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Biutiful

Está aí um grande filme. Biutiful tem a marca de seu diretor, Alejandro Iñárritu: denso, sofrido, com uma ótimo história, daquelas que podem estar no cotidiano mas raramente querem sequer ser pensadas, daquelas que não desejamos a uma pessoa. Como em Babel e 21 Gramas (e, dizem, Amores Brutos, que não vi), Iñárritu enxerga a morte de uma maneira peculiar. Desta vez, apresenta Uxbal – Javier Bardem, em excepcional atuação –, um homem que ajuda os mortos a passar à

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Capote

O meu problema com filmes biográficos é que eu fico meio obcecada pela pessoa e começo a googlar sua vida inteira. Não foi diferente com Truman Capote, a personalidade retratada neste filme. A obra mostra como o escritor americano interpretado aqui por Philip Seymour Hoffman decidiu transformar um caso de assassinato de 4 pessoas de uma mesma família no Kansas, em 1959, no seu best seller “A Sangue Frio”. Dando início ao gênero chamado de jornalismo literário, Capote vai além

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Comer Rezar Amar

Mais uma adaptação morna de um best seller. Não consegui enxergar no longa a emoção que senti na história escrita de Liz Gilbert. O aventura de Liz ficou famosa no mundo. Infeliz em sua vida de casada, a jornalista sai de um casamento e envolve-se com um rapaz mais novo, o que também não traz felicidade. Decidida a mudar de vida, resolve passar um ano vivendo aventuras. Quatro meses na Itália, quatro na Índia e outros quatro na Indonésia. Cada

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Reencontrando a Felicidade

É bom quando um filme surpreende, não? Fui para este Reencontrando a Felicidade com um pé atrás. Não sou dos mais fãs de Nicole Kidman, a não ser por sua atuação em Os Outros. Mas ela, junto a Aaron Eckhart e Miles Teller (estupendo), fazem do filme uma das melhores pedidas dos últimos anos. Se você ainda não viu, pare tudo e vá ver a história de Becca e Howie Corbett (Kidman e Eckhart), um casal que perdeu o filho

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Minha Terra, África

Sou assinante da revista Veja. Gosto dela. Aprendo com ela. E apostei, mais uma vez, em uma de suas críticas cinematográficas. “Mais uma vez” por que já é o segundo voto de confiança que dou – o primeiro foi com Montanha Cega. Agora resolvi assistir a Minha Terra, África. E mais uma vez aprendi… que a seção “Veja recomenda” erra feio. Claramente escrevendo: horroroso! Ok, há quem tenha gostado e, por isso, pode ficar chateada comigo. Mas é sério: repito,

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Barry Lyndon

Decidi assistir a Barry Lyndon por causa de seu diretor-roteirista, Stanley Kubrick. O mestre de Laranja Mecânica, Dr. Fantástico e 2001 – Uma Odisséia no Espaço mais uma vez vai bem. Não choca como nestes três, mas faz um filme bacana. Baseado no romance de William Makepeace Thackeray, o longa, obra de Kubrick seguinte a Laranja, é basicamente um conto sobre a ascensão e o declínio social da personagem-título, do meio ao fim do século 18, dividido literalmente em duas

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No Vale das Sombras

Paul Haggis ganhou o Oscar de Diretor ao estrear na função, com o estupendo Crash – No Limite. No Vale das Sombras é o segundo filme dele atrás das câmeras, após ganhar fama como roteirista (Menina de Ouro, Cartas de Iwo Jima, A Conquista da Honra, dois 007 – Quantum of Solace e Cassino Royale –… e o mais recente 72 Horas). No Vale da das Sombras não é ótimo como Crash, mas vale bem o ingresso. A história é

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Um Canto de Esperança

Pelo título, achei que era algo sobre a África e tambores. Mas não. Glenn Close, Cate Blanchett, Frances McDormand e Julianna Margulies fazem um filmaço sobre um campo de concentração feminino durante a 2ª Guerra Mundial. Em 1942, os japoneses invadem Cingapura, uma colônia britânica. Mulheres e filhos de oficiais, comerciantes, médicos e afins que vivem na ilha são obrigadas a fugir de navio. Porém, o navio é bombardeado e afunda. As sobreviventes à deriva são resgatadas e vão parar

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Meia Noite em Paris – O outro lado

Por Vanderlei França (enviado especial a Paris, à meia noite) Gosto da minha posição de leitor do Não Entende Mas Comenta. Não tenho qualquer dúvida de que os que escrevem aqui devem saber muito mais do que eu sobre a sétima arte. Primeiro porque não penso que entendo nada de cinema. Então, aproveito e sigo TODAS as dicas dadas. Como sou péssimo comentarista e tenho uma crônica dificuldade em juntar letrinhas para formar ideias, o papel de espectador do site

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Pecado da Carne

Olha, aqui está um filme controverso. É o dedo na ferida, daquelas doloridas. Uma obra polêmica, criada para causar furor e debates. Ainda mais no país onde a história se passa. Saca só o enredo de Pecado da Carne. Em um bairro ultra-ortodoxo (notou o “ultra”?) de Jerusalém vive Aaron Fleishman, pai de quatro filhos e administrador do negócio da família, um açougue kosher herdado depois da morte de seu pai. É um cara que usa a barba enorme, kipá