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Luz de Inverno / Os Comungantes

Estou enchendo este blog de filmes de Ingmar Bergman. Não sou seu maior fã, longe disso, mas não há como negar sua importância para o cinema. Luz de Inverno é o nono a entrar aqui (lista com os outros oito está no fim do texto). É um belo filme, nada fácil, mas ainda assim bom. É o segundo filme da chamada “Trilogia do Silêncio” de Bergman. Porém, tempos depois ele passou a negar que Através de um Espelho”, este e

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Amor Profundo

Um amor daqueles que não se controla, de deixar tudo para trás, de trocar o certo pelo duvidoso… ou o certo pelo claramente errado. E mesmo assim fazer. Amor Profundo é sobre este tipo de sentimento, um filme que precisa ser assistido. Com duas ou três moedas, Hester Collyer liga o gás da lareira do quarto e tenta se matar. É a primeira cena do longa dirigido por Terence Davies, baseado na peça The Deep Blue Sea, de Terence Rattigan,

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Apenas Uma Chance

Paul Potts virou celebridade da internet há alguns anos. Lembra do gordinho que surpreendeu o Reino Unido ao interpretar impecavelmente uma ária de ópera no programa Britain’s Got Talent? Se não, é só jogar o nome dele no YouTube – não confundir com Pol Pot, genocida do Camboja. Apenas Uma Chance foi recentemente lançado para contar a história de superação do cantor. É uma boa diversão. O diretor David Frankel (de O Diabo Veste Prada e Marley & Eu) recorre

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Relatos Selvagens

Relatos Selvagens é o novo filme de Ricardo Darín, mas está longe de ter somente essa classificação. O principal nome de hoje no cinema latino-americano é parte deste excelente longa argentino (mais um!), com uma interpretação competentíssima. Porém, é parte, não o todo. A obra é sensacional pelo roteiro e direção de Damián Szifrón, construída com esmero, em seis histórias que divertem, ensinam, geram tensão… um liquidificador de sensações. Dividido em episódios que não conversam entre si, o filme é

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Álbum de Família

Quanta besteira eu li e ouvi sobre Álbum de Família. Acreditando nelas, demorei a assistir ao filme. Talvez algum dia aprenda: não dá pra confiar nestes pseudo-especialistas. Álbum de Família é sensacional. É difícil saber o que impressiona mais no filme, os diálogos que tomam 90% da obra ou as impressionantes interpretações de um elenco comandado por Meryl Streep e Julia Roberts. O roteiro de Tracy Letts, também responsável pela peça que deu origem ao projeto (vencedora dos prêmios Pulitzer

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Versos de Um Crime

O nome já aponta. Versos de Um Crime deveria ser um filme sobre… crime. E atinge seu ponto alto quando um assassinato acontece. Pena que isso seja lá pro fim do longa. Estamos em 1944. Allen Ginsberg (Daniel Radcliffe) sai da casa dos pais rumo à universidade, precisando lidar com o sentimento de culpa por ter deixado sua doente mãe (Jennifer Jason Leigh). Seu sonho é tornar-se escritor, como o pai, mas logo sente-se incomodado pelo modelo “certinho” de poesia

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Serra Pelada

Heitor Dhalia estourou no cinema como criador do ótimo O Cheiro do Ralo. O ano era 2006. De lá para cá ele fez À Deriva, em 2009, meia boca, e o péssimo 12 Horas, em 2012, marcando sua primeira incursão pelos Estados Unidos. Agora o diretor e roteirista veio com Serra Pelada. É um respiro para ele, pois o filme é bom. A história do maior garimpo a céu aberto do mundo, onde foram extraídas, oficialmente, 30 toneladas de ouro

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Adeus, Meninos

Está aí um típico filme que precisa de insistência. Adeus, Meninos é chato em 70% de sua duração. Mas o final melhora e até compensa o lenga-lenga inicial. França, inverno de 1944, caminhando para o fim da Segunda Guerra Mundial. Julien Quentin é um garoto de 12 anos que frequenta o colégio St. Jean-de-la-Croix. Ele ganha um amigo com a chegada de Jean Bonnett, um introvertido garoto. Mais tarde Julien descobre que o novo colega é judeu. É isso a

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Ninfomaníaca – Parte 2

Já assisti a Ninfomaníaca – Parte 2 há um bom tempo. Mas não senti vontade alguma de escrever sobre o filme. Assim é também ao assisti-lo. É bom, mas não bate aquela sensação de ter visto algo marcante (e, no meu caso, já correr ao computador para escrever). Não é, definitivamente, o melhor filme do diretor e roteirista Lars Von Trier (pra mim continua nesta posição Melancolia). Mas nem por isso merece desabono. Se no primeiro filme da “saga” o

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Garota Exemplar

*Por Juliana Santiago, enviada especial ao cinema Não sou fã de filmes baseados em best-sellers do momento, mas Gone Girl (Garota Exemplar) agrada – e muito – até os leitores da obra homônima de Gillian Flynn. Afinal, ela também roteirizou o longa que foi dirigido pelo brilhante David Fincher (de O Curioso Caso de Benjamin Button). A primeira coisa que me veio assim que o filme acabou foi “quanto mais o homem não presta atenção na mulher com quem convive,