Drama
Noites com Sol
Noites com Sol é um filme que de início parece bolorento, chato. Mas aí esquenta, o roteiro começa a ter sentido. E no fim fica a imagem de uma boa opção. O longa conta a história de Sérgio Giuramondo, um jovem escolhido como novo auxiliar do rei Carlos III. É o que ele sempre sonhou. O monarca resolve casa-lo, o que para ele é bom. Mas às vésperas do matrimônio sua noiva confessa ter tido um caso com o todo
Yves Saint Laurent
Aconteceu com Coco Chanel e agora acontece com Yves Saint Laurent. Em 2009 o cinema resolveu entrar na vida da mais importante estilista da história: “Coco Antes de Channel” e “Coco Chanel e Igor Stravinsky” foram lançados no mesmo ano e disputaram críticas. Já 2014 deve receber, em outubro, “Saint Lourent”, após a estreia em abril de “Yves Saint Laurent”. Aguardando o segundo, assisti ao primeiro. É um bom filme. Baseado no livro “Cartas a Yves”, escrito pelo marido e
Tabu
Não é a primeira vez, nem será a última. Um elenco de estrelas – Aaron Eckhart, Toni Collette e Maria Bello – e um filme bem ruim. Tabu. A sinopse indicava uma mistura de Beleza Americana com Lolita. Nossa, que erro! Longe dos dois! A história é sobre o assédio sexual a uma adolescente de 13 anos (Summer Bishil, competente). Ela dá bola pro vizinho adulto (Aaron Eckhart, comum). Mas, claro, nem por isso ele é menos culpado. Filme bom
Clube de Compras Dallas
Clube de Compras Dallas é um prato cheio para atores. Não à toa Matthew McConaughey e Jared Leto abocanharam os Oscar de Ator e Ator Coadjuvante em 2014. O filme relata a história de dois doentes de aids no início da epidemia, em 1984. Mas é, sobretudo, sobre transformações. E McConaughey e Leto encarnam estas mudanças, físicas e psicológicas, com maestria. Lá nos anos 1980 a aids era considerada sinônimo de homossexualidade e drogas injetáveis. Ron Woodroof (McConaughey) era o
Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum
Sempre que surge um filme dos irmãos Ethan e Joel Coen lembro-me de O Grande Lebowski, um dos meus preferidos. E acabo me decepcionando. Não que as outras obras deles sejam ruins. Não. É que a expectativa é alta. Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum é mais um bom, não ótimo, filme. Recheado de belas canções, o filme conta a história de um homem que vive dia após dia. Llewyn Davis é um músico de folk do
A Grande Beleza
Um “filme cabeça” não precisa ser chato. Uma obra com lindas imagens pode ter conteúdo interessante. O antigo pode conviver com o moderno. E a crítica mordaz não necessariamente precisa ocorrer de maneira direta. O italiano A Grande Beleza, vencedor do Oscar de Filme Estrangeiro em 2014, prova que tudo isso é verdade. É difícil encontrar uma falha na obra. Tudo é muito bem cuidado, do roteiro à iluminação, do figurino às interpretações. Não é um filme fácil, mas
Em Busca do Amor
Assisti a Em Busca do Amor por causa de Anthony Hopkins. Apesar de ele se esforçar, seus colegas enterram o filme. Eles, a direção e o roteiro. O jovem professor Omar Razaghi quer convencer a família do famoso escritor uruguaio Jules Gung, morto, a deixa-lo escrever uma biografia sobre seu ídolo. Omar recebe um “não”, mas decide ir ao Uruguai para tentar ganhar um “sim”. A família do falecido uruguaio é estranha. Sua viúva é a mais reticente em autorizar.
O Evangelho Segundo São Mateus
Cinco estrelas na Rolling Stone. Ou seja, de acordo com a classificação estipulada pela revista, um clássico dos clássicos, obrigatório. Lá fui eu assistir a O Evangelho Segundo São Mateus, crendo na avaliação. Resultado: propenso a acabar com a assinatura da revista. De 1964, o filme do italiano Pier Paolo Pasolini conta a história de Jesus Cristo pela visão do evangelho de São Mateus. Mostra um líder, que reivindica e se enfurece, não um cordato pastor. O Cristo de Pasolini
Walt nos Bastidores de Mary Poppins
Não é novidade que raramente há um acerto ao “traduzir” para o português títulos de filmes estrangeiros. Mas este Walt nos Bastidores de Mary Poppins é um caso que vai além: consegue quase atrapalhar a obra. Saving Mr. Banks, o original em inglês, é muito melhor para compreender o que se passa em tela. E olha que o assistido é muito bom. A imprecisão do título brasileiro é enorme: em nenhum momento Walt Disney é o protagonista, tampouco circula pelos
Bernie – Quase Um Anjo
Richard Linklater é o diretor e roteirista da ótima trilogia Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol e Antes da Meia-Noite. Tem, portanto, credenciais. Mas ele também corre o risco de passar para a história como o cara que acredita em Jack Black. Nada contra, pois eu também acredito, confesso. E com os dois nos créditos lá fui assistir a Bernie – Quase Um Anjo. É decepcionante. Depois de Escola de Rock, também sob o comando de Linklater, Jack

