Drama

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O Substituto

“Levei 17 anos e meio para me tornar um sucesso da noite para o dia”. A frase é de Adrien Brody, após se tornar o mais jovem a ganhar o Oscar de Melhor Ator, em 2002, por seu papel em O Pianista. Nada mais verdadeiro para um ator que já havia atuado em duas dezenas de filmes, mas que de uma hora para outra apareceu como o melhor do mundo. Da mesma forma que subiu, Adrien desceu. De lá para

Drama

Música da Alma

Adoro música, adoro filmes. Adoro filmes sobre ou com música. Até mesmo musicais passam no meu crivo hoje em dia. Mas este australiano Música da Alma… não dá. O ano é 1968. Para quatro jovens aborígenes australianas é a marca de uma mudança em suas vidas. Com um imenso talento musical, elas são descobertas por Dave, um produtor que decide levá-las à Guerra do Vietnã. Sim, é isso. Mas que maldita carreira é essa? O prêmio pela qualidade musical é

Drama

Terra Prometida

Terra Prometida concorreu ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. Não levou, mas a ida à premiação é merecida. O drama dirigido pelo americano Gus Van Sant (Milk, Paranoid Park, Elefante e Drugstore Cowboy) e estrelado por Matt Damon aborda de maneira cativante, e didática, os riscos da exploração de gás natural via fraturamento hidráulico, o novo “ouro” dos Estados Unidos. É a terceira parceria de Gus Van Sant com Matt Damon, o primeiro na direção e o segundo

Drama

O Mordomo da Casa Branca

No final dos anos 20, o jovem Cecil Gaines vê seu pai sendo assassinado pelo senhorio da fazenda de algodão onde morava, no sul dos Estados Unidos. Em vez de se rebelar e tentar vingar o pai, o garoto é convidado a ser treinado pela mãe do assassino a servir à família como criado. Tempos depois, decide ir embora do campo para a cidade e vai se aprimorando na arte de servir. Já adulto, Cecil (Forest Whitaker) consegue dar uma

Drama Romance

Azul é a Cor Mais Quente

*Por Juliana Santiago, enviada especial ao cinema Muito se ouviu e leu sobre as cenas de sexo (quentíssimas, diga-se de passagem) em Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d’Adèle), mas o longa francês não é só isso e merece todos os prêmios que recebeu até agora. Além de agradar àqueles que fantasiam duas belas mulheres no ato, o filme chega a ser inquietante, e nos leva para uma trama de descobertas e desafios da passagem da adolescência para

Drama

Lovelace

Apesar do que li na maioria das críticas, assisti a Lovelace. E mais uma vez percebi que muitos críticos pouco combinam com meu gosto. É um bom filme, nada mais que isso. Mas é bom. A história é sobre Linda Lovelace, atriz de fama insignificante hoje em dia, ainda mais aqui no Brasil. Já seu filme… Garganta Profunda é o maior sucesso do cinema pornográfico. De 1972, não apenas alterou a cultura sexual dos Estados Unidos, como influenciou a liberdade

Drama

O Último Elvis

Decidi começar 2014 escrevendo sobre um bom filme. Não é alegre, nem tem uma história de superação, temas recorrentes em inícios de anos, quando as pessoas estão, em geral, mais felizes. É simplesmente um bom filme, que pode servir para passar uma boa hora e meia em frente ao DVD nos primeiros passos no novo ano. O Último Elvis é, no mínimo, pitoresco. Com um ótimo achado como protagonista, músicas do rei do Rock’n’roll e uma história que cativa, é

Drama

Ginger & Rosa

Ginger & Rosa tem a vantagem de contar com um elenco de qualidade, recheado de atores que seguram a bronca mesmo quando a obra é ruim. Só isso. Os atores e atrizes são competentes. Pena que a história é devagar demais, chata. Quem curte um filme com pegada mais existencialista pode até dar uma chance ao longa. Mas terá de se esforçar para gostar dele. Estamos em Londres, 1962. Ginger (Elle Fanning) e Rosa (Alice Englert, de Dezesseis Luas) são

Drama

Adeus, Minha Rainha

Adeus, Minha Rainha começa no dia da Queda da Bastilha, 14 de julho de 1789, estopim da Revolução Francesa. Mas é mais sobre os três dias que antecedem a chegada dos revolucionários ao palácio de Versalhes, onde estavam rei, rainha e corte, do que sobre a tomada do símbolo da monarquia. Este é o grande acerto do filme, ao mostrar uma visão diferente do acontecido. Mas o grande erro é também este: só há esta visão, nada mais. Na tela,

Drama

Elefante Branco

Ricardo Darín é “o cara” do cinema Argentino. Não que ele seja a única expressão artística do país vizinho, longe disso. Mas é inegável que o ator virou sinônimo de bons e ótimos filmes: O Segredo dos Seus Olhos, Nove Rainhas e Um Conto Chinês, por exemplo. Não à toa foi considerado recentemente a personalidade mais importante do entretenimento argentino da última década. Mas não só lá ele faz sucesso. Quem acompanha cinema aqui no Brasil sabe quem ele é.