há décadas, decide vender o apartamento onde sempre viveu, no bairro do Brooklyn, em Nova York. A venda é porque, sem elevador, o prédio tem uma escadaria que já dificulta a vida de Alex. Com o argumento da mudança, o filme desenvolve um roteiro que mistura casamento e
Meu Nome É Dolemite
Quem é novo pode não ter a dimensão de Eddie Murphy. O astro (sim, ele é um dos maiores da história de Hollywood) caracterizou sua carreira por altos e baixos. Mas quando “explodiu” com Um Tira da Pesada, na década de 1980, era sinônimo de sucesso. Foi assim até o início dos 1990. Mas já em O Professor Aloprado, em 1996, começou a desandar, retornando com Dreamgirls, em 2006. Eis que agora com Meu Nome É Dolemite ele encarna uma
Dois Papas
Ser papa não é, necessariamente, ser santo. E tudo bem com isso. Essa é a mensagem que fica ao assistir a Dois Papas, filme do diretor brasileiro Fernando Meirelles que está bombando em todo o mundo, concorrendo com 3 indicações ao Oscar: melhor ator (Jonathan Pryce), melhor ator coadjuvante (Anthony Hopkins) e melhor roteiro adaptado. Estes três pontos – os dois atores e o roteiro (de Anthony McCarten) – realmente são os que se destacam no longa metragem que conta
Viver Duas Vezes
O trunfo de Viver Duas Vezes é o protagonismo de Oscar Martínez, ator que já brilhou em O Cidadão Ilustre e Relatos Selvagens. Agora, em Viver Duas Vezes ele interpreta um homem que precisa enfrentar o Alzheimer. E decide fazer isso buscando seu grande amor na vida. A princípio pouco se entende a ligação entre o amor e a doença. E essa falta de compreensão é de sua família também: ele tem uma filha pouco próxima, uma neta arredia e
A Lavanderia
O melhor termo para definir A Lavanderia é “sarcasmo”. O diretor Steven Soderbergh utiliza esta “ironia cáustica” para trazer ao público uma complicada história de roubalheira que em 2016 foi jogada no ventilador pelos chamados “Panama Papers”. Antonio Banderas e Gary Oldman aparecem logo de cara trajados de smoking e com martinis nas mãos, dialogando diretamente com o espectador em cenários distintos. Banqueiros, eles anunciam uma história que parece ter final feliz, afinal estão ricos. Até que surge a personagem
Downtow Abbey
Na sala de cinema, senhores e senhoras ávidos por encontrar com a família Crawley e os funcionários da mansão que abrigou, por seis temporadas, uma das séries de mais sucesso da década: Downton Abbey. Eu, até então, ignoro que a produção inglesa tinha nos idosos um público tão cativo, e isso me chama atenção. Não há mais assento livre. E eu sou um dos vidrados na telona. O filme Downton Abbey é para fãs. Percebo que ali não há alguém
A Intromedita
A Intromedita é uma dramédia, aquele tipo de filme que casa o enfrentamento de um problema com a leveza de uma solução fácil. Neste caso, o roteiro desenha uma trajetória de luto e desintegração de duas personagens: Marnie (Susan Sarandon) e sua filha Lori (Rose Byrne). O título se remete à mãe, que se intromete na vida de Lori. Marnie perdeu o marido e, incapaz de superar o fato, sobrecarrega a vida da filha de expectativas, além de se impor
Coringa
Coringa é daqueles filmes que marcam a história do cinema. É a dubiedade na tela o tempo todo, deixando o espectador agarrado às cenas, ao mesmo tempo sabendo o que virá (devido ao conhecimento prévio sobre um dos maiores vilões da cultura pop), mas em hesitação se será exatamente naquele momento. É sujo e transgressor, dois adjetivos que podem ser positivos ou negativos, e neste caso são a alma do personagem e de sua obra. Está aberto um novo caminho
Vestígios do Dia
Vestígios do Dia completa 26 anos de seu lançamento neste 2019. Bastante tempo, é verdade. Mas tempo não é problema para a obra escrita por Kazuo Ishiguro, autor do livro que originou o filme. Também não atrapalha o diretor James Ivory. Muito menos é preocupação para o protagonista da história, o mordomo James Stevens. A relação entre os três e o tempo marca este ótimo longa-metragem, indicado a 8 Oscar, infelizmente sem vencer. O livro de Ishiguro mostra-se atemporal em

