Drama
Um Doce Olhar
Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim. Lá fui eu assistir. A primeira cena de Um Doce Olhar resume o que veremos em todos os 103 minutos. Yakup e seu burro aparecem lá longe, no meio da floresta, e andam em direção à câmera. Andam, andam, andam… nada de fala. Aí ele, um apicultor que coloca colméias na copa de árvores, decide subir para fazer seu trabalho. E aí já se vão 10 minutos que poderiam ser resumidos
O Homem que Mudou o Jogo
Adoro filme de esporte. Vejo todos, em qualquer momento, mesmo que repetido. Acabo de assistir a O Homem que Mudou o Jogo. E todas as críticas que li dizem que este não é centrado no esporte, como se essa característica salvasse o filme. Besteira. É, sim, uma obra de esporte. É um estupendo filme de esporte! Com ótimas atuações de Brad Pitt e Jonah Hill, O Homem que Mudou o Jogo leva ao cinema a história de Billy Beane, o
Destinos Ligados
Naomi Watts, Samuel L. Jackson, Annette Bening e Kerry Washington (esta menos conhecida) comamdam Destinos Ligados. Três mulheres vivem histórias diferentes que uma hora vão se cruzar. Elizabeth (Naomi) é uma advogada inteligente e bem sucedida que inicia um romance com o chefe (Jackson). Karen (Annete) vive amargurada porque engravidou as 14 anos e entregou a filha para adoção. Lucy (Kerry Washington) não consegue engravidar e resolve recorrer à adoção. O problema é que o filme não anda. Samuel L.
Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual
“Isso, sim, é roteiro. Não há elemento… que não vá ter bom uso – e deliciar o espectador”. “Taretto (Gustavo, o diretor e roteirista) e sua equipe premiam o espectador com momentos de doce simplicidade e encantamento”. Exemplos de crítica especializada sobre Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual. A primeira é da revista Veja. A segunda, do site Adoro Cinema (www.adorocinema.com.br). Exemplos de exagero sobre este filme argentino. Logo depois de ler a maior revista do País,
50%
Este moço chamado Joseph Gordon-Levitt é muito bom ator. Para quem lembra da série 3rd Rock From the Sun, ele é o alienígena mais novo, Tommy Solomon. Mas isso foi láááá atrás, quando ainda estava restrito à televisão. De lá para cá já teve destaque em A Origem, ao lado de Leonardo Di Caprio, em Dez Coisas Que Eu Odeio em Você, em Matadores de Aluguel e em G.I. Joe – A Origem de Cobra, entre tantos outros. Se você
Skinheads – A Força Branca
O ano é 1992. O gladiador Russell Crowe, desconhecido do mundo. Ao lado de atores iniciantes, ele participa de um filme polêmico, sobre neonazistas: Skinheads – A Força Branca. Interessante, não? Sim! Crowe é Hando, o líder dos Nazi-Skins, uma gangue racista que declara guerra contra os imigrantes asiáticos. Seu ódio explode em ataques violentos contra a comunidade vietnamita do local. Mas quando suas vítimas contra-atacam, sua gangue se dissolve e ele foge, com Davey (Daniel Pollock), seu melhor amigo,
Poesia
Melhor roteiro no Festival de Cannes de 2010. Prêmio que o diretor Lee Chang-dong não esperava, segundo suas entrevistas. Ele disse que aguardava o de Melhor Atriz, para Yoon Hee-jeong, protagonista de Poesia. O homem estava certo. Sul-coreano, Poesia tem um bom roteiro, que cativa. Mas está longe de ser ótimo, como se espera de um vencedor em Cannes. É um tanto longo e cansativo, com muitos dos 139 minutos arrastados. Tem cenas desnecessárias. Filme oriental tem outro ritmo? Até
A Missão do Gerente de Recursos Humanos
A história tem um toque de realismo fantástico. Em A Missão do Gerente de Recursos Humanos, o tal responsável pelo setor na maior padaria de Jerusalém precisa acompanhar o enterro de uma funcionária. A tarefa não é fácil. O corpo dela vai a outro país, a Romênia. A missão surge porque a imprensa acusa a panificadora de omissão, de falta de compaixão. E lá vai o homem com o caixão, em uma viagem que até lembra as peripécias familiares em
Precisamos Falar Sobre o Kevin
Um filme para pensar, debater, propor teorias, raciocinar… Precisamos Falar Sobre o Kevin é um baita filme. Na tela, surge a maldade pura, e discute-se se ela realmente existe, se é possível haver o mal desde o sopro inicial de vida. Na primeira cena, impactante, percebe-se que algo dará errado. Eva (Tilda Swinton, em atuação digna de Oscar) está na Tomatina, aquela festa espanhola, em Valência, regada a tomates. O vermelho, cor do sangue, toma a tela. É a cor
The Artist / O Artista
The Artist é o melhor filme do ano, não importa o que a Academia decida no Oscar. Um filme que já nasce clássico. Há muitos anos não me divertia tanto no cinema. Ao final na sessão fiquei torcendo internamente para que as pessoas começassem a aplaudir. Porque a minha vontade era de bater palmas, gritar, assobiar… É sem sombra de dúvidas o melhor filme que eu vi nos últimos tempos. E a homenagem definitiva aos primórdios do cinema. O filme

