Drama
Samba
O título é estranho para um filme francês. Nada a ver com o ritmo… ou quase nada. Samba é uma bela homenagem ao Brasil, mas por tabela, sem focar nisso. O foco está mesmo na dura vida de imigrantes ilegais, tema que os diretores e roteiristas Eric Toledano e Olivier Nakache escarafuncham com a mesma suavidade colocada por eles em Intocáveis, o maior sucesso europeu dos últimos tempos. Samba é um filme sério, mas nem por isso é pesado. Como
Killer Joe – Matador de Aluguel
Confesso que tinha expectativas melhores com Killer Joe – Matador de Aluguel. Transformado em peça de teatro em São Paulo, o filme parecia a mim um roteiro intrincado, com elenco de primeira… quase impossível de dar errado. Não dá errado, o que seria um exagero, mas também não dá certo. O jovem Chris precisa conseguir US$ 6 mil o quanto antes, caso contrário será morto. Ele pede ajuda ao pai, mais sem dinheiro que ele. Aí ele dá a sugestão
Spring Breakers – Garotas Perigosas
Spring Breakers – Garotas Perigosas chamou atenção ao ser lançado por ter a promessa de cenas picantes com Vanessa Hudgens e Selena Gomez. Elas e Ashley Benson e Rachel Korine apareciam no cartaz de lançamento trajando nada mais que um biquíni, chamando atenção. Resolvi não colocar este cartaz aqui, pois o filme não é isso. É bem melhor do que a promessa. Dirigido por Harmony Korine (marido de Rachel, uma do quarteto principal), roteirista de Kids, o filme é uma
Boyhood – Da Infância à Juventude
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Nem péssimo, nem ótimo. Gostei de Boyhood – Da Infância à Juventude, mas está longe de ser o melhor filme de Richard Linklater. É evidente que o jeito de fazer é o melhor do filme, o que o diferencia (não que tenha sido o primeiro). O diretor filmou ao longo de 12 anos os atores que interpretam uma família comum americana. No total, 39 dias em frente às câmeras, cerca de três
Um Braço de Um Milhão de Dólares / Arremesso de Ouro
Já se percebe que o filme não é grande coisa quando tem dois títulos em português. Um Braço de Um Milhão de Dólares, ou Arremesso de Ouro, dependendo do local que o guarda, é a típica produção de superação da Disney. Não é ruim… mas também não passa da média. J. B. Bernstein (Jon Hamm), agente esportivo que está quase falido, tem a ideia de ir à Índia para encontrar talentosos jogadores de críquete e transformá-los em grandes arremessadores de
O Diário de Carson Phillips
De vez em quando surge um bom filme sobre colégio americano. Sabe como é este gênero? Alunos rejeitados, a turma popular, meninos e meninas se digladiando para ter reconhecimento… O Diário de Carson Phillips é sobre isso, mas tem um toque diferente. Não que seja um espetáculo, como As Vantagens de Ser Invisível, mas até vale o ingresso. Carson Phillips (Chris Colfer) tem o sonho de se tornar um jornalista de sucesso, mas é atingido e morto por um raio.
Um Estranho no Ninho
Jack Nicholson completa 78 anos neste 22 de abril. É um dos meus prediletos atores, senão “o” preferido. Tem em sua carreira personagens como Jake Gittes (Chinatown), Jack Torrance (O Iluminado), Melvin Udall (Melhor É Impossível), Warren Schmidt (As Confissões de Schmidt), Coringa/Jack Napier (Batman) e Frank Costello (Os Infiltrados). Pelos títulos dos filmes já se percebe sua importância para o cinema. Para homenageá-lo resolvi escrever sobre uma de suas tantas obras-primas: Um Estranho no Ninho, com seu Randle McMurphy.
A Grande Escolha
Em primeiro lugar, não há como deixar isso de lado. Havia anos Kevin Costner não atuava tão bem quanto neste A Grande Escolha. É seu melhor papel talvez nas últimas duas décadas. Mérito dele, claro, mas também do diretor Ivan Reitman, que entrega um filme de início despretensioso, mas que ganha o espectador. Responsável por comédias leves e eficazes como Os Caça-Fantasmas 1 e 2 (clássicos) e Sexo Sem Compromisso (além da porcaria Sete Dias, Sete Noites), Reitman começou em
Para Sempre Alice
Para Sempre Alice é o filme que (enfim!) deu o Oscar a Julianne Moore. É uma obra feita sob medida para levar à premiação máxima do cinema, focada na personagem principal, que passa a sofrer de Alzheimer aos 50 anos. Para quem entende do riscado, uma mão na roda para ganhar a estatueta. Mas não é só isso. Os diretores Richard Glatzer (também roteirista) e Wash Westmoreland criaram uma história convincente e comovente. É um drama sobre um assunto sério,
Pais e Filhos
O cinema japonês é pródigo em filmes ótimos. A animação Vidas ao Vento e o vencedor do Oscar, em 2009, A Partida são apenas dois exemplos. Mais um pode ser incorporado a essa lista: Pais e Filhos. O tema escolhido muitas vezes já foi explorado em telonas ou na telinha de televisão, mas não desta forma. Não com tanta sutileza. Troca de recém-nascidos na maternidade. Cercado de costumes japoneses, o executivo rico Ryota é um perfeito workaholic. Sua prioridade é

