Drama
Lady Bird – A Hora de Voar
A passagem da adolescência à vida adulta já rendeu dezenas e dezenas de filmes. Porém, Lady Bird – A Hora de Voar é a prova de que é possível inovar mesmo com um assunto tão batido. E como inova! Lady Bird é um filme que se assiste com um sorriso malicioso no rosto. É uma dramédia, mistura de drama com comédia. Despretensioso, marca a estreia na direção da atriz Greta Gerwig, com Saoirse Ronan no papel da adolescente que se
A Última Gargalhada
O melhor de A Última Gargalhada é ter Chevy Chase (Férias Frustradas) de volta como protagonista de um importante filme. A produção da Netflix tem ele e Richard Dreyfuss nos papéis de dois idosos que resolvem sair de um asilo para rodar os Estados Unidos atrás da fama. É um simpático filme. Porém, mais do mesmo. O cinema já teve inúmeros longas sobre idosos buscando a redenção no fim da vida. E este é mais um, mas sem o frescor de
A Mula
Clint Eastwood está de volta à pista… e liderando! A metáfora automobilística serve para demonstrar o quando este ícone do cinema acertou a mão com A Mula, que acaba de estrear no cinema. E fez isso com um filme passado quase o tempo todo com o protagonista ao volante, no asfalto. Se em seu último filme (15h17 – Trem para Paris) o diretor-ator-roteirista-produtor havia escorregado e feito uma porcaria – especialmente pela escolha do elenco -, agora com A Mula
Demolição
Demolição é um filme sobre o luto. Mas também sobre a vida. Do diretor Jean-Marc Vallée, de Clube de Compras Dallas e Livre, o longa conta a história de Davis Mitchell (Jake Gyllenhaal), um investidor que perde a esposa em um trágico acidente de carro. E que tem na demolição de sua casa a única forma de sobreviver ao desastre. Nos primeiros minutos do filme, o casal está conversando sobre questões domésticas até que, puf, a vida se esvai em
The Post – A Guerra Secreta
Filmes sobre jornalismo geralmente são fáceis de me agradar. Mas este é difícil que alguém não goste. The Post – A Guerra Secreta, em um momento em que aqui no Brasil e lá nos Estados Unidos a crítica à imprensa é feroz, coloca na tela, com maestria, a importância da liberdade de imprensa para uma nação. O filme narra a virada do The Washington Post, que saiu da importância regional para a nacional com uma reportagem sobre documentos escondidos por
Território Restrito
Território Restrito está completando 10 anos, mas mostra-se atualíssimo. Aborda a migração aos Estados Unidos com diferentes visões: vigilância de fronteiras, fraude de documento, direito a asilo, obtenção do green card, emprego de para quem está em situação ilegal, combate ao terrorismo. Só faltou a construção de um muro entre países. Mas para isso a realidade superou a ficção… não é, Donald Trump? Harrison Ford pode ser considerado o protagonista, mas o filme é no estilo consagrado por Crash –
A Livraria
A Livraria é uma história da boa pessoa contra a megera. Da rejeitada contra a bruxa. Da moça que deseja criar uma livraria em uma pequena cidade, mesmo contra todos os prognósticos de falha, contra a rica que pretende criar uma casa de cultura no mesmo local. Baseado em romance de Penelope Fitzgerald de 1978, o longa é singelo, interessante. É verdade que não se pode questionar o roteiro, com o perigo de as respostas não existirem. Porém, a luta
Bohemian Rhapsody
Para que Bohemian Rhapsody fosse um filme ruim a direção e o roteiro precisariam errar a mão feio, criando alguma “bobagem” no estilo Sessão da Tarde. Mas Bryan Singer, diretor, e Anthony McCarten, no texto, fizeram o inverso. Deixaram a música tomar conta e conseguiram um belo retrato do surgimento, do sucesso e da importância da banda Queen. Focado em Freddie Mercury, o líder do grupo, o longa apresenta grandes atuações em uma história de ascensão sem queda. Na
O Primeiro Homem
O Primeiro Homem difere do que normalmente se vê em Hollywood. Geralmente, os filmes sobre odisseias espaciais têm heroísmo e até um pedaço de ficção científica, mesmo que baseados em fatos. Este não. É pela visão de Neil Armstrong que sabemos que para chegar à Lua foi preciso um trabalho árduo de 8 anos, quase sempre chato. O problema é que isso leva a obra para o mesmo caminho. São mais de duas horas com esparsos diálogos, em que os
Nasce Uma Estrela
Bradley Cooper conseguiu. Fez de Nasce Uma Estrela um baita filme. Diretor, co-roteirista, protagonista, cantor… idealizador da participação de Lady Gaga. É o filme de sua carreira, pelo menos até agora. A clássica história, que pela quarta vez chega ao cinema (depois das versões de 1937, 1954 e 1976), acerta em cheio ao apostar nas relações entre os personagens, via diálogos ou por meio da música. “Talento todos têm. A diferença está em quem tem algo a dizer”, diz Jackson

