Drama
Depois do Casamento
Depois do Casamento tem um pecado: os atores não correspondem ao roteiro. A cineasta dinamarquesa Susanne Bier consegue cativar, mas as atuações põem em dúvida a qualidade da obra. A história – lançada em 2006 – é centrada em Jacob, dinamarquês que escolheu viver na Índia, onde cuida de um orfanato prestes a fechar. Jørgen, um milionário também dinamarquês, oferece milhões de dólares para manter o lugar, mas impõe uma condição: conhecer Jacob pessoalmente. O protagonista deixa os meninos indianos
Conduta de Risco
Sete indicações ao Oscar, com um deles entregue a Tilda Swinton, como Atriz Coadjuvante. Mais oito indicações ao Globo de Ouro, vencendo em Drama, Ator (George Clooney), Ator Coadjuvante (Tom Wilkinson) e Atriz Coadjuvante (Tilda). Conduta de Risco tem credenciais para ser um ótimo filme – e não desaponta. Michael Clayton (Clooney) – nome original da obra (o melhor, desta vez, seria o de Portugal: Uma Questão de Consciência) – trabalha em uma das maiores firmas de advocacia em Nova
Morangos Silvestres
Devo ser masoquista. Sim… só isso pode explicar o motivo de eu ver mais um filme de Ingmar Bergman. Até hoje havia tentado três: Um Barco para a Índia, Porto e O Sétimo Selo. Destes, somente o último “até vale o ingresso”. Os outros são ruins, pelo menos quando assistidos hoje. Mas não é que me dei bem? Morangos Silvestres, de 1957, é beeeeeem acima destes outros. Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 1958, o filme
É Proibido Fumar
Durval Discos. Tem gente que adora, tem gente que odeia. Eu estou no segundo time. Mas qual seja o seu, veja É Proibido Fumar, o grande vencedor do Festival de Brasília em 2010 (oito prêmios, incluindo Melhor Filme). A ligação entre os dois filmes está em Anna Muylaert . São os dois longas que ela dirigiu até hoje. Mas a diferença – pelo menos para os que odeiam – é enorme. Professora de violão, solitária, um pouco ranzinza e “paradona”,
Medo da Verdade
Estreia de Ben Affleck como diretor. Um belo começo. Medo da Verdade é filme de primeira, uma daquelas tramas de suspense que deixam para o fim todo o segredo. A história se passa em um bairro operário de Boston e é centrada no desaparecimento de Amanda McCready, de 4 anos, vivida pela atriz-mirim Madeline O’Brien. Mostra o esforço de dois detetives, Angela Gennaro (Michelle Monaghan) e Patrick Kenzie (o irmão caçula do diretor, Casey Affleck), para encontrar a menina desaparecida,
Estão Todos Bem
Estão Todos Bem é daqueles filmes que somente se tornam bons devido à atuação do protagonista. É focado em um personagem, em sua história, em seu dia a dia. Se o ator for mal, o filme vai para o lixo. Sorte nossa que o escolhido foi Robert De Niro. No roteiro escrito pelo próprio diretor, Kirk Jones, baseado no filme italiano Estamos Todos Bem (1990), de Giuseppe Tornatore (Cinema Paradiso), Frank Goode (De Niro) sempre trabalhou em uma fábrica de
A Morte e Vida de Charlie
“Um bando de jornalistas que nada sabem de cinema, mas não confiam nos críticos”. Está aí em cima a definição deste blog: não, não confiamos nos críticos. Ainda bem! Nesta sexta-feira, 14 de janeiro, li na Folha de S. Paulo que A Morte e Vida de Charlie é “ruim”. Balela! O filme não é o maior espetáculo da Terra, mas é bom, e a atuação do High School Musical Zac Efron não é catastrófica, como também afirma o jornal. Efron
Casa Comigo?
Amy Adams tem personagens no cinema que já podem ser considerados marcantes: Julie Powel, que deseja ser tão boa quanto sua quase homônima em Julie & Julia (indicada ao Oscar), e a irmã James, no ótimo Dúvida. Tem também participações coadjuvantes em obras muito boas, como a assistente de Charlie Wilson em Jogos de Poder e a tonta que se apaixona pelo protagonista em Prenda-Me Se For Capaz. Mas ainda tem personagens que literalmente entram para o esquecimento, em filmes
Coisas Que Você Pode Dizer Só De Olhar Para Ela
Filmes com títulos compridos tendem a ter pouco conteúdo (ex: Príncipe da Pérsia- As Areias do Tempo; Eu Sei O Que Aconteceu no Verão Passado). Mas esse não é assim. A história de cinco mulheres em situações diferentes se cruzam em algum momento. A detetive Kathy, que está investigando o caso de suicídio de uma antiga conhecida; Rose, que está encantanda com seu vizinho anão; Elaine, uma médica esperando por um telefonema; Rebecca, que descobre estar grávida depois dos 40;
Olhos Azuis – Um Duelo na Fronteira
Filme brasileiro com atores americanos, argentinos e, claro, brasileiros, interpretando, além de pessoas destas nacionalidades, cubanos, hondurenhos e descendentes de mexicanos e irlandeses. Todos fechados em uma pequena sala da imigração em um aeroporto nos Estados Unidos. Olhos Azuis – Um Duelo na Fronteira, essa Torre de Babel cinematográfica, funciona e mostra que é possível fazer um thriller-denúncia brasuca. São duas histórias paralelas, muito bem montadas. A primeira é sobre o último dia de trabalho de Marshal (David Rasche, de

